sábado, 8 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Esta noite sonhei contigo.
Foi estranho, porque desde que partiste nunca tinha sonhado contigo. Lembro-me que meses antes de tudo acontecer eu sonhei contigo semanas seguidas, todas as noites, diversos sonhos…
Na verdade eu até sei porque deixei de sonhar contigo, bloqueei-te na minha mente desde o dia que partiste e eu não estava lá para te dizer “até um dia”.
Saber que parte da minha vida se encerrava ali, que eu não ia ter mais o teu colo para me aconchegar…doía demais!
As pessoas que te conheceram mais nova, acham-me parecida contigo, o olhar, o jeito de sorrir, a aparência física.
Às vezes fecho os olhos na esperança de ver a tua imagem, e quando os volto a abrir sou eu naquele espelho…
Nem sei onde quero chegar com este texto, na verdade eu até sei.
Eu não quero chegar, eu quero voltar, voltar à minha infância para te ver a preparar o meu lanche e mais tarde dizeres a toda a gente que eu não almoço como deve ser mas que o lanche da tarde me reforça. Ou mesmo ver-te defender-me de alguma asneira que eu tivesse feito, mas que tu juravas que não tinha sido eu…
No fundo eu sei que só apareceste no meu sonho para me dizeres que nem tudo está perdido, e que embora eu esteja só, nunca vou estar sozinha nesta vida… Obrigada avó J
Desafio dia 6
"Cama"
Olho a nossa cama.
Palco vazio sem o drama, sem a comédia,
do nosso amor.
A nossa cama branca,
branca página, em silêncio,
de onde tudo se apagou...
do nosso amor.
A nossa cama branca,
branca página, em silêncio,
de onde tudo se apagou...
(Meu Deus! quem poderia ler aquelas ânsias, aqueles gemidos,
aqueles carinhos
que a mão do tempo raspou, como nos velhos
pergaminhos?...)
aqueles carinhos
que a mão do tempo raspou, como nos velhos
pergaminhos?...)
A nossa cama
imensa como a tua ausência,
tão ampla, tão lisa, tão branca, tão simplesmente cama,
e era entretanto, um mundo
de anseios, de viagens, de prazer,
- oceano que teve ondas e gritos encapelados,
nele nos debatemos tantas vezes como náufragos
a nadar... e a morrer...
imensa como a tua ausência,
tão ampla, tão lisa, tão branca, tão simplesmente cama,
e era entretanto, um mundo
de anseios, de viagens, de prazer,
- oceano que teve ondas e gritos encapelados,
nele nos debatemos tantas vezes como náufragos
a nadar... e a morrer...
Olho a nossa cama, palco vazio
em nosso quarto - teatro fechado –
que não se reabrirá nunca mais...
em nosso quarto - teatro fechado –
que não se reabrirá nunca mais...
Nossa cama, apenas cama, nada mais que cama
alva cama, em sua solidão,
em seu alvor...
alva cama, em sua solidão,
em seu alvor...
Nossa cama
- campa (sem inscrição)
do nosso amor.
- campa (sem inscrição)
do nosso amor.
(Poema de JG de Araujo Jorge, do
livro – Quatro Damas – 1965)
livro – Quatro Damas – 1965)
terça-feira, 4 de março de 2014
Desafio dia 4
"Sonhos"
Nem sempre quero ser racional, responsável e coerente.
Apetece-me, simplesmente, sonhar… vaguear entre pensamentos, flutuar por recônditos desejos, brincar irreflectidamente provocando cansaços infantis e sonoras gargalhadas, voltar a ser criança por um dia ou um par de horas, sem tempo, só eu e as nuvens a planar por aí... por onde me apetecesse… e vagabundear… sem destino, sem horas, sem compromissos…
Apetece-me, simplesmente, sonhar… vaguear entre pensamentos, flutuar por recônditos desejos, brincar irreflectidamente provocando cansaços infantis e sonoras gargalhadas, voltar a ser criança por um dia ou um par de horas, sem tempo, só eu e as nuvens a planar por aí... por onde me apetecesse… e vagabundear… sem destino, sem horas, sem compromissos…
segunda-feira, 3 de março de 2014
Desafio dia 3
"Amizade"
Há dias, alguém, referindo-se a ti, disse-me: “A tua melhor amiga…”
Soou estranho. Parei uns segundos a digerir as palavras e achei que as deveria corrigir, admito. Mas não consegui. Percebi que não tinha forma de o fazer, pois provavelmente era essa a verdade. Eu é que ainda não tinha pensado nisso.
Não te chamo de melhor amiga por medo. Ou porque me leva a não ultrapassar a analogia à perda, ou porque soa a um género substituição, quando eu tenho a certeza que tu tens o teu próprio lugar. E o mereces mais do que ninguém. Tu sabes de toda a história. Tu sabes a minha história. E como se isso não chegasse pertences a ela e és a primeira em tantos parágrafos que, agora sim eu me pergunto, como poderias tu não ser A Best?
Em contrapartida, não exijo um primeiro lugar mas estarei, com certeza, na primeira fila para tudo o que te espera. E o futuro vai ser risonho pois tu não mereces menos. Se for para rir, vai ser às gargalhadas. Se for para dançar, vai ser até cair. (Se for para praticar desporto, não vai ser menos do que BTT, pois a vida exige que seja tudo em grande). ;)
E se for para bater no fundo, pois também faz parte, nós lá estaremos de visita para mandar todos à m**** e voltar ao nosso lugar.
Se “temos a mesma escola” como tu dizes, lembra-te que eu nunca abandonarei os meus.
**Love you girl**
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