segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Damn, your eyes!


Agora que tantos ganharam coragem para me vir falar de ti, agora que desisti, para meu bem, das expectativas em ti, algo que me diz que o brilho dos teus olhos vai embora. 
Sem como nem porquê, só acho que sim. 
Demorou a percebê-lo confesso, mas depois foi tão fácil de gostar. 
Não mais do que isso, mas gostar já é tanto! 
Chamaram-lhe de olhar ternurento, acreditas? 
Tiveram pena do nós que não fomos. 
E em certa medida, acho que personificámos a cena de filme que muitos gostavam que se realizasse. 
Hoje lembrei-me do brilho dos teus olhos, ou da ternura talvez, sempre que olhavas para mim. 
E quem lamentou fui eu por não termos feito nada com isso. 
Talvez por teres sido o primeiro, e até ao momento o único depois de todas as dores, que me fez achar possível abrir portas para pessoas que não trazem com elas todos os ideais que criamos. 
E que mesmo sem eles, algo nos diz que é possível dar certo. 
Eu sei que mereço mais, mas tu também merecias e fizeste tão pouco por isso. "Espero que tenha sido suficiente".

{save the last dance for me}

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Estou (quase) em paz comigo.



Estou bem. 
Quase todos os dias. 
“Tens esse ar frágil, mas és dura na queda” – já me disseram. 
É a minha alma que não consegue agarrar-se a sentimentos negativos. 
Mas às vezes quebra. 
Alguns momentos maus atingem-me como um comboio desgovernado vindo não sei de onde. 
Atinge-me. 
Deixa-me tonta, nauseada e dorida. 
A raiva e a tristeza entram-me na corrente sanguínea. 
Mas chega e logo vai. 
Levanto-me. 
E volto a andar...


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Incertezas



O nosso problema é que ás vezes jogamos fora o certo e ficamos com o errado.
Acomodamo-nos...
E dessa acomodação costumam nascer fantasmas, o grave é quando são eles que tomam todas as decisões...


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Na voz dos outros


A criança que fui chora na estrada. 
Deixei-a ali quando vim ser quem sou. 
Mas hoje, vendo que o que sou é nada, quero ir buscar quem fui onde ficou.
                                                                                                                                


                                                                                                                                 Fernando Pessoa

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Ainda sobre o Natal...


Não foi por serem os meus bombons favoritos, muito embora não seja difícil com eles derreter qualquer coração. 
Foi por deitares abaixo todas as minhas defesas com um único gesto, num espaço de breves minutos. 
O segredo está no saber surpreender, e tu, seja por que motivo for, fizeste-o. Não consigo decifrar as tuas motivações, apenas me disseste que me deveria sentir uma privilegiada. 
Também não sei o que isso significa dada a tua nuvem cinzenta mas pensar em alguém, sair de casa e comprar-lhe os bombons preferidos tem de ser no mínimo especial. 
Lamento a presunção. 
Paraste-me o cérebro. 
Raios! 
Como odeio que isso me aconteça, fica tudo tão perigoso. 
Mas foi inevitável o brilho da cor dourada não reflectir nos meus olhos. 
Se tivesse havido espaço para pensar, eu não teria, por puro impulso, dado aquele abraço e tu não estarias com um ar tão feliz por me ver de igual maneira. 
Talvez não sejas mais do isto mas entraste assim na lista dos poucos que em algum momento me baixaram as barreiras. 
Para quê mentir? 
Surpreendes-te-me porra. 
E nem imaginas como eu adoro surpresas.


{save the last dance for me}