quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Factos reais




Conclusão após tentar organizar e contar os meus sapatos, botas e sandálias:
tenho várias outras personalidades que fazem compras quando eu não estou a ver.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Às vezes sinto que estou no meio de um jogo de matrecos.




São só jogadas, bonecos a atravessarem-se à minha frente e remates fortes.
Livra... fico cansada! 
Afinal qual é a minha posição nesta partida?
Sou guarda-redes ou ponta de lança?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

...





O único critério que nos ajuda a seguir em frente não é fazer o que apetece, mas aquilo que é preciso. 
Quando estamos tristes apetece-nos baixar os braços e é humano que assim seja, mas é justamente nestes momentos que mais precisamos de reagir. Seja...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Conversas sem sentido... ou talvez não...





- Gostava que a vida fosse a lápis para eu poder desenhar à vontade, mesmo que errasse não fazia mal, voltava atrás e apagava.  Era como se nunca tivesse existido.
 
- É... mas a vida é a caneta de tinta permanente. E o problema é que não há mata-borrão.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Já não quero amores avassaladores



Daqueles em que estamos a dizer «amo-te muito» e «já não sei viver sem ti» logo ao segundo dia.
Já não quero nada disso.
Agora quero algo construído.
Com tempo.
Tempo para conhecer o antes, o durante e o depois.
E com desentendimentos porque as pessoas não são todas feitas da mesma matéria.
Não quero mistérios... não mesmo!
Só de pensar nisso arde-me a garganta e embrulha-me os intestinos.
Por isso, quem me quiser vai ter que construir tudo isto comigo.
Sem contos de fadas nem historinhas do «para sempre».
Dia-a-dia.
Passo a passo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Não me lembro quando aprendi a desenhar um coração




Já não sei se me ensinaram na escola primária ou antes. 
Só me recordo que quem o fez, ensinou-me a desenhá-lo inteiro. 
Por isso não acho justo que haja corações partidos e acredito que para cada um de nós há alguém que vai saber mantê-lo intacto, bonito, seguro e genuíno como o primeiro que desenhei, um dia, há muito tempo atrás, quando ainda era uma menina...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

wishlist



Quando se acaba uma relação, um dos consolos é achar que se aprendeu alguma coisa com isso.
Eu pelo menos gosto de pensar assim, em vez de perder a minha fé nos homens e jurar para nunca mais e tornar-me uma carmelita descalça.
Mas a verdade é que também não sou uma pessoa tão racional como isso, e aquilo com que acabo por fazer na maior parte das vezes é uma lista.
Uma lista das coisas que quero ...(e que não quero) que é a minha tábua de salvação até aparecer alguém com o poder de me fazer cair para o lado e deitar essa lista aos céus como uma valente rabanada de vento.
Nesta fase, essa minha lista está em construção e tenho a sensação de que se conhecer alguém e tiver algum primeiro encontro, levo o blocozinho de folhas amarelas com uma Bic presa por um cordel, como faziam antigamente nas repartições de finanças, e dou início ao meu inquérito.
Não gosta de praia? Não interessa.
Tem medo de cães? Risca.
É pessimista? Idem.
Não olha para trás ao menos uma vez depois de se despedir? Pode ir andando.
E por aí fora...