quarta-feira, 8 de março de 2017

Protesto!!!

(Ó pra mim a tentar domar a Honda, sim as mulheres também conseguem estas proezas)



                              Isto é uma espécie de protesto a esta data.
Não concordo com ela, não a celebro, não aceito felicitações, não quero saber nada disso.
Não somos uma minoria, antes pelo contrário, não precisamos de protecção, sabemos cuidar de nós.
Se muitas mulheres não o sabem a culpa não é da sua condição de mulher, é de uma sociedade que faz da mulher um ser especial.
Para mim isto é discriminação, mesmo que a tentem fazer de forma positiva
(viva as mulheres), (é tão bom e bonito ser mulher)
mesmo assim, para mim isto não passa de discriminação e por isso não a aceito.
Também se faz o dia mundial do animal, da árvore, da criança e o que se evoca nessa data?
A protecção desses seres.
Então e a MULHER lá precisa de protecção?
As que precisam não é por serem mulheres, mas sim porque são vítimas de algo, e isso não se combate com dias mundiais, os crimes têm que ser é devidamente punidos por lei.
Devíamos era fazer um dia mundial das mentes abertas, do respeito, da igualdade, da justiça, com tudo isto não haveria necessidade de haver
(Dia Internacional da Mulher)
porque todas elas seriam vistas como eu as vejo, como eu me vejo, um ser humano, nem pior nem melhor do que os homens, apenas diferente, necessariamente diferente, para o bem e equilíbrio de tudo.

terça-feira, 7 de março de 2017

Ah e tal... oh Isa não és fashionista...




É verdade, não percebo nada de moda...
É verdade que só visto o que eu gosto...
Epahh
Mas não sou totó, sei ver quando alguém está bem vestida.
Como foi o caso da Nicki Minaj na semana de moda em Paris.
Estava um must... right?
Eu gostei!
 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Notas soltas






Ela estava ainda a aprender. 
A tentar desenvencilhar-se de si própria. 
Não estava habituada. 
Nunca lhe tinham ensinado a partilhar. 
A partilhar-se. 
Toda a sua vida tinha estado à margem dos outros. 
De se dar. 
Tinha vivido sempre na sua própria concha. 
Mostrava apenas o estritamente essencial. 
Não sabia que coisa era essa de dividir os sonhos e os medos com outra pessoa. 
Nunca tinha partilhado uma mesma frequência de pensamento com alguém. Faltava-lhe a técnica. 
Mas estava a aprender.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Há uns anos escrevi isto... hoje pouco mudou...


São os teus olhos que busco de madrugada,
nos cantos escuros de um quarto desconhecido!
Nos meus sonhos ainda sinto o teu cheiro,
E sedenta de ti, acordo procurando o teu corpo inexistente...
Voaste para longe, abandonaste o ninho, e não me ensinaste a viver fora dele!
Procuro ajuda no Sol e na Lua
Estou desesperada
Vagueio perdida pela cidade que desconheço
Procuro os teus olhos
Os mesmos que busco em todas as madrugadas
Mas o que encontro é o teu olhar dentro de mim.
 És uma presença apenas sonhada!
E nesta confusão entre o sonho e a realidade, descubro que afinal existes...
Encontro alguns fios do teu cabelo (poucos), que guardo religiosamente na minha mão fechada.
São algumas das relíquias que este quarto esconde...
A brisa suave que entra pela janela, faz-me despertar os sentidos!
Mas hoje, apenas o vento entra no quarto...
Foste em minha vida como uma onda do mar, que chega com tamanha vitalidade e quando vai embora leva um pouco da areia da praia!
Chegaste, transformaste-me e preencheste-me a vida, e agora levaste contigo, uma parte de mim... talvez a melhor parte!
A meu lado neste quarto que não conheço, apenas a ilusão ficou.
Afinal sempre foste ilusão!
Um delírio que tomei por verdade, mas mesmo assim, continuo a procurar-te, em cada esquina, em cada banco de jardim, em cada rua que passo...
E, é novamente de madrugada que te corporificas diante de mim e espalhas a tua existência no meu leito, deste quarto que não conheço!
Queria que fosse, hoje o dia em que, virando-me para o lado, sentisse a tua respiração quente e ofegante, teu abraço aconchegante, teus lábios doces...
E o teu olhar... 
Ah! esse olhar que busco em cada esquina da vida!...
E queria poder dizer-te, ainda que uma última vez, o quanto me fazes sentir viva!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Coisas minhas que ninguém entende...







Quando estou muito cansada, sem opções, sem luz no horizonte, volto àquele dia. 
Volto ao dia para o qual me preparei mal, volto ao meu egoísmo e a saudade ocupa o lugar do vazio.  O corpo frio e branco que eu não quis ver, a ideia de que já não te podia dizer adeus, o branco, finalmente em paz. 
Volto para aquele momento em que apenas os gritos de dor me acordaram para um regresso diferente de todos os outros.  Quando estou muito cansada apetece-me voltar às tuas rugas, ao teu leve sorriso e ao teu silêncio tão denso.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Já que o youtube me bloqueou o video, vou falar de casamentos...







Do casamento dos outros, of course.
Tenho uma grande amiga que ficou noiva. Vai casar em Setembro e está com um sorriso do tamanho da Via do Infante. Feliz que só ela. Eu gritei quando soube, gritei muito, e a novidade já foi devidamente festejada com brindes e abraços parvos e perguntas difíceis e avisos ao noivo, do género “se não a tratas bem ou se voltas atrás persigo-te até ao fim dos teus dias e vais desejar ter sido atropelado por um camião ou dizimado por abelhas assassinas”. Tudo entre mais gritos e abraços parvos e planos para beber muito no casamento e cantar músicas foleiras e essas coisas todas. Mas a questão que me deixou a pensar e que motivou este texto não foi não acreditar – aposto o braço esquerdo em como este casamento vai ser feliz (o direito é melhor não, dá-me jeito para escrever e não ando assim tão crente no amor) – foi antes de mais o passo para chegar a ele. Porque do meu círculo de amigas, esta já é a segunda que resolveu pegar no assunto entre mãos e chegar-se à frente. Ou seja, ser ela a pedir o namorado em casamento e não o contrário. Tendo em conta que só quatro das minhas amigas já se casaram, é metade, e isso já dá uma espécie de sondagem fidedigna o suficiente para poder afirmar que os tempos, de facto, mudaram. Mulheres emancipadas e independentes já não são só mulheres que vivem sozinhas e pagam contas sozinhas e dão o litro no trabalho (olha eu, olha eu), são mulheres que não têm medo de pôr o joelhinho no chão (mentes impuras, não tirem conclusões precipitadas) e fazer a pergunta fatídica: queres casar comigo? E com tudo isto correr aquele risco que antigamente só os homens corriam: levar um rotundo não. (Ou então simplesmente assegurarem-se de que ele não escapa, que isto de homens sérios não há muitos e uma pessoa não pode esperar eternamente.)
Tudo isto para dizer que, depois de pensar muito sobre o assunto, e esbarrar com as minhas próprias noções românticas de que espero um dia ser pedida em casamento pela pessoa que me fizer mais feliz no mundo, chego à conclusão de que não há nenhum motivo para não poder ser a mulher a pedir o seu homem em casamento, a não ser uma tradição que vai sendo cada vez mais transformada e que já não é mesmo o que era. O que interessa é o compromisso, o que se faz para honrá-lo, a sinceridade da coisa. Quem pergunta se o outro está louco o suficiente para também mergulhar de cabeça ainda é o menos.

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Pronto... basicamente é isto!
Agora é só escolher a cor e o modelo...