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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Aprendi...


 ... a ferros e silêncios, que não se pode esperar dos outros o mesmo que se dá. 
Não é maldade, é diferença. 
As pessoas não sentem igual, não medem igual, não amam igual. 
E eu, que sempre achei que dar era uma espécie de bilhete de volta, percebi que às vezes é só um bilhete de ida.
Já me zanguei comigo por isso. 
Por dar demais, por insistir em ver bondade onde só havia distração. 
Mas depois perdoei-me. 
Porque há quem nasça com o dom de dar, e não há muito a fazer, tirando o remendo do orgulho e o jeito de quem continua mesmo depois de saber.
Continuo a dar.
Mas já não espero.
Aprendi o truque, dar por gosto, não por retorno.
E se um dia parar, não é vingança.
É pausa.
Para que aprendam, ou para que sintam, por um instante, o vazio que fica quando quem dá se cansa.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Há dias...


 

... em que tudo parece ruir, como se o chão que pisamos deixasse de ser firme.
É nesse momento que o coração se enche de dúvidas, que a força se esconde e a vida parece demasiado pesada para ser carregada.
Mas a verdade é que, mesmo no meio do caos, existe um fio de esperança que insiste em não se partir.
A luta do dia a dia não é sinal de fraqueza, é sinal de coragem.
É a prova de que, apesar das quedas, ainda há em ti uma chama que não se deixa apagar.
Porque resistir quando tudo é fácil não tem mérito.
O verdadeiro poder está em continuar quando tudo à volta grita para desistir.
Lembra-te: cada tempestade, por mais feroz que seja, acaba sempre por dar lugar ao sol.
Nada é eterno, nem a dor que agora carregas.
Vai haver um tempo em que olharás para trás e perceberás que até os dias escuros tiveram o seu propósito: ensinaram-te a ser mais forte, mais sensível, mais humana.
O caminho pode estar duro, mas tu não estás sozinha nele.
E, mesmo que hoje te sintas a desmoronar, amanhã será sempre uma nova oportunidade para recomeçar.
E que todos os dias sejam amanhãs.