sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Obrigada


Celebrou-se dia 11 o dia do “Obrigada“. 
Foi dia de agradecer por algo ou a alguém que nos faça bem. 
Agradecer pelo que temos o privilégio de ter. 
Agradecer a quem nos acompanha e ajuda a colorir a vida.
Eu escolho, hoje, (porque durante todo o ano agradeço a quem está por perto), agradecer a quem me fez mal. A quem me magoou e me fez crescer. 
A quem tanto me ensinou e que fez de mim uma pessoa melhor.
Agradeço a quem esteve e não ficou para ver. A quem me deixou sozinha a aprender. Agradeço a quem decidiu partir sem volta e a quem respeitou que eu não queria de volta. 
Agradeço a quem me mostrou aquilo que eu não queria ser.
Agradeço a quem não me soube ouvir, nem me entender. 
Agradeço a quem não me deixou ser e saiu sem eu querer. 
Agradeço a quem não se empenhou e nunca me soube querer. 
A quem não me soube ouvir, nem sentir.
Agradeço a quem me fez chorar e pensar. A quem me fez partir em mil pedaços e me mostrou que me sei curar. A quem me reduziu à minha insignificância para eu aprender a minha importância. A quem não me deu valor e me regenerou. A quem muito me ensinou, mas nada me deixou.
Agradeço. Por nada.
Agradeço. Porque eu sou tudo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018



Por vezes o silêncio da noite traz coisas... 
Sabem o que são coisas? 
É aquele escuro, dentro do sabor que não tem sono. 
É a insónia castradora de sonhos. 
Onde se escutam barulhos indecifráveis... 
Onde voam palavras sempre que os pensamentos contam estrelas, que se escondem num vazio estranho. 
O ser humano é estranho. 
A noite também!...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Desabafos...

Gosto de acreditar que nada acontece por acaso e não me lembro de alguma vez ter duvidado disso. 
Até hoje. 
Lembrei-me dos últimos meses e não consigo compreender o porquê de ele ter aparecido. 
De me ter feito escrever tanto e nunca passar disso mesmo - palavras. 
Não sei o que o destino me quis mostrar, não sei o que me quis ensinar, só consigo achar que este fado está de mal comigo. Cruel. 
A esfregar-me na cara apenas possibilidades. 
"Olha, já viste como seria giro? Pois mas não é para ti". 
Não o entendo...ao destino. E já desisti de o tentar fazer. 
Mas não foi justo, não foi mesmo, pois eu nunca pedi para o trazer para tão próximo de mim. 
E aqui continuo a aceitar as janelas que ele me abre e as portas que me fecha ao seu bom ritmo. A essas, às vezes até dou uma certa ajuda.
Depois apareceste tu. D de dúvida, D de desafio. 
Mas que pelo menos foi claro que servirias para me mudar o foco. 
Foi estranho, muito estranho mas estava a ter muita piada. 
Desta vez não há destino que eu culpe, soube logo à primeira gargalhada que nos estávamos a cruzar em momentos errados da vida. 
Mas enquanto durou, ou enquanto durar, para alguma coisa terá de servir. Disseste-me que nunca falo de mim, e quando eu quis fazê-lo não consegui.  Está cravado tanto na pele como na alma este silêncio e nunca foi por ter algo a esconder ou a esquecer. Só não acredito que serás a minha sorte e isso bloqueia-me. 
Perdia-a algures no passado e já só consigo ter sucesso no que depende só de mim. Tenho saudades. Da sorte, não de ti. 
E de algo que teima em não existir - contigo ou sem ti.
Disseram-se ontem que para uma pessoa especial é preciso uma especial e meia. 
Não acredito que mereça tanto. 
Já só queria ser realmente especial.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Devaneios...



Há episódios da nossa vida, que nos vão ficar gravados na memória por muito tempo, não arrisco dizer para sempre, porque para sempre é tempo demais, e que em determinada altura nos lembramos deles como se os tivéssemos a viver novamente
É nestas repetições que dou por mim a pensar como seria se tivesse sido diferente, se as escolhas tivessem sido diferentes, se as pessoas tivessem sido outras, se os tempo e o espaço tivessem sido diferentes
Dou por mim a pensar se voltasse atrás no tempo, se hoje seria mais ou menos feliz
Se estaria neste momento a fazer alguém mais ou menos feliz
Pergunto-me se algum dia vou ter a oportunidade de voltar a repetir momentos e a poder fazer escolhas diferentes que irão fazer de mim uma pessoa mais ou menos feliz
Sei apenas que ainda é cedo para desistir mas que começa a ser tarde para tudo o que quero viver ainda

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Amanhã...



Amanhã faço aquilo que o hoje não deixou. 
Arranco-te de mim, rasgo-te em pedaços, piso-te, estrago-te e atiro-te para o lixo, amarrado com fios e arames e colado, peliculado, tudo o que for preciso para te conseguir esquecer. Amanhã. 
Amanhã apago o teu nome dos meus diários, ou rasgo as páginas, ou posso até queimá-los! 
Rasgo e queimo as páginas uma a uma e fico ali, a vê-las arder e vendo morrer a chama vermelha, potente e destemida até apenas sobrar uma casca negra e encarquilhada que o vento vem estragar, talvez perceba o quanto fomos nada e que nada mais há a fazer ou a esperar. Amanhã. 
É amanhã que te esqueço, que te apago, que te tiro de mim. 
Amanhã bem cedo, ainda antes do sol nascer, para começar o dia a sorrir sem o teu peso no meu coração. 
Amanhã...
Amanhã que hoje ainda tenho medo. 
Não de te esquecer. 
Mas de não ser capaz.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Auto retrato...


Intensa, de génio forte, num fio invisível sem paciência e sem papas na língua. 
Fala pelos cotovelos, por vezes finge não saber... o que há muito já sabia.
A intensidade dela são os extremos onde arde a vida.
Só porque reina nela, a sublime teimosia de ser!
De SER, o que lhe apetecia.