...é descanso.
É escolher silêncio em vez de ruído, verdade em vez de migalhas.
É perceber que a nossa própria companhia, quando é honesta, vale mais do que presenças pela metade.
Estar sozinha, muitas vezes, é o sítio mais seguro quando o resto do mundo só oferece versões incompletas.
Nunca ser a primeira opção é uma ferida discreta, mas funda.
Não faz barulho, não dá espetáculo, mas ensina.
Ensina à força. Ensina que para muita gente somos importantes… até aparecer algo melhor.
Somos o “logo se vê”, o “quando der”, o plano B que só entra em campo quando o plano A falha.
E isso desgasta.
Corrói devagar.
Nas amizades, então, a dor é diferente.
Porque amizade devia ser abrigo, não sala de espera.
É seres sempre a que ouve, a que apoia, a que está presente, mas raramente a escolhida.
Boa para segurar os outros quando caem, menos lembrada quando há escolhas a fazer.
Estás lá nos dias difíceis, mas ficas de fora nos dias leves.
E isso deixa marcas.
Durante muito tempo, a gente aceita.
Arranja desculpas.
Diz que não é pessoal, que ninguém deve nada a ninguém.
Vai-se diminuindo para caber no espaço que nos dão.
Aprende a não pedir para não incomodar.
A não esperar para não doer.
A confundir maturidade com silêncio emocional.
Depois vêm os “quases”.
Quase amor, quase amizade inteira, quase prioridade.
Histórias que prometem presença,mas entregam ausência.
Caminhos que parecem ir a algum lado, mas acabam sempre no mesmo ponto: tu a dar mais, tu a esperar mais, tu a entender mais.
Quases que cansam.
São promessas sem corpo.
Aceitar tudo isto não me tornou fria.
Tornou-me lúcida.
Hoje sei que não é sobre ser o centro do mundo de alguém, é sobre reciprocidade.
Sobre não precisar de implorar por lugar.
Se não sou escolha consciente, não fico em fila de espera.
Prefiro estar sozinha do que mal acompanhada, prefiro a minha paz a ser plano de reserva, prefiro um vazio honesto a uma companhia conveniente.
E se às vezes a solidão pesa? Pesa.
Mas pesa menos do que insistir onde nunca fui prioridade.
No fim, fica uma verdade simples e tranquila: posso não ser a primeira opção de ninguém… mas sou a minha.
E isso, sem ironias, já é amor suficiente para começar.
É escolher silêncio em vez de ruído, verdade em vez de migalhas.
É perceber que a nossa própria companhia, quando é honesta, vale mais do que presenças pela metade.
Estar sozinha, muitas vezes, é o sítio mais seguro quando o resto do mundo só oferece versões incompletas.
Nunca ser a primeira opção é uma ferida discreta, mas funda.
Não faz barulho, não dá espetáculo, mas ensina.
Ensina à força. Ensina que para muita gente somos importantes… até aparecer algo melhor.
Somos o “logo se vê”, o “quando der”, o plano B que só entra em campo quando o plano A falha.
E isso desgasta.
Corrói devagar.
Nas amizades, então, a dor é diferente.
Porque amizade devia ser abrigo, não sala de espera.
É seres sempre a que ouve, a que apoia, a que está presente, mas raramente a escolhida.
Boa para segurar os outros quando caem, menos lembrada quando há escolhas a fazer.
Estás lá nos dias difíceis, mas ficas de fora nos dias leves.
E isso deixa marcas.
Durante muito tempo, a gente aceita.
Arranja desculpas.
Diz que não é pessoal, que ninguém deve nada a ninguém.
Vai-se diminuindo para caber no espaço que nos dão.
Aprende a não pedir para não incomodar.
A não esperar para não doer.
A confundir maturidade com silêncio emocional.
Depois vêm os “quases”.
Quase amor, quase amizade inteira, quase prioridade.
Histórias que prometem presença,mas entregam ausência.
Caminhos que parecem ir a algum lado, mas acabam sempre no mesmo ponto: tu a dar mais, tu a esperar mais, tu a entender mais.
Quases que cansam.
São promessas sem corpo.
Aceitar tudo isto não me tornou fria.
Tornou-me lúcida.
Hoje sei que não é sobre ser o centro do mundo de alguém, é sobre reciprocidade.
Sobre não precisar de implorar por lugar.
Se não sou escolha consciente, não fico em fila de espera.
Prefiro estar sozinha do que mal acompanhada, prefiro a minha paz a ser plano de reserva, prefiro um vazio honesto a uma companhia conveniente.
E se às vezes a solidão pesa? Pesa.
Mas pesa menos do que insistir onde nunca fui prioridade.
No fim, fica uma verdade simples e tranquila: posso não ser a primeira opção de ninguém… mas sou a minha.
E isso, sem ironias, já é amor suficiente para começar.

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