quinta-feira, 22 de março de 2018

Só porque ontem foi dia Mundial da poesia...


Já não tenho saudades tuas
Tenho é saudades de ser
Os braços que se moldavam nos teus
Porque mesmo não havendo para sempre,
Algumas memórias ficam eternamente
Até naquele último beijo que não se deu.

Não sei se te recordas desejei-te um feliz Natal
Na esperança que mesmo antes te voltasse a ver,
Tinha sempre a ilusão de um dia te "conhecer".
E parti de ti e em ti nunca mais voltei a ser.

Sei que não te faço falta
Nem nos sonhos
Nem nas batidas do coração.
Nem no tempo que foi tudo
Nem no abraço amarrotado,
De um sentir sem explicação

Mas sabes!?
Eu já não tenho saudades tuas,
Habituei-me à ausência das tuas mãos.
E ao silêncio que me consome o sangue,
Na perspectiva da razão.

Contigo cruzei a ponte da decepção.
Vivi a guerra depois do fim,
Gritei por vida depois da morte.
Esgotei a saudade,
Conquistei o meu chão.

Nós fomos o afrodisíaco da contradição
Nas curvas duvidosas de um olhar,
Eu fui o amor
Tu a traição.

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