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quinta-feira, 20 de agosto de 2026


 Ela não é fria, apenas não se deixa aquecer com qualquer um. Ela não é inacessível, apenas se protege. Ela não é antipática, apenas aprendeu a resguardar-se.
Ninguém lhe disse como o mundo e as pessoas podiam ser cruéis. Ninguém a avisou que a vida lhe daria tanta chapada que ela teria de se recompor, a bem ou a mal.
Ela não é distante ou indiferente. Ela não é vazia! Ah! Se as pessoas soubessem o turbilhão de emoções que giram dentro dela. Ela só não demonstra. Demora para abrir o coração, demora para confiar. Tem uma tendência quase automática para ser rude. Para manter as pessoas no lugar delas. Para nem deixar chegar perto. Se é certo? Provavelmente, não! Se é cautela? Com toda a certeza que sim!
É-lhe difícil não criar barreiras, não erguer os mais altos muros... Mas, por mais que se proteja, a vida passa por ela. As pessoas também. Mas o medo de a deixarem para trás é tanto, que ela já antecipa o final, que só ela criou, e afasta todo o mundo.
Ficaram-lhe poucos! Ficaram os que a escolheram e os que ela escolheu também. Ficaram apenas os que a que conhecem do avesso e da frente para trás. Ficaram apenas, os que viram para além do óbvio. Ficaram os que a viram com o coração! Porque o coração dela é...como o de poucos!

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Fingir nunca...


Há uma parte de mim que nunca aprendeu a fingir que não viu.
Não é teimosia. Não é necessidade de ter razão. É um sentido de justiça que me habita de uma forma quase incómoda. Há coisas que simplesmente não consigo normalizar. O desrespeito. A indiferença. A falta de humanidade. A facilidade com que alguns passam por cima dos outros e seguem a vida como se nada fosse.
Sempre me disseram que eu sentia tudo demais. Talvez sinta. Mas prefiro isso a deixar de sentir o suficiente.
Não luto porque gosto de conflitos. Na verdade, canso-me deles. O que me custa é assistir ao silêncio quando alguém devia falar. É ver o esforço de quem dá tudo ser tratado como se valesse tão pouco. É perceber que há quem confunda bondade com fraqueza e dedicação com obrigação.
O meu lado justiceiro nunca foi sobre vencer discussões. Foi sempre sobre conseguir olhar ao espelho e saber que não me calei quando a minha consciência me pedia voz.
Às vezes, pago um preço alto por isso. Desiludo-me. Afasto-me. Recomeço. Mas aprendi que a paz comprada à custa daquilo em que acredito sai sempre demasiado cara.
Não quero um mundo perfeito. Quero apenas viver num onde a honestidade ainda tenha valor, onde o trabalho seja reconhecido, onde o respeito não seja um favor e onde cuidar dos outros nunca deixe de ser um ato de dignidade.
Se isso faz de mim uma pessoa difícil, aceito. Pior seria tornar-me alguém que vê uma injustiça, encolhe os ombros e segue caminho.
Há batalhas que não escolhi. Foram elas que me escolheram. E enquanto eu continuar a ser eu, haverá sempre uma parte de mim que se levanta quando alguma coisa dentro de mim sussurra: "Isto não está certo."
Não vou pedir desculpa por ser quem sou. Mas peço desculpa, porque nem sempre me ajusto no compasso das palavras. Nem sempre me ajusto no grave da minha voz. Mas no dia em que tiver que me desviar um milímetro de quem sou, já morri.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

No dia do meu aniversário... um pouco de mim

 


Impulsiva... Bastante!!!
Consciente que alguns actos me podem levar a erros, mas sem eles não poderia aprender e dizer "ok, já não volto a fazer isto", e claro voltar a agir (in)conscientemente em determinadas situações que me oferecem momentos de puro delírio, mas que se lixe, eu gosto de sentir a adrenalina....! 
Se me apetece...faço!
  Directa é outra faceta que jamais mudarei. Quem gosta....gosta, quem não gosta, azar. Já ganhei muito por ser assim, mas admito que também já tive o reverso da medalha.
Não tenho que mostrar o que não sou, para garantir objectivos.
Eterno coração de manteiga serei sempre, raios!!! Quem me conhece sabe que é verdade. Basta um pequeno gesto, uma palavra...e pronto, derreto-me, o que acaba por vezes por contrastar com a imagem que várias pessoas têm de mim, ou seja " a durona". Totalmente falso.
Desconfiada....hummmm.....sou. A vida ocupou-se de me ensinar a sê-lo.
Teimosa! Do pior! Mas quando me provam o contrário, sou a primeira a dar o braço a torcer.
Rancorosa, não sou, embora tenha consciência que pode por vezes parecer que sim, mas após "análise", sei que não sou.
Impaciente. Sou, por vezes pareço uma miúda a roer as unhas quando espero algo que quero muito e nunca mais acontece..., mas tenho a minha dose de paciência, confesso.
Observadora. Sou, bastante. Registo o que se passa à minha volta, quer sejam lugares, pessoas, palavras, etc etc etc.
Ponderada? Nem sempre...
Bem disposta? Ahhhhh isso sou.
Dose de loucura? Nannnnn.....e era mesmo eu que ia contar!!!!
Orgulhosa? Sou sim, por vezes, e digo várias vezes também que tenho orgulho no meu orgulho...