Ela não é fria, apenas não se deixa aquecer com qualquer um. Ela não é inacessível, apenas se protege. Ela não é antipática, apenas aprendeu a resguardar-se.
Ninguém lhe disse como o mundo e as pessoas podiam ser cruéis. Ninguém a avisou que a vida lhe daria tanta chapada que ela teria de se recompor, a bem ou a mal.
Ela não é distante ou indiferente. Ela não é vazia! Ah! Se as pessoas soubessem o turbilhão de emoções que giram dentro dela. Ela só não demonstra. Demora para abrir o coração, demora para confiar. Tem uma tendência quase automática para ser rude. Para manter as pessoas no lugar delas. Para nem deixar chegar perto. Se é certo? Provavelmente, não! Se é cautela? Com toda a certeza que sim!
É-lhe difícil não criar barreiras, não erguer os mais altos muros... Mas, por mais que se proteja, a vida passa por ela. As pessoas também. Mas o medo de a deixarem para trás é tanto, que ela já antecipa o final, que só ela criou, e afasta todo o mundo.
Ficaram-lhe poucos! Ficaram os que a escolheram e os que ela escolheu também. Ficaram apenas os que a que conhecem do avesso e da frente para trás. Ficaram apenas, os que viram para além do óbvio. Ficaram os que a viram com o coração! Porque o coração dela é...como o de poucos!
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
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