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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Era assim que devia ser um beijo


  ... como se entregássemos a nossa alma a outra pessoa e ela nos jurasse    com os lábios que ia tomar conta dela.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A selecção jogou na terrinha...


O CR7 marcou...
A tradição manteve-se.
A equipa das quinas nunca perdeu aqui na aldeia.
Até aqui nada de novo.
 
A novidade para mim, foi a humildade do melhor do mundo.
Eu conto tudo...
Sábado ao fim da tarde, circulávamos  pela EN 125, quando vislumbramos um autocarro cercado por batedores da GNR.
Uma de nós achou que era a selecção, eu como sou meio do contra, alertei para o facto de ser a Letónia.
Por via da dúvidas, seguimos o dito cujo até uma unidade hoteleira na Quinta do Lago.
 
 
 
Quando estavam a entrar no portão do hotel, deu para ver que era a nossa selecção, euforia a bordo, até que a GNR nos bloqueou a entrada.
 Confesso que fiquei um pouco desiludida, afinal tínhamos andado uns quantos kms atrás deles e agora morríamos na praia...
 Como não sou pessoa de desistir, sai do carro e fui cuscar os rapazes através do portão lateral pouco conhecido. (É o que dá frequentar a praia do Garrão)

Vejo-os a sair um a um, juntam-se a mim uns quantos "bifes" e gritam por Portugal... nada, fingem não escutar... 
 
Vejo o Cristiano, sai lentamente do autocarro, de auscultadores no pescoço e sorriso aberto, olha para nós, peço uma foto, aproxima-se, continua a sorrir, pergunta-me se quero um autógrafo... hã???? quê? autógrafo? onde?? nem tinha pensado no assunto... digo que não... só uma foto... pode ser?
Claro... sorri, pega-me na mão, tá fria... a minha ou a dele? não sei...não interessa...
Tiro as fotos enquanto assina camisolas.
Ficou uma merda, eu sei, mas no momento foi o melhor que consegui.
 
Vinte e tal jogadores da nossa selecção, nenhum se dignou a olhar para nós...
Agora posso confessar uma coisa, nunca fui fã do CR7 até sábado à noite.
És um bacano miúdo. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Hoje o mundo ficou mais pobre... pelo menos para mim.



Há imenso tempo que não o ouvia, talvez pela melancolia das suas músicas, talvez a minha falta de tempo, talvez para não lembrar…
O facto é que ele marcou uma época importante da minha vida. Cantava todos os domingos no velho gira-discos da minha avó, naquele rés-do-chão virado para um jardim decadente na periferia de Paris. Lembro-me da velha janela castanha desgastada pelo tempo, que se abria ao fim da tarde para deixar entrar luz em casa e até consigo vislumbrar a minha avó encostada ao parapeito a vigiar as minhas brincadeiras na rua, enquanto sonhava ao som das músicas dele.
Ficou marcado como uma tatuagem a primeira vez que o vi, num réveillon no Moulin Rouge, das poucas vezes que me foi dada alforria em Paris. Lembro-me de ter ficado de boca aberta durante mais de uma hora enquanto ele cantou… lembro-me de ter deitado umas quantas lágrimas…lembro-me de ter sido alvo das brincadeiras dos meus amigos por gostar dele… um velho romântico… quando a idade nos injectava rebeldia, lembro-me de ter pensado que não podia esquecer de contar à minha avó que o tinha visto, ali… pertinho de mim, depois lembrei-me que não podia… a minha avó já não o ouvia aos domingos à tarde sentada à janela do velho rés-do-chão…
Depois esqueci… a responsabilidade da vida adulta não me deixou tempo para o voltar a ouvir com atenção. Escutava-o de tempos em tempos no rádio, mas nada se comparava à magia do velho gira- discos da minha avó.
Hoje acordei com a notícia da sua morte. 
E voltei a chorar ao som de....


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Retrospectiva.





Ele dizia que eu era a única que o entendia. Que ninguém percebia aquela falsa boa disposição, excepto eu. Lia-lhe os olhos. Contaram-se uns anos, um outro lá admitiu o quanto eu era especial, e quando a madrugada lhe era difícil o meu telefone tocava. Mais uns meses e quando eu pensava que só dizia disparates, faz-me um frente a frente e passo a ser uma das melhores pessoas que conheceu. Cansei-me, afastei-me, até que mais um vem com um "desculpa lá" mas és das pessoas que mais prezo.
Parece bonito não parece? 
É sempre bom ser especial para alguém. Até parar e perceber que se hoje o meu amor é perfeccionista, metódico, inflexível, a culpa é deles. Todos eles. Todos os que se acomodaram em ser entendidos e não perceberam que em certa medida só de mim entendiam o que eu queria. Porque nunca ninguém se preocupou em conhecer-me sem que eu o fizesse primeiro, nunca ninguém deu voz ao que eu ainda pensava, nunca ninguém terminou as minhas frases... Isso, nunca ninguém terminou as minhas frases. 
Alguém que me segure, me abane e me faça gritar a preocupação, os exageros, os segredos. Mas ninguém. E é por eu não merecer menos do que esse alguém que o meu amor continua inflexível. Metódico. Perfeccionista.

Sim, eu falo entre linhas. E não mudo até as saberem interpretar.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

that's it for today...





É difícil ir embora... 
até nos irmos embora. 
E depois é o raio da coisa mais fácil do mundo.