terça-feira, 24 de outubro de 2017
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Escrevo-te
Sempre
escrevi sem saber se um dia irias ler, mas escrevo, olhando-te nos
olhos, confesso que tento tocar-te na essência. Mas já nada faz
regressar a magia e o brilho reluzente que tinham os meus olhos nos
teus, e os teus nos meus. Ainda assim a minha vida chama por ti a cada
batida, no descompasso de cada partida. Hoje refugio-me nos sonhos.Sabes
porquê? Para não te perder de vista. Momentos
de incoerência, entre o que se pensa e o que se faz, entre o que se
escreve e o que se sente. Quando dou conta, uma lágrima rola-me pelo
rosto sem saber porque ainda te escrevo, porque ainda te sinto.Se nunca
me leste e tão pouco me sentiste. Mas eu, ainda estou aqui, próxima de
ti. Porque para mim, “Para sempre” não é muito tempo.
Carla Tavares
In "Eu conheço-te?"
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Não desistam de mim!
Continuem a ler-me, como só vocês o sabem fazer.
Descubram os meus sonhos, tentem adivinhá-los como se
os tivessem sonhado também, e nunca deixem de gostar do meu mistério, porque
ele é, e sempre será uma boa parte de mim.
Procurem-me nas linhas, em todas as minhas frases,
porque eu sempre fui de meias frases, sempre precisei de alguém que as
completasse mesmo sem eu dizer nada.
Eu sei que por vezes pareço um livro fechado, mas não!
Sou um livro bem aberto, cheio de luas, de fases e
faces e lados errados. Não deixem nunca de os tentar descobrir.
Leiam-me.
Sou um livro de páginas que cheiram a mofo mas que têm
muito para dizer
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Podia escrever aqui mil coisas
Podia até arranjar as palavras mais
bonitas do dicionário para as vestir com a melhor roupagem. Para que
elas trajassem bem. Para que impressionassem. Podia até dar ênfase ao verbo. Fazê-lo reinar. Ser Rei.
Podia escrever, aqui, mil coisas.
Mas sempre me disseram que o melhor da vida não se diz, não se escreve, não se conta. Sempre me disseram que o melhor da vida vive-se. Fora das câmaras, fora dos holofotes, das luzes da ribalta. Sempre me disseram que o melhor da vida se vive offline, num qualquer recanto onde se eternizam momentos, onde se criam instantes, onde se constroem memórias.
Sempre me disseram que o que conta não são as palavras.
Sempre me disseram que o que fica são os sorrisos, é o toque que adivinha a textura duma pele, é um beijo que reconhece uns lábios, são os silêncios que dispensam as palavras.
Podia escrever, aqui, mil coisas.
Mas sempre me disseram que o melhor da vida se deve guardar para nós.
Sempre me disseram que o melhor da vida não vem nos livros.
Que não se conta. Vive-se.
Fui viver.
Queres viver isto comigo?
Mas sempre me disseram que o melhor da vida não se diz, não se escreve, não se conta. Sempre me disseram que o melhor da vida vive-se. Fora das câmaras, fora dos holofotes, das luzes da ribalta. Sempre me disseram que o melhor da vida se vive offline, num qualquer recanto onde se eternizam momentos, onde se criam instantes, onde se constroem memórias.
Sempre me disseram que o que conta não são as palavras.
Sempre me disseram que o que fica são os sorrisos, é o toque que adivinha a textura duma pele, é um beijo que reconhece uns lábios, são os silêncios que dispensam as palavras.
Podia escrever, aqui, mil coisas.
Mas sempre me disseram que o melhor da vida se deve guardar para nós.
Sempre me disseram que o melhor da vida não vem nos livros.
Que não se conta. Vive-se.
Fui viver.
Queres viver isto comigo?
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