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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

É curioso como certas verdades vêm até nós...



 Nem precisamos de nos incomodar a procurá-las! Pode demorar um dia, um mês ou neste caso mais de três anos, mas quando tem de chegar a nós, chega! 
Da maneira mais inesperada por vezes!
O mais curioso, é que na hora da verdade apenas confirmamos suspeitas antigas. Temos nesse momento a certeza de que o nosso instinto e intuição são mais apurados do que nós pensávamos. Porque se assim não fosse, a verdade que hoje chegou até mim tinha provocado um choque, ou espanto. Mas não. Apenas sorri. Sorri como quem bebe um trago de vinho azedo sabendo que agora tenho a garrafa do vinho bom. Sorri sabendo que afinal não me enganei.
E se durante alguns anos fechei os olhos ao que não quis ver, ou mandei calar a voz da minha intuição, fi-lo na certeza de que aquela voz era sem dúvida a voz da razão. Eu já sabia disso. Apenas dei prioridade ao coração.
Hoje tive a confirmação que os meus sentidos não me falham. E cheguei à conclusão que a maioria das vezes, nós sabemos a verdade mas escolhemos ignorá-la. Ainda que durante estes três últimos anos me tenha questionado várias vezes sobre "as verdades" que suspeitava existirem, não foi porque não as soubesse, mas porque queria acreditar que não.
Ouvir. 
Confirmar. 
Ter certeza absoluta da conduta de alguém em relação a nós no passado podia ser doloroso. Podia. Mas eu apenas sorri!
Julgo que diz tudo...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Fiz anos...




E soube-me tão bem. Não me lembro de dar tanto significado a este dia mas este ano soube-me bem. Gostei de acordar, de estar com os meus e de voltar a cair na cama. Gostei das mensagens, dos telefonemas, dos presentes, das lembranças e nem senti realmente falta de ninguém mesmo havendo sempre quem falte. Pedi desejos, que peço todos os dias, mas que espero que desta vez o universo leve a sério e conspire a favor. Fui mais social do que em todos os anos juntos e finalmente perdi a conta às notificações que recebi 
(sim é fútil mas é fixe). 
Foi realmente um dia feliz. Gostei realmente de fazer 35 (not) mesmo parecendo ter 5 como a minha mãe sempre dizia. Não sei se será este O ano como ela sempre me fazia acreditar, mas tenho a certeza que o comecei do jeito certo.

Parabéns a mim!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Uma das coisas que mais prezo é o equilíbrio.



Acho que todos precisamos de momentos equilibrados para colocarmos as coisas nos eixos. 
Mas há alturas em que o equilíbrio não depende só de nós próprios. 
Há alturas em que é preciso que alguém se ponha no outro lado da balança. Sinto falta desse equilíbrio que não vem de mim. 
Daquele que me é transmitido. 
Mas as pessoas andam demasiado egoístas. 
Acho que é da crise...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Saudades...





Entre o abraço à chegada e à partida o tempo passou a voar...
Foi como sempre foi quando estamos juntas, boa disposição acima de tudo, o que une não deixa que seja de forma diferente.
Percebi que tudo mudou à nossa volta... a nossa vida mudou... já não há as conversas à porta da tua casa até ás tantas da manhã, já não há tardes inteiras a ver televisão sem nada para fazer, já não há idas ao Aliança só para comer tremoços...
Tudo isto pertence ao deixámos para trás... ao que fez parte de nós num tempo em que éramos igualmente felizes, desocupadas, mas felizes...
Tal como somos hoje, com outra realidade, mas certas que nos temos uma à outra, para o que der e vier.
Certas também que mais mudanças ocorrerão mas que as veremos juntas.
 Mas...
Tenho saudades das conversas, tenho saudades de te abrir a alma, de dizer o que às vezes até tenho medo de pensar, de partilhar contigo o que a distância física às vezes não permite...
Tenho saudades do ombro, das tuas palavras, da tua forma paciente de me explicar as coisas que eu não vejo, de te dar a mão, dos teus abraços...
Tenho saudades de aparecer em tua casa só porque sim, só porque de tantos sítios para ir, em nenhum outro me sinto como em casa...
Já sabes que eu sou uma melosa não é?
Beijinho no coração :)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Já pensaste hoje na vida que tens?




Já pensaste, que tudo poderia ser o oposto do que é!
Já pensaste naqueles momentos em que te calaste, mas devias ter falado, e em momento algum imaginaste que as tuas palavras poderiam ter mudado a vida de alguém... ou talvez até a tua...
Pensa nisso!...
E pondera, o que devias ter dito e não disseste e o que não devias ter falado, e ainda assim, falaste...
Enfim, todas aquelas opções que julgavas certas e afinal não estavam!
E as que consideravas erradas, poderiam estar certas!...
Já imaginaste que o mundo está em constante mudança e nós nem damos conta?!...
Já pensaste naquela pessoa que um dia te sorriu?... Nunca sequer imaginaste que por trás daquele sorriso poderia estar uma declaração de amor...
E aquele olhar que se destacou no meio da multidão?
Nunca o tinhas visto, mas ficou marcado no teu subconsciente durante todo o dia, não o consegues esquecer, mas por breves momentos arrancou-te um sorriso...
Já pensaste em adiar a tua vida por uma noite?
E amares de corpo e alma alguém que desejas há tanto tempo...
Mais cedo ou mais tarde vais pensar em tudo isto, e o arrependimento vai chegar arrasador...
E pensas que...
Devias ter amado mais!
Devias ter odiado mais!
Devias ter sorrido, arriscado...
Sobretudo devias ter vivido aquele instante, que vale por toda uma vida!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Leiam que vale a pena o esforço.

Estão a ver aquele canto esquecido da Europa, lá mesmo ao fundo, longe das linhas de TGV, dos fiordes e dos canais, das cordilheiras e das planícies centrais? Aquele terreno entalado entre os espanhóis e um oceano gigante, lá para trás do sol posto, onde Judas perdeu as botas?

Diz que é terra de gente desorganizada, xico-esperta, cábula, trapaceira. Um povo de preguiçosos, fracos, deprimidos. Mandriões, subservientes, abatidos. Indolentes, sonolentos, cabisbaixos. Diz que nos falta muito, tanta coisa. Falta-nos o método, o foco e a capacidade analítica. Falta-nos perspectiva, visão estratégica, capacidade de desenhar planos de longo prazo.

Diz que somos uns tristes, nojentos, porcos. Abaixo de cão. “Dégueulasses”, portanto.

Sabem lá vocês, oh mundo!

Aqui há um povo nobre. Gente que não se resigna, que faz das fraquezas forças, que cai e se levanta, que renasce. Gente que constrói um império a partir de um nico de terra, que se atira ao Oceano sem saber o que esperar para lá das nuvens e da curva do horizonte. Gente que não se apequena perante o tamanho do adversário, que se atira aos confrontos com a atitude de quem tem pouco a perder.

Gente que não desiste, que não se cala, que não baixa os braços.

Aqui vive o povo mais criativo do mundo. Um povo que vê borboletas nas traças, que desafia o razoável, tira coelhos da cartola, transforma as entranhas em poesia, o lixo em luxo e o quase nada em tanto. Que faz da tragédia glória.

Aqui vive um povo de coração a sair do peito, que acolhe, que adopta, que perdoa. Que tanto grita como beija, tanto luta como chora.

Aqui vive um povo que finta o destino, que desafia a probabilidade, que contorna condenações e desalinha a ordem natural.

Somos lutadores e orgulhosos, como Ronaldo. Somos certeiros e inspirados, como Rui Patrício. Somos príncipes rebeldes, como Quaresma. Somos o herói improvável, como Éder. Somos cegamente optimistas, como Fernando Santos.

Somos grandes gigantes e hoje a taça é nossa. Venham os franceses ou alemães, as crises e as sanções, os desatinos e as confusões. Os exits e as depressões.

Somos nós o povo que arranca o prefixo de impossível. E se ele teimar em não cair, o que certamente será muito injusto, uma idiotice pegada ou um azar dos diabos, havemos de sobreviver.

                                                                                      
                                                                                    Mafalda Anjos
                                                                                                                     Directora adjunta do Expresso