quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
«Um dia, vais rir-te disto tudo.»
Cresci a
ouvir que, um dia, me ia rir daquilo que agora me tira o sono e me arranca as
lágrimas. Cresci a ouvir que o tempo cura tudo e só precisamos de saber
esperar. Cresci a ouvir que as pessoas partem, porque tem de ser, é a ordem
natural das coisas. Cresci a ouvir que, para uma grande janela se abrir, uma
grande porta terá de se fechar. Cresci a ouvir que a vida não é fácil.
E eu cresço
e canso-me de esperar. Porque o tempo, em que era suposto rir-me do que agora
me entristece, não chega. E eu continuo a chorar pelas partidas da vida numa
busca exaustiva do momento em que trocarei as lágrimas pelo riso. Continuo a
olhar para as portas fechadas à espera que se abram as grandes janelas, com
vista para as mais belas paisagens. Começo a acreditar que é tudo uma utopia.
E
quanto mais acredito nisso, mais pessoas me dizem:
«Um dia, vais rir-te disto
tudo».
Falta muito?
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Coisas que leio por aí...
O problema de estarmos muito tempo sozinhos é que acabamos por nos esquecer como é voltar a estar com alguém.
O problema de estarmos muito tempo sem nos apaixonarmos é que corremos o
risco de já não sabermos como é que isso se faz. Ou como se sente. Ou
se o que se sente é suficiente.
Acreditamos – ou fizeram-nos
acreditar – que o ser humano assenta, essencialmente, a sua existência
na procura de um par. Na procura de alguém que, à nossa semelhança,
também nos procura. Acreditamos – ou
queremos muito acreditar – que só atingimos a plenitude da felicidade
quando encontramos a nossa outra metade. Mesmo que já sejamos inteiros.
Acreditamos que só assim ficamos completos.
O problema é que isto não acontece quando queremos; quando desejamos;
quando [des]esperamos. O problema é que neste intervalo; neste hiato de
tempo entre um coração cheio de vida e um vazio cheio de nada, o
problema é que temos de viver. E, tantas vezes, sobreviver.
E o problema é que conseguimos.
Somos exímios em reinventar-mo-nos. Em ajustar-mo-nos. Voltamos a respirar sozinhos, voltamos a sorrir sem ser para alguém e voltamos a pormo-nos em primeiro lugar. E conseguimos. Acabamos sempre por conseguir.
O problema é que mesmo que passemos a maior parte dos nossos dias a desejar – muitas vezes em surdina – que nos apareça alguém que ocupe o lugar vazio na mesa ou que nos aqueça o outro lado da cama – que teima em manter-se tão fria – o problema é que começamos a gostar, verdadeiramente, da única companhia que nunca nos abandona. A nossa.
O amor teima em chegar devagarinho.
Vem, normalmente, acompanhado de um sussurro, de um sorriso fora de horas ou de um olhar não previsto.
E antes de ser amor? É o quê?
É desejo?
É paixão?
É [só] entusiasmo?
É pura tesão?
Há quem lhe resista, há quem entre em negação, há quem se entregue e também há quem não.
Antes de ser amor, pode ser tudo.
Pode ser o que quisermos.
Pode assumir tantas formas.
Tantos sabores.
Pode ser leve.
Pode virar dor.
O problema de estarmos muito tempo sem amar é que tivemos de passar tempo demais a aprender a não gostar. A não querer. A não desejar. A não ter.
O problema é que voltar a amar dá medo.
Medo de falhar,
de entregar.
Medo de voltar a chorar.
Medo de gostar.
O problema é termos de deixar de amar.
O problema é se isto não é amor.
Porque no dia em que for amor, deixa de ser um problema...
E o problema é que conseguimos.
Somos exímios em reinventar-mo-nos. Em ajustar-mo-nos. Voltamos a respirar sozinhos, voltamos a sorrir sem ser para alguém e voltamos a pormo-nos em primeiro lugar. E conseguimos. Acabamos sempre por conseguir.
O problema é que mesmo que passemos a maior parte dos nossos dias a desejar – muitas vezes em surdina – que nos apareça alguém que ocupe o lugar vazio na mesa ou que nos aqueça o outro lado da cama – que teima em manter-se tão fria – o problema é que começamos a gostar, verdadeiramente, da única companhia que nunca nos abandona. A nossa.
O amor teima em chegar devagarinho.
Vem, normalmente, acompanhado de um sussurro, de um sorriso fora de horas ou de um olhar não previsto.
E antes de ser amor? É o quê?
É desejo?
É paixão?
É [só] entusiasmo?
É pura tesão?
Há quem lhe resista, há quem entre em negação, há quem se entregue e também há quem não.
Antes de ser amor, pode ser tudo.
Pode ser o que quisermos.
Pode assumir tantas formas.
Tantos sabores.
Pode ser leve.
Pode virar dor.
O problema de estarmos muito tempo sem amar é que tivemos de passar tempo demais a aprender a não gostar. A não querer. A não desejar. A não ter.
O problema é que voltar a amar dá medo.
Medo de falhar,
de entregar.
Medo de voltar a chorar.
Medo de gostar.
O problema é termos de deixar de amar.
O problema é se isto não é amor.
Porque no dia em que for amor, deixa de ser um problema...
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Coisas minhas...
Sei que não vais ler estas palavras,
mas este peso no peito de tanta coisa que gostaria de te ter dito, não me deixa
tranquila. Posso dizer que esta dor de te ter tão perto de mim e não poder
partilhar tudo o que gostaria de partilhar, sufoca-me. Especialmente estes
últimos anos que, apesar de lado a lado, a barreira da doença nos separou. Mas
sabes, não tem importância, tento recuperar
nestas palavras que me saem do coração. Por mim e por ti recordo pequenas
coisas que guardarei na minha memória e é assim que mato as saudades.
Tenho a certeza Mãe, que nesses teus momentos de
silêncio, em que me olhavas, como se visses o fundo de mim, que as tuas mãos
seguravam as minhas de uma forma desajeitada, sei que me querias transmitir
tranquilidade e força. Mas sabes Mãe, eu é que tenho que te agradecer por me
teres transmitido tudo aquilo que fez de mim o que sou hoje e pela força que
tenho para lutar todos os dias.
Desculpa Mãe se te decepcionei, como filha, como
pessoa. Mas dei-te o melhor que consegui. Para tristeza minha, não me deste
tempo para te compensar, para ter a tua ajuda para ser melhor.
Um beijo com todo amor e carinho do Mundo da tua filha…
Um beijo com todo amor e carinho do Mundo da tua filha…
hoje o dia é teu.
Sempre será...
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Perdoo
erros. Dou uma oportunidade. Acredito.
Mas não perdoo traição, porque não é um
erro. É uma escolha, livre, sem pressão, consciente. E que quebra a
confiança. O compromisso. O ingrediente principal. É o bem mais
importante que alguém pode dar. Ou tirar. E fraquejar é sinónimo que o carácter não é forte. Quando a vida desacelera tudo se nota. Todos os
pormenores contam. E a repetição de erros pode ser um sinal de bloqueio.
Aceitar não é fácil. Aceitar que as escolhas foram erradas é a vida a
dar outra oportunidade. Sem medo.
Não aceito traição.
Não aceito traição.
Não acredito num olhar que não me prende porque já não me chega.
Acredito no Amor.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Coisas minhas...
Tu pensavas que eu ia estar sempre lá, para te abraçar a escuridão.
Não soubeste dar valor às palavras:
Não soubeste dar valor às palavras:
"Se me voltares a magoar eu não volto"...
"Se me voltares a mentir eu vou partir".
Atravessei a nossa ponte sozinha, e parti sem aviso nem despedidas.
Atravessei a nossa ponte sozinha, e parti sem aviso nem despedidas.
Redefeni a rota da minha luz, reajustei o amor, a essência e a
delicadeza numa subtil indiferença.
Agora a minha vida segue, e a tua precisa de limpar os pés nas particularidades que te definem.
Ajeita o espelho, e não voltes a magoar quem te quer ver sorrir.
Porque um dia, um dia eu quis... fazer-te feliz!
Hoje não quero que voltes, muito menos que te aproximes.
Sei que a minha liberdade incomoda a tua prisão.
Mas fiz um pacto de paz com o meu amor-próprio, esvaziei-o de tudo o que em ti não transbordou.
Agora a minha vida segue, e a tua precisa de limpar os pés nas particularidades que te definem.
Ajeita o espelho, e não voltes a magoar quem te quer ver sorrir.
Porque um dia, um dia eu quis... fazer-te feliz!
Hoje não quero que voltes, muito menos que te aproximes.
Sei que a minha liberdade incomoda a tua prisão.
Mas fiz um pacto de paz com o meu amor-próprio, esvaziei-o de tudo o que em ti não transbordou.
E a palavra fim nunca fez tanto sentido.
domingo, 28 de janeiro de 2018
Na voz dos outros...
Ela é romântica... mas nunca disse que era santa, ela é daquelas que se amam sempre em primeira instância.
Poucos sabem a diabrura daquele sorriso genuíno, impregnado de adrenalina mas tão cheio de sentido.
Aquele caos, numa mente de luas inconstantes e complexas. Ela era tão dela, fria e distante numa música de ninguém, num quarto misterioso de 5 estrelas.
Se um dia, conheceres o avesso do mundo dela, tem cuidado, vai devagar... Ela decifra-te o ego debaixo da pele, a fúria disfarçada de calmaria.
Ela não gosta de ninguém só pela vontade de querer, para ela, tens que estar e ser na ousadia da certeza.
Ela é intensa demais para horas monótonas, o tempo dela vive temperado de amor... que muitos desejam, mas poucos sabem lá chegar... aquela loucura com cor.
Mas continua a sonhar.
Que um dia destes ela tira-te o sono
Ou quem sabe... a dor.
Poucos sabem a diabrura daquele sorriso genuíno, impregnado de adrenalina mas tão cheio de sentido.
Aquele caos, numa mente de luas inconstantes e complexas. Ela era tão dela, fria e distante numa música de ninguém, num quarto misterioso de 5 estrelas.
Se um dia, conheceres o avesso do mundo dela, tem cuidado, vai devagar... Ela decifra-te o ego debaixo da pele, a fúria disfarçada de calmaria.
Ela não gosta de ninguém só pela vontade de querer, para ela, tens que estar e ser na ousadia da certeza.
Ela é intensa demais para horas monótonas, o tempo dela vive temperado de amor... que muitos desejam, mas poucos sabem lá chegar... aquela loucura com cor.
Mas continua a sonhar.
Que um dia destes ela tira-te o sono
Ou quem sabe... a dor.
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