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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

De tanto acreditar... desacreditou



De tanto gritar silenciou, de tanto se doar, enfraqueceu... 
De tanto se perder, procura se encontrar.
Tem uma alma agitada e sem calma, não sabe ser discreta, continua a ter uma teimosia exagerada e ingénua a alimentar a vida sempre que tudo lhe parece perdido.
Só ela sabe o tamanho do seu mundo, entre a carência e o cansaço, entre ser pequena e tão grande. Ela pertence à tribo das intensas... 
Normalmente sente-se um caos, deixa o choro e o sorriso preencherem dentro dela lugares vazios, mas tão puros, tão simples e tão lindos...
Ela gosta de amizades que dão valor ao que foi dito. 
De corações sofridos mas bonitos, daqueles que amam na riqueza, na pobreza na saúde e na doença, aqueles que estendem a mão antes da queda.
Daqueles que não te abandonam só porque não entendem a soberana voz do coração, daqueles a quem não precisas de mendigar atenção.
Ela é atraída por essências que acrescentam, e merecem por inteiro a sua autenticidade. Que dão valor ao abraço que um dia se deu...
Porque quando ela parte... é porque respirou fundo e morreu.
No TUDO que um dia ofereceu.
Ela fez um pacto com o caminho.
Ser feliz é o destino.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Em modo halloween...


A intensidade e convicção que assumia em tudo o que vivia, assustava toda a vida que era rasa...

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Hoje decreto o dia do " Não me apetece"...


Não me apetece ser aquilo que não sou!
Que lindo seria se todos nós fossemos autênticos, se todos fossemos aquilo que dizemos ser...
Que todos sentíssemos que o sentimento não são palavras mas sim o que se sente de verdade e permanece nas atitudes. 
Hoje não me apetece ouvir palavras que não são confirmadas.
Hoje decreto o dia do não me apetece. 
Simplesmente porque tenho o direito de não me apetecer.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Voltei... ou talvez não...




Não sou boa com dúvidas. Com frases-feitas. 
E com morais de história. 
Gosto do que me corta a respiração. 
Adoro o improvável. Desejo o impossível. 
O meu coração é livre, mesmo amando imenso. 
Tenho uma intensidade que me complica. 
Uma vontade que não passa. 
Uma palavra que nunca dorme. 
Um bom desafio? Experimenta gostar de mim. 
Não sou fácil. Não colecciono amizades. 
Quase nunca estou para o normal. 
Mudo de humor conforme a lua. Irrito-me facilmente. 
Desinteresso-me à toa. Tenho o desassossego dentro de mim. 
E um par de asas que nunca deixo. 
Às vezes, quando à noite eu viajo, procuro respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei. Chorei... e logo eu que adoro sorrir... Mas não tem mal. 
A vida é essa coisa: um dia quando menos se espera, supera-se. 
E chegamos mais perto de ser quem - na verdade - somos. 
Uns sim. Outros nem tanto...

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Fim anunciado...




Quando as letras perderem o som

E as sílabas teimarem em não se juntar.

Quando as palavras perderem espontaneidade

E as frases a argumentação.

Quando as conversas morrerem na garganta

 E o silêncio imperar.

Quando as lágrimas secarem

E o peito já não doer.

Sabemos então que o ciclo chegou ao fim...

... o momento é de fechar portas, calafetar janelas e seguir em frente.


**até um dia...**

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A vida é feita de novos lugares


... Porque há sempre alguém que não nos levou a lugar algum.
Um dia alguém me disse... "Quero te levar onde nunca fui com nenhuma" acreditem que foi uma frase estranha... Uma frase que coloca todas as dúvidas... Do tipo, mas tu levas todas a passear? Calei... esperei que o tempo respondesse onde me levaria a viajar. 
E realmente eu fui, só para ver onde me iria levar.
Fui possivelmente a lugares onde já devia ter levado alguma...
Sabem? Não fiz viagem nenhuma. A maior viagem que se pode fazer é ao interior de alguém, para descobrir e contemplar cada lugar... esperava que ele viesse com calma, ouvir o coração e a voz da alma... que viesse despertar os sonhos em viagens que não se compram.
Mas não... Não houve uma entrada de olhares era apenas a paisagem da pele que o cegava.
Levar-me a passear é algo que poucos conseguem. Alguém assim é fácil de deixar. É fácil de esquecer... Porque na verdade nunca viajou comigo no meu mundo nem me aprendeu a ler, talvez tenha aprendido a escrever.
Espero só que um dia consiga viajar dentro de si mesmo, e que se encontre. Porque com ele eu errei no caminho... que deixou a minha vida adormecer.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

E no entretanto?





No entretanto, vão-se passando os dias. Buscam-se alegrias nas coisas mais insignificantes. Procuram-se sorrisos e escondem-se tristezas. Ocupa-se o tempo e a mente. Trocam-se as voltas aos dias e o sentido às noites. Vive-se em (des)compasso de espera. Vive-se nas horas mortas e sobrevive-se no dia-a-dia. Enganamo-nos a nós e ludibriamos o mundo.
No entretanto? 
No entretanto, inventa-se uma vida. No entretanto, constrói-se uma história. No entretanto, ganham-se memórias. No entretanto, respiramos fundo, levantamos a cabeça e olhamos o mundo de frente. Olhos nos olhos. No entretanto, pensamos, analisamos, concluímos. No entretanto, cheiramos, ouvimos, saboreamos. Crescemos.
E no entretanto? 
Vive-se...