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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018



Por vezes o silêncio da noite traz coisas... 
Sabem o que são coisas? 
É aquele escuro, dentro do sabor que não tem sono. 
É a insónia castradora de sonhos. 
Onde se escutam barulhos indecifráveis... 
Onde voam palavras sempre que os pensamentos contam estrelas, que se escondem num vazio estranho. 
O ser humano é estranho. 
A noite também!...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Desabafos...

Gosto de acreditar que nada acontece por acaso e não me lembro de alguma vez ter duvidado disso. 
Até hoje. 
Lembrei-me dos últimos meses e não consigo compreender o porquê de ele ter aparecido. 
De me ter feito escrever tanto e nunca passar disso mesmo - palavras. 
Não sei o que o destino me quis mostrar, não sei o que me quis ensinar, só consigo achar que este fado está de mal comigo. Cruel. 
A esfregar-me na cara apenas possibilidades. 
"Olha, já viste como seria giro? Pois mas não é para ti". 
Não o entendo...ao destino. E já desisti de o tentar fazer. 
Mas não foi justo, não foi mesmo, pois eu nunca pedi para o trazer para tão próximo de mim. 
E aqui continuo a aceitar as janelas que ele me abre e as portas que me fecha ao seu bom ritmo. A essas, às vezes até dou uma certa ajuda.
Depois apareceste tu. D de dúvida, D de desafio. 
Mas que pelo menos foi claro que servirias para me mudar o foco. 
Foi estranho, muito estranho mas estava a ter muita piada. 
Desta vez não há destino que eu culpe, soube logo à primeira gargalhada que nos estávamos a cruzar em momentos errados da vida. 
Mas enquanto durou, ou enquanto durar, para alguma coisa terá de servir. Disseste-me que nunca falo de mim, e quando eu quis fazê-lo não consegui.  Está cravado tanto na pele como na alma este silêncio e nunca foi por ter algo a esconder ou a esquecer. Só não acredito que serás a minha sorte e isso bloqueia-me. 
Perdia-a algures no passado e já só consigo ter sucesso no que depende só de mim. Tenho saudades. Da sorte, não de ti. 
E de algo que teima em não existir - contigo ou sem ti.
Disseram-se ontem que para uma pessoa especial é preciso uma especial e meia. 
Não acredito que mereça tanto. 
Já só queria ser realmente especial.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Devaneios...



Há episódios da nossa vida, que nos vão ficar gravados na memória por muito tempo, não arrisco dizer para sempre, porque para sempre é tempo demais, e que em determinada altura nos lembramos deles como se os tivéssemos a viver novamente
É nestas repetições que dou por mim a pensar como seria se tivesse sido diferente, se as escolhas tivessem sido diferentes, se as pessoas tivessem sido outras, se os tempo e o espaço tivessem sido diferentes
Dou por mim a pensar se voltasse atrás no tempo, se hoje seria mais ou menos feliz
Se estaria neste momento a fazer alguém mais ou menos feliz
Pergunto-me se algum dia vou ter a oportunidade de voltar a repetir momentos e a poder fazer escolhas diferentes que irão fazer de mim uma pessoa mais ou menos feliz
Sei apenas que ainda é cedo para desistir mas que começa a ser tarde para tudo o que quero viver ainda

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Amanhã...



Amanhã faço aquilo que o hoje não deixou. 
Arranco-te de mim, rasgo-te em pedaços, piso-te, estrago-te e atiro-te para o lixo, amarrado com fios e arames e colado, peliculado, tudo o que for preciso para te conseguir esquecer. Amanhã. 
Amanhã apago o teu nome dos meus diários, ou rasgo as páginas, ou posso até queimá-los! 
Rasgo e queimo as páginas uma a uma e fico ali, a vê-las arder e vendo morrer a chama vermelha, potente e destemida até apenas sobrar uma casca negra e encarquilhada que o vento vem estragar, talvez perceba o quanto fomos nada e que nada mais há a fazer ou a esperar. Amanhã. 
É amanhã que te esqueço, que te apago, que te tiro de mim. 
Amanhã bem cedo, ainda antes do sol nascer, para começar o dia a sorrir sem o teu peso no meu coração. 
Amanhã...
Amanhã que hoje ainda tenho medo. 
Não de te esquecer. 
Mas de não ser capaz.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Auto retrato...


Intensa, de génio forte, num fio invisível sem paciência e sem papas na língua. 
Fala pelos cotovelos, por vezes finge não saber... o que há muito já sabia.
A intensidade dela são os extremos onde arde a vida.
Só porque reina nela, a sublime teimosia de ser!
De SER, o que lhe apetecia.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

E no meio da minha loucura... NÃO GOSTO DE...


Não gosto de mentiras, são o veneno voraz que suga a vida. Não gosto de pessoas perfeitas demais, ou sorridentes demais, são aquelas moedas de duas faces. Não gosto que me digam "olá linda" só para ganharem algo. Não gosto de um amo-te de quem me acabou de conhecer. Não gosto de quem força simpatia, hipocrisia mete-me nojo. Não gosto de quem diz "somos só amigos " mas no fundo, cheios de segundas seduções. Não gosto de quem chora por tudo e por nada para ser centro de atenções, das que se fazem de santas para avançar nas suas intenções. Por vezes até penso que estou no céu... é santas e santos por todo lado. 
Só eu, vivo no pecado. Não gosto de preconceitos, principalmente de quem diz que a aparência não importa mas não quer ficar com alguém "porque é feio", Mas acredito que o primeiro impacto é a beleza, depois é o conhecimento perfeito. Não gosto da capacidade que as pessoas têm de beijar quando não existem sentimentos, mas aprendi que é melhor que te mordam os lábios do que te f@d@m a vida!! Não gosto de ilusões, não gosto de partidas. Não gosto de chorar, e de sentir a palavra saudade, quando ela vem para ficar. Não gosto de quem desiste, mas também não gosto de quem fica por falsidade ou falsa amizade. Não gosto de quem não sabe AMAR. Não gosto de pinturas exageradas, daquele tapa poros que falsificam o rosto e não mostram a alma, o coração e várias lágrimas. Não gosto de répteis e de tudo o que rasteja. Não gosto que me toquem enquanto falam. Não gosto de pessoas interesseiras, vazias de carácter. Não gosto de assistir à fome e à pobreza do Mundo. Não gosto de acordar cedo, mas pior é não dormir e não ter sonhos para vestir. 
Não gosto de desconfianças, ciúmes sem sentido. Não gosto que me tirem a paciência, que é pouca. Não gosto que me ignorem, às vezes, e dias seguidos. Não gosto do governo que desgoverna uma vida inteira. Não gosto de um bom dia, de um boa tarde ou de um boa noite... de quem me destruiu os ponteiros do relógio. Não gosto de favas, nem feijão miúdo, nem de bacalhau cozido. Não gosto do faz de conta... que vivo. E com tudo isto tento ser feliz. Há coisas, na vida, que não têm preço. Sou rainha afortunada. Com quem fica porque quis.