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domingo, 30 de novembro de 2014

 

Nos olhos, o castanho, desafia o sonho
Na boca carmim, gorjeios de criança
E na aura, o mistério que a tudo resiste!

É tímido, o jeito, com que enfrenta e insiste
Mas corre-lhe nas veias, o ardor da mudança
Ilude quem pensa que, por pouco, se cansa
É Mulher – Guerreira! Não teme, ou desiste!

Libertina em sonhos, excessiva em emoção
Umas vezes, “iceberg”, outras tantas, paixão
Sensível aos afectos, porém, muito esquiva…

Do destino, não foge, mas é filha do vento
Amazona, a galope, na garupa do tempo
Alma peregrina, por esse mundo, à deriva…

sábado, 29 de novembro de 2014


Os Amigos fazem parte dos nossos alicerces emocionais.

São ganhos que a passagem do tempo nos concede.

Falo daqueles, a quem podemos telefonar, não importando onde estejam, nem que horas sejam e dizer: "estou mal, preciso de ti”.

Às vezes nem é preciso dizer nada. Ele, virá ter connosco de carro, de avião, correndo alguns quarteirões a pé, ou simplesmente… ficando ao telefone, o tempo necessário para que nos recuperemos, reencontremos, aprumemos, ou seja lá o que for.

Falo daquelas amizades para as quais, somos apenas nós, pessoas com manias e brincadeiras, eventuais tristezas, erros e acertos.

A amizade é um meio-amor, sem algumas das vantagens dele, mas sem o ónus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma bela vantagem. Ser amigo, é rirmos juntos, é dar o ombro para chorar, é poder criticar (com carinho), é podermos apresentar o namorado ou a namorada. É podermos aparecer de chinelos, de roupão, é até, poder zangarmo-nos e voltarmos um minuto depois, sem termos que dar explicação.
Amigo, é aquele a quem recorremos quando estamos angustiados, e que chega para nos confortar e nos chama, linda, querida, mesmo que nos estejamos a sentir um trapo.

Ter amigos, é um bem maior e ninguém pode ser feliz, sem eles. 
O  que é bom na amizade, é que não precisamos sacrificar-nos, fazer malabarismos sexuais, inventar desculpas, esconder rugas ou tristezas. Podemos simplesmente, ser nós próprios. Que alívio isso, quando vivemos, num mundo complicado e desanimador, deslumbrante e terrível, fantástico e cansativo. Pois é, o verdadeiro amigo é confiável e estimulante, engraçado e grave, às vezes irritante; pode até se afastar, mas sabemos que volta; ele aguenta-nos e acalma-nos, dá-nos impulso e abrigo, e faz de nós, seres melhores: como um verdadeiro amor.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ai pahhhh





Aquela secçãozinha irritante do machame que teima em apelidar o mulherio de "gatas", "gatinhas" e afins devia ser vítima de empalamento.
Ponto.

F**a-se, irrita-me!

[eu não sou homicida, tenho só mau feitio]

Fui ao baú do Youtube...



Já tem alguns anos
Mas continua a emocionar-me...

[sim, sou lamechas... so what?]


quinta-feira, 27 de novembro de 2014


Por medo deixei de fazer tanta coisa
E por coragem fiz tanta burrice
Por isso agora eu sou assim...
CONFUSA.

Procuro um lumbersexual...


Ah e tal... que é isso?...
É isto!



É sempre bom voltar às origens...

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Resta a solidão...


As palavras esgotaram-se, silenciaram-se as aves sobre as árvores despidas de folhas.
Cai a noite a seguir ao dia e a alma exausta deixa-se ficar... imóvel, vazia.
Hoje não tenho nada para dizer, já não me surgem nas pontas dos dedos as letras que te formavam, não se descobre na tela vazia um único traço de mim, de ti, dos nossos corpos.
O vento sopra, varrendo do chão a poeira que resta. 
Sobras dum fogo extinto, dramas de uma vida abandonada entre nadas.
A voz cala-se, os pensamentos hibernam na letargia de um frio inverno, o coração seca na aridez deste deserto, não te escuto, nem o palpitar do teu coração se faz sentir!
As lágrimas não percorrem mais a planície da minha face, o sal acumula-se no fundo deste lago seco que são os meus olhos.
Não há sonhos, nem presenças constantes, apenas a ausência se perde neste imenso e desolado mundo.
De nós, guardo só aquela fotografia tirada ao pôr-do-sol como última recordação do passado; Âncora, que se prende ainda, no chão vazio deste rio outrora fulgurante.
Agora, estou sozinha...