quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
Medos...
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
Ela é tão diferente das outras...
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
Encantos meus
sexta-feira, 25 de novembro de 2022
Senta-te aqui...
Quero-te
contar como foi o meu dia hoje.
Quero-te
falar daquele livro que eu li e me fez pensar que quero viver uma história
assim.
Quero-te mostrar aquele filme que me fez chorar e que gostava de tê-lo
visto contigo.
Senta-te aqui...
Quero-te mostrar todas as particularidades do meu ser, até as mais estranhas...
Senta-te aqui...
Quero-te
mostrar as fotos que tirei no outro dia, quando fui ver o mar e jurei baixinho
que um dia também estarias ali.
Quero-te
falar dos bolos que sei fazer e quero-te dizer como gosto de tomar o meu chá.
Quero-te mostrar o batom novo que comprei e que, provavelmente não usarei, mas
que combina com o vestido por estrear há anos no armário.
Enquanto
eu preparo o jantar e tu abres uma garrafa de vinho e dizemos parvoíces de
sorriso rasgado.
Quero-te
mostrar o último texto que escrevi com o meu coração pousado em ti...
E
quero que ouças aquela música nova daquele cantor que, nem sabes quem é, mas
que eu te vou fazer ouvir...
Vou
apresentar-te os meus amigos e o que gosto de beber e espero que te sintas em
casa.
Vou
mostrar-te a minha colecção de sapatilhas e ai de ti que digas que são
demasiadas...
Quero
que saibas quem sou em cada lugar onde te levar, em cada frase feita, em cada
entrelinha.
E
diz-me, se vens por um instante ou por uma vida inteira...
quarta-feira, 16 de novembro de 2022
Na estrada da vida...
Cruzaram-se num caminho incerto que, provavelmente, não os levaria a lado nenhum.
Sabiam exatamente quais eram os obstáculos e sabiam que se tinha descontrolado tudo aquilo que não previram.
Precisavam decidir a angústia entre o ir e o ficar, precisavam pensar menos e apenas permitirem-se viver...
Ambos sucumbiram ao sentimento.
Ambos se entregaram com a consciência de um futuro improvável...
E ambos não sabem o que fazer com o medo.
Querem muito ser felizes, mas não têm a certeza de isso poder acontecer em conjunto.
Ambos se querem e se sentem...
E ambos estão à procura de razões para que isso não aconteça.
Querem estar juntos, mas não querem sofrer.
Querem deixar-se ir, mas ainda levam os freios no coração...
E demasiadas nuvens na cabeça.
Encontraram-se por acaso e não sabem se a vida lhes permitirá mais encontros.
quarta-feira, 26 de outubro de 2022
Pessoas...
A prioridade que te dão fica por conta das vezes que (não) te procuram.
Nas desculpas esfarrapadas que se perdem no ridículo.
Nas coisas que fazem nas tuas costas quando acham que ninguém está a ver.
Nos interesses colocados acima dos valores.
Nos silêncios que ocultam o que já desvendamos há muito.
As pessoas dão sinais.
Sempre.
E nem sempre são claros em primeira instância ou nem sempre queremos ver. Mas estão lá.
E, como em tudo na vida, vai doer, mas também vai passar.
Eu já não pergunto o porquê.
Já não peço justificações.
Porque nada do que possa ser dito vai atenuar a acção.
Porque, ainda assim, na maioria das vezes, as pessoas escolhem sempre o caminho da desonestidade.
Da falta de princípios.
Então não me permito perder tempo a ser enganada de novo.
Primeiro assisto.
Depois tomo notas.
E depois afasto-me.
A minha sanidade mental depende disso.
De tirar de perto de mim tudo o que não me acrescenta.
De saber que nem toda a gente vale tanto e de que eu não mereço tão pouco.
Nunca conhecemos verdadeiramente as pessoas.
E, quem dorme connosco na cama, quem come connosco na mesa, são por norma, os primeiros a puxar o tapete.
E se não tens certezas, mas ainda assim duvidas, sai.
Em silêncio.
Porque a dúvida é tudo aquilo que é semeado onde falta verdade.
E onde há verdade, não há dúvida.
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
E se...
Que dissemos as últimas palavras e que também aquele abraço foi o derradeiro. Fecha os olhos e imagina que nunca mais nos veremos, nem nos sentaremos à mesma mesa.
Finge que a vida acaba aqui e lembra-te dos lugares que visitamos e os tantos que ficaram sem nós.
Lembra-te das coisas bonitas que temos guardadas e das vezes que pensamos que o tempo não acabaria nunca.
Imagina o meu contacto no telemóvel sem a presença.
Imagina as lembranças sem o corpo.
Pensa nas vezes em que não te perguntarei se estás bem ou nas mensagens que não chegarão para saber de ti.
Finge que (já) não estou aqui e que a minha voz se cala, e diz -me o que ficou por dizer...






