segunda-feira, 21 de maio de 2018

Hoje tenho borboletas na cabeça.



 Não sei porquê, mas decidiram ausentar-se da minha barriga e vir provocar confusão nas minhas ideias. 
Decidiram vir brincar com elas. Colocá-las à prova. Testar os meus limites. Baralhar as minhas certezas e provocar a minha insanidade.
Hoje tenho borboletas nas ideias. 
Deslocaram-se e ganharam vida própria. 
Tomaram de assalto os meus pensamentos.
Borboletas nas ideias. 
Sentimento estranho...

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Já fui criança...





...já escondi o mundo todo num abraço, já fui verdade em todas as minhas atitudes, já fui apaixonada pela vida. Mas depois cresci e, agora, já sou mulher. E tu percebes que és mulher quando percebes que o mundo é tão cruel que não te cabe nos braços, tu percebes que és mulher quando percebes que as pessoas vão abandonando a verdade em que viviam e quando percebes que a vida consegue ser fria e insensível contigo.
Já fui criança, mas agora já sou mulher. E tu percebes que és mulher quando a vida te obriga a abandonar o ninho que tanto conforto te dá para ires em busca do teu propósito. Tu percebes que és mulher quando, ainda ontem, passeavas pela casa com os saltos da tua mãe e agora só queres os ténis confortáveis que não te magoem os pés na correria dos dias.
Já fui criança, mas agora já sou mulher. E tu percebes que és mulher quando te vês obrigada a casar com a responsabilidade, quando te vês obrigada a suportar pessoas que não gostas e não lhes podes deitar a língua de fora como fazias em criança.
Ainda ontem era criança, mas, hoje, já sou mulher. E, há momentos, em que dava tudo para voltar a ser a miúda de laços no cabelo e calças à boca de sino. A mesma miúda que acordava mais cedo aos fins de semana só para puder ver desenhos animados.
É que ser criança é ter o dom de voar sem asas e, quando és mulher, até com asas tens medo de voar.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pensamentos que viram post's



Várias chamadas não atendidas, mensagens, pessoas à minha procura.
A conversa é sempre muito parecida: 
"Onde andas?" 
"O que se passa contigo?" 
"Oh desaparecida!" 
"Está tudo bem?!"
Entre outras coisas deste género.
E eu?...
Eu fico em silêncio, não sei bem o que dizer... 
Até porque eu faço as mesmas perguntas a mim mesma!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Nunca imaginei que te podia encontrar assim...



                                 Um rosto no meio de tantos...

Mas, um dia, uma troca de cumprimentos banais, uma resposta dada por educação, fez nascer algo belo.
Pouco a pouco começaste a fazer parte do meu quotidiano, onde uma simples mensagem ilumina o meu dia, ou a falta dela  aperta-me o coração.
As conversas multiplicam-se à velocidade da luz...
A ansiedade é enorme.
Os corpos desejam-se.
Os sentimentos adensam-se.
O amor cresce...?
As palavras escritas deixam de ter importância, porque o pensamento ultrapassa-as, e as almas tocam-se em silêncio.
Estás longe... é certo... mas nunca tive ninguém tão perto!