terça-feira, 15 de outubro de 2019

Desapegos..

  

Ninguém marca na agenda o dia em que vai sair da vida do outro. Não se deixa ao critério do calendário, mas às batidas do coração. Um dia ele bate com menos vigor por aquela pessoa que lá guardamos durante tanto tempo, demasiado, às vezes.
Apaga-se todos os dias um pouco mais dessa chama que outrora os uniu. E vais dizendo o que te inquieta. E vais mantendo a arder um pedacinho de fogo que já nem queima, mas que tens esperança que ainda possa incendiar alguma coisa. Só tu acreditas nisso. Recebes dúvidas, silêncios e tens a clara noção que a intenção é seres vencida pelo cansaço da indiferença. Do desgaste. Na verdade, sabes que nada resta... Apenas o teu coração ainda não soube parar de gostar. Ainda não soube que era chegado o momento de sair de cena.
Mas a tua cabeça já te trouxe todas as respostas, mas ainda estás no limbo da balança entre a razão e a emoção. Anotas tudo, o bom e o mau... E sabes que só te resta uma única saída. Ir. Porque se acabaram todas as razões que te fizeram ficar. E não foi nada que não tivesses avisado. Mas não tinhas ninguém para te ouvir.
Mas, já de mala na mão, junto à porta da rua, sabes que fizeste tudo o que podias. Sabes que o sentir não chega e são precisos dois para dançar a mesma música.
E sabes que, quando passares por essa porta, não a voltarás a abrir. Sabes que o passado te deixará descansar em paz.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Detesto pessoas que ...

Não sabem o seu lugar e pior, que não respeitam o lugar dos outros.
Que andam sempre de cara emburrada todo o dia só porque acham que as outras têm que ser só amigas delas...
Que não abdicam de uma boa peixeirada no meio da rua mas dizem que não querem armar escândalo...
Pessoas que fazem comentários inconvenientes apenas e só porque nada mais têm a dizer...
Pessoas que pensam, acham e firmemente acreditam que o mundo gira à sua volta...
Pessoas que fazem de tudo um motivo para discutir, para enervar os outros, para nos fazer passar da marmita e gritar...
Pessoas que ainda não descobriram que ninguém é exclusivo de ninguém e que o coração humano é grande o suficiente para albergar quem se sabe dar, quem sabe receber sem nada em troca pedir..
 Sabem do que estou a falar presumo...
 É caso para repetir o que um amigo meu diz:

"Pá, se não a andas a comer, não tens que a aturar".

Mai nada!

 O que vale é que já é quarta feira... vá lá... :)

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

O silêncio...



...este mergulho na alma...
aquele momento em que só me ouço a mim...
a minha companhia! 
Estar comigo e com os meus pensamentos... 
parece tão pouco e tão acessível e, ao mesmo tempo, quase utópico...
Passa das duas da manhã... 
tenho saudades minhas!

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Sem pressa...



Às vezes deixamos que os pensamentos nos atropelem. Tiramos conclusões precipitadas e não somos capazes de esperar. Porque o coração tem pressa para viver. Porque os ponteiros do relógio não param e a vida urge.
Procuramos respostas nas entrelinhas, procuramos encontros nos silêncios que, nem sempre, somos capazes de decifrar. E dizemos coisas que não queremos,que não sentimos e esperamos apenas que do outro lado nos entendam.
E a única coisa que queremos é continuar a sentir coisas bonitas, sem sermos mal interpretados e sem fazermos julgamentos. Falar abertamente e dizer o que vai cá dentro. Ouvir o coração do outro. Deixar que o outro se abra espontâneamente. Deixar que o outro consiga confiar, mesmo que devagar, mas deixar. Que nos permitam abrir portas que estavam fechadas. Que não nos tirem a vontade de sentir. 
Que haja a maturidade de dar e receber na mesma proporção.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Essa sou eu!


Não sou o tipo de pessoa que chega e te abraça ou te recebe calorosamente... nem sou o tipo de pessoa que destila mel só porque sim.
Mas sou o tipo de pessoa que te dá um abraço de perder um fôlego quando a circunstância assim o pedir... e sou a mesma pessoa que não tem problemas com as palavras, seja para te mandar foder ou dizer o quanto te gosto.
Não sou o que não sinto. 
Para o bem e para o mal... 
Sou exactamente a pessoa que fizeres por merecer!

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Que se lixe...



Já ninguém quer saber de entender o outro. Já ninguém larga o seu umbigo para ver o do outro. É mais fácil fugir. É mais fácil mergulhar nos mal entendidos e deixar assim.
Já ninguém pensa em como o outro se sente, já ninguém tenta resolver nada. As pessoas entram e saem da vida umas das outras à mesma velocidade de um relâmpago... 
Ninguém está para se incomodar, para preservar o que podia transformar-se em algo bonito. As pessoas preferem fechar-se nas suas dores, achando que são maiores do que as dos outros. Responsabilizam os outros por isso. Estão tão rasgadas por dentro que não há nada que te deixem fazer. Preferem viver assim. A deixar ir. A perder. A descartar. Ao invés de ouvir, de entender, de permitir que quem está à volta possa trazer esperança, compreensão e alguns abraços.
Mergulham nos seus medos de tal forma que todas as suas barreiras estão demasiado elevadas, todas as suas frentes estão ao ataque, todas as defesas em alerta. E não conseguem entender que as pessoas apenas lhes querem bem, apenas gostam e pronto... Mas não conseguem ver isso. Preferem julgar, preferem criar versões erradas dos outros, quando o problema... Está com elas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Não é errado dizermos não..

 
Pelo contrário. 
Não é errado dizermos que não queremos, que não gostamos, que não há interesse. Errado é alimentar expectativas nas outras pessoas, em corações alheios, sem ter a intenção de ficar.
Errado é dizermos precisamente coisas que não sentimos por causa de uns momentos de prazer, para alimentar o ego. Errado é despertar paixões, muitas vezes em cima de feridas que não temos intenção de sarar.
Errado é inventar desculpas para não estar com o outro, enquanto o outro se pergunta o que terá feito. Errado é incendiar amor onde não há espaço para amar.
Errado é fazer promessas que nunca houve intenção de cumprir. Errado é dizer que se fica, quando a vontade foi sempre de partir.