quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Solidão versus solitária..





Sempre tive muito medo de estar sozinha, ficar sozinha, de ser sozinha…
Mas ao longo da vida descobri que a solidão é um estado de espírito, e do que eu tinha realmente medo era de perder as pessoas que amo. Só mais tarde descobri que me podia perder também, e que a vida é um círculo vicioso, mais dia, menos dia eu vou inevitavelmente esbarrar com a tão temida solidão.
Sempre fui a favor de muitos amigos, muitos lugares, muitos livros, muitas músicas, família grande, telefones tocando, de mil coisas para fazer, de fazer girar o mundo, no fundo tinha medo de me sentir sozinha, não falo de estar sozinha, isso por vezes é natural, mas sentir-me sozinha… isso sim é tenebroso.
Porque sentir-me sozinha é não ter ninguém para ligar, estar sozinho é ligar para alguém e saber que do outro lado alguém vai atender.
Porque sentir-se sozinha é não ter amigos, estar sozinho é saber que temos amigos que correm para nos ajudar se precisarmos.
Sentir-se sozinha é engolir o choro, estar sozinha é saber que algures existe um ombro onde podes desabar… e por aí vai…
Talvez esta minha mania de escrever tudo o que me vai na alma seja o medo que eu tenho de me sentir sozinha. Talvez hoje eu escreva porque sei que alguns leitores me vão dar a sensação que não estou sozinha…
Vá-se lá saber… sobrou para vocês !

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Coisas minhas...





Sou maluca por incensos, alguns mais que outros é bem verdade, mas por norma gosto de quase todos, têm o poder de acalmar a minha veia arruaceira, vá-se lá saber porquê…
Neste momento tenho em casa aroma de chocolate, baunilha e canela, dizem que faz milagres…
- O de chocolate augura fortuna, harmonia e bem-aventurança

- O de baunilha garante bem-estar, harmonia, amor

- O de canela atrai dinheiro e  sorte

Pois devo dizer que isto é uma valente treta!
A semana passada, por exemplo, acendi o de baunilha e não vi nenhum George Clooney a bater-me à porta (e a este, confesso, teria aberto a porta a qualquer hora, que uma gaja também não se pode armar em difícil sem fazer um intervalo de vez em quando...).
Quanto ao incenso de chocolate, que acendi durante o fim-de-semana, também se revelou uma verdadeira fraude...
Fortuna, que é boa, nem vê-la.
A conta continua cristalizada nuns valores que nem é bom referir.
E sem cheta não há harmonia nem bem-aventurança possível.


Valha-me ao menos o facto de ser crédula, porque pelo menos durante os dois minutos que levei desde a prateleira de incensos até à caixa da loja dos chineses, vi a minha vidinha toda resolvida.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

As mulheres e eles...(os trapos)



Dizem que as mulheres não se vestem para os outros, vestem-se para elas mesmas. 
E não maioria dos dias acredito que seja verdade. 
Mas falemos das excepções. 
Daquelas em que precisamos do dobro do tempo para nos arranjarmos, das que nos fazem ajoelhar perante o roupeiro e lamentar não ter nada que vestir - completamente cegas a tanto trapo. 
Essas excepções são o problema - quando nos vestimos para os outros, pior ainda, quando têm um nome e um número de telefone. 
Independentemente da importância que lhe damos, a partir do momento em que o alvo não é apenas o nosso espelho, a coisa complica-se. 
São os primeiros sintomas de uma nova interacção, quando pela primeira vez tentamos conjugar o nosso gosto com o gosto de outro alguém. 
Não é fácil, perdoem-nos o tempo. 
E, de repente, questiono-me para quem realmente eu gostaria de me vestir?!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Há um novo hóspede na cave...






Na categoria das redes sociais o meu processo de "desapego" é simples: arquivar. 
Falo pelos cotovelos, faço piadas e mando uns insultos porreiros mas quando sinto que chega, quando o assunto já cansa, quando dá o clique do "basta" com esta m**d@, é pegar nas mensagens e indicar-lhes esse caminho. 
E por minha iniciativa não houve até hoje um que de lá saísse. 
Lamento, meu tão prezado elemento que volta e meia aqui vos apresento, mas a tua vez também chegou. 
Vais ficar enjaulado nas caves facebookianas, junto dos que, confesso, não estão ao teu nível mas que acabaram por não ser muito diferentes de ti. Acabou-se o entretenimento... arquivei-te!