sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Este blog vai de férias...


...do stress do dia a dia
Vai de férias da pressão do trabalho
Vai de férias dos objectivos a atingir em curtos espaços de tempo
Vai de férias das reuniões formais 
Vai de férias das horas extra 
Vai de férias dos horários regulares
Vai de férias dos despertadores
Vai de férias das 7 horas de sono diárias
Vai de férias das filas de trânsito
Vai de férias da vida citadina
Vai de férias do conforto da casa
Vai de férias do frio
Vai de férias do bom comportamento (:)
Vai de férias do bom senso
Vai de férias da vida normal do dia a dia

Até já...

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Não sei como se ama depois de amar.





Talvez nunca mais se ame da mesma forma. Talvez a loucura seja diferente. O frio na barriga também. Talvez seja um amor menos ingénuo, menos louco. Talvez seja um amor menos. Menos, porque talvez grande parte da capacidade de amar tenha ficado presa no nós que já não existe.
 Ou talvez seja um amor mais. Um amor ainda mais louco. Menos ingénuo na mesma, porque os erros do passado são alavancas para as maiores aprendizagens, mas mais louco, mais intenso, mais asfixiante, mais ardente. Talvez seja mais, muito mais. Talvez a idade ajude e o tempo seja uma ferramenta a favor.
 Não sei como se ama depois de amar. 
 Talvez nunca se ame da mesma forma. Talvez se chegue com a factura dos amores passados. Talvez o medo de perder, o medo de sofrer, nos faça viver num constante sobressalto e o amor em vez de vivência seja uma mera sobrevivência.
 Ou talvez seja um amor mais adulto, mais consciente, um amor que sabe que o amanhã é incerto, um amor que se conjuga no presente do indicativo, um amor que inclui o eu, o tu e o nós, não excluindo nunca nenhuma das partes. 
 Não sei como se ama depois de amar. Talvez seja um amor menos. Talvez seja um amor mais. Mas se vier, que seja, pelo menos, um amor verdadeiro. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Aprendi que esperar é um dom.




A vida tem-me ensinado isso. Tem-me ensinado que há coisas que precisam de tempo para acontecer, tempo para poderem, definitivamente, acontecer. Tenho aprendido – tantas vezes à força – que há muitas ferramentas que temos de adquirir pelo caminho, muitas dores que temos de sentir no percurso, muitas batalhas que temos de ganhar para as coisas, efectivamente, acontecerem. É, por isso, que acredito – sem qualquer dúvida – que, na vida, importa mais o percurso que o resultado final. Porque é no percurso que nos testamos, é no percurso que nos apercebemos da força daquilo que queremos, é no percurso que nos conhecemos e compreendemos até onde nos dispomos a ir. O resultado final é apenas a soma disso tudo, é apenas a recompensa das nossas lutas – quase sempre internas. É no percurso que nos fazemos: mais valentes, mais autênticos, mais corajosos.
 A vida tem-me ensinado que o que importa é ir. Ir de encontro ao coração. Se desistirmos, voltamos a recomeçar. Se cairmos, voltamos a levantar. Se nos magoarmos, curamos as feridas e continuamos a andar. Os verdadeiros caminhos da vida são, muitas vezes, aqueles que nos deixam nódoas negras, cicatrizes marcadas eternamente no nosso interior, lágrimas choradas, muitas vezes, de forma compulsiva. Se esses caminhos custam mais? Definitivamente! Mas valem mais, porque nos dão mais.
 Aprendi que esperar é um dom. Esperar que a vida faça o seu trabalho, esperar que a vida nos dê os buracos certos para cair, as pedras certas para tropeçar, as batalhas certas para lutar. Há um tempo certo, um momento certo. Um dia, nesta espera, haveremos de alcançar o resultado final e, nessa altura, iremos perceber que afinal, nas lutas da vida, o final é o que menos importa.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Coisas minhas





De vez em quando a vida pede-nos pausas, 
Nesses dias não precisamos de provar nada a ninguém... 
Ficamos simplesmente apreciar a paisagem, respiramos fundo e transformamos as horas em felicidade interior.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Há dias assim...


Dias em que a vida pede um abraço... 
Em que precisas de alguém que te escute os silêncios. 
De alguém que valorize o que sentes. 
De alguém que te acarinhe os sonhos de dois corações em sintonia.... 
Há dias que a vida te pede carinho porque a tristeza também arrepia.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Gostar versus amar...



Gostar é ter pressa para chegar a casa, é desistir de sair porque começou a chover, é deixar para depois o que poderia ser feito hoje. Amar é sofrer por cada segundo que passa, é não ver o tempo passar e na hora de ir embora, lamentar: mas já?
Amar é sair debaixo de chuva, se preciso for, ou inventar um desses programas com edredons, filmes e carinhos, é aprender com o passado, viver o presente e se importar com o futuro.
Gostar é beijar e não perder a noção do tempo nem do espaço. É saber muito bem onde está e, de vez em quando, abrir os olhos para conferir o mundo à volta. Amar é permitir ser sequestrado por um beijo, é viajar na velocidade da luz, é sentir que está perdido e não fazer esforço algum para tentar se encontrar. Amar é quando o beijo te deixa atordoado, sem fôlego e se sentindo especial. Gostar é quando o beijo tem começo, tem fim, mas não tem história, é quando você se sente como só mais um.
Quando não existe amor, o relacionamento pode ser bom, mas não deixa de ser só atracção. Amar é ter uma ligação que vai além da carne, é uma relação de almas. Gostar é ter vergonha de expor os seus defeitos, é esconder os erros debaixo do tapete, é tentar mostrar que é perfeito o tempo todo, mas por trás, sabe que não está sendo verdadeiro.
Amar é não ter vergonha dos seus defeitos, é exibi-los sem receio, é deixar claro que está longe de ser alguém perfeito, mas que jamais faria algo que machucasse o outro.
Gostar é dormir junto, mas levantar cedo no outro dia para outros compromissos. Amar é abrir mão da sua rotina é querer ficar até a outra vida. Gostar é ver as qualidades, mas perceber os poucos defeitos. Gostar é dar as mãos, mas ainda assim não se sentir seguro. É seguir com alguém, mas carregar aquela leve impressão de que não vai dar em nada. 
Gostar é  prender-se ao outro, amar é escolher ficar mesmo com tantas opções para fugir.
Gostar é prometer, amar é surpreender. Gostar é falar, falar, falar, amar é agir. Gostar é ”vou ver e qualquer coisa eu ligo’, amar é " liguei-te para dizer que estou a caminho”. Gostar é pensar: ”Eu o(a) espero  mandar uma mensagem, ou eu mando?”, amar é aparecer, comparecer, é dizer o que o coração sussurra, gostar é preferir calar e falar só o que a mente deseja. Gostar é querer estar sempre certo, amar é aceitar que nem sempre você estará com a razão. Amar é ceder, é não ter vergonha de demonstrar afecto.


(li algures por aí, não faço a mínima ideia de quem escreveu)