quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Coisas que leio por aí...





''Uma mulher sábia beija mas não ama, escuta mas não acredita e parte antes de ser abandonada''



[Marilyn Monroe]

*foi pena ela não ter seguido este ensinamento...morreu jovem demais...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Coisas minhas





Algumas pessoas  escrevem pela arte, pela linguagem e pela literatura.
Esses sim, são os bons.
Eu apenas  escrevo para fazer afagos.
E porque tinha de encontrar uma forma de poder  alongar os braços, e estreitar distâncias.
E existem muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez).
Muitos escrevem grandes obras.
Eu só escrevo pequenos bilhetes para escondê-los com todo cuidado debaixo das portas.
Alguns são encontrados, outros nunca foram lidos... 
E assim se perdem sinais de esperança.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Coisas que leio por aí...




O amor morre quando deixamos de inventar futuros. 
Há um dia em que o peito deixa de estrebuchar com ganas e achamos normal. E depois vamos andando, meio aos poucochinhos, sem olhar fundo nos olhos do outro. 
Quando damos por ela, não usamos mais do que quatro palavras para ter uma conversa inteira. 
Na verdade, chega bem para o que somos. Tudo tão a custo.
O sexo acontece às vezes, normalmente à sexta-feira, quando não é preciso levantar cedo no outro dia. É coisa triste de ver, dois corpos deitados e sem ideias, meio aos estremeções, pálpebras cerradas para não cegarem na poeira um do outro. Dói muito o sexo quando só é feito com o corpo!
As tardes, essas são mais alegres quando a chuva cai. Pelo menos ouve-se um bocadinho de voz. Uma espécie de nuvens a cantar... a remendar silêncio. O verdadeiro deserto deve ser esse, duas pessoas fundidas, sem som nem caminho, a esperar que alguém dotado de sonhos as leve ao espanto... a amar do corpo para fora! Viver, também é morrer às vezes.
(...)


Telmo Mendes

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O grande problema de dar segundas oportunidades é a confiança.



É voltar a confiar em quem nos magoou...
Será isso possível?
Voltar a confiar.
Ou apenas nos estamos a enganar e fingimos que está tudo bem.
Será que deixamos mesmo lá atrás as palavras/actos/ou acções cometidas intencionalmente ou não.
A confiança é como um cristal… quebra com facilidade, e juntar os todos os pedaços é uma missão quase impossível. Fica sempre um espaço, uma lacuna, uma parte que não se recuperou e deixa passar as inseguranças de dores anteriores.
Quando nos magoam matam uma parte nós, é como se nos empurrassem para um abismo, temos a sensação que estamos a mergulhar num vazio sem nexo, achamos que é o fim, por momentos é mesmo o fim…
Para nos protegermos fecha-mo-nos numa espécie de casulo, mas sabemos que um dia temos de reagir da letargia imposta. O problema é que estivemos demasiado tempo entregues a nós próprios a carpir a dor, que quando por fim abrimos os olhos estamos irremediavelmente sós.

E agora… voltamos a confiar?

É que com o passar do tempo nós até conseguimos perdoar o mal que nos fizeram, mas uma coisa é certa.
Esquecer jamais.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Nem sei que titulo dar a isto... devaneio ou profecia?



Existe qualquer coisa de enigmático que se esconde por detrás da falsa indiferença que ambos fazem questão de mostrar. 
Talvez no indizível dos pensamentos...
Fazem uma espécie de jogo de sedução, mortalmente perigoso e cuja única regra se impõe pelo silêncio que a rege e algo me diz que nenhum dos dois se atreverá a quebra-la, jamais!
Quando forem obrigados a permanecer frente a frente, sem terem para onde fugir, não terão outro remédio que não seja o de arriscar no jogo que servirá também para testar as suas resistências. 
Por isso, serão jogadores mudos até ao resto da vida, cientes de que nada mais haverá para ganhar, do que aquele momento tão desejado, além daquilo que todos os dias irão perdendo e que já conta desde o início, logo após o fim...
Será que terão coragem de trocar a amizade saudável que têm por uma leviandade, por um capricho, por um impulso, por uma paixão... e se algum dia ganharem, certamente que um dia o peso da perda será sempre maior do que o do ganho.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

A insónia dá nisto...



Somos simpaticamente falsos, hipocritamente simpáticos e convivemos assim tão fácil que até enjoa.

Somos felizes na inocência de um elogio falso, somos felizes num cenário que os outros criam para nós e que nos tratam de forma "queridinha".

Somos apunhalados pelas costas com uma "faquinha" que nem sabemos de onde vem mas que encaramos de forma quase natural.

Somos enganados por diminutivos que nos alimentam o ego e nos elevam a estima mas, na verdade não somos ninguém...

Agora pensem...