segunda-feira, 30 de maio de 2016

A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer...

O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens,  homens e velhos homens.O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós? Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com nota 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração. Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro.  Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco para ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.O facto é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência? E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família. No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta.

Ruth Manus

sexta-feira, 27 de maio de 2016

...


Be crazy. 
Be weird. 
Be whatever. 
Because life is too short to be anything but happy.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Hoje é para ti...


Já estive aí sabes...
Nesse estado de nem saber o que pensar, o que sentir, nessa angústia de deixar ir o que (achava) ser o que de melhor me tinha acontecido, do que eu tinha conquistado durante anos, do conforto do sofá que me acolhia a cada chegada a casa, de saber que pelo menos, pelo menos, estava ali alguém...
Já vivi um dia após o outro sem qualquer expectativa do que poderia acontecer amanhã, algo melhor, menos cinzento... sim era essa a cor que me brindava cada manhã e me puxava os lençóis ao deitar.
Já andei perdida em mim própria, assumo.
Mas, e ainda que possa parecer frase feita, encerra uma grande verdade: 
o tempo, minha querida, esse vai tratar de colocar tudo no seu lugar.
Não queiras aqui e agora, não queiras uma varinha de condão e puff, tudo de volta à normalidade porque essa apenas voltará quando estiveres serena, em paz contigo... Os outros vêm depois.
Primeiro tu, lembra isto todos os segundos se necessário...
A alma amiga dizia-me, como acredito que também te disse,  
"mais tarde, tudo fará sentido". 
Amanhã perceberás a verdadeira razão das coisas que te acontecem e acredita, não é só a ti que acontecem.
Para mim fez!

E porque a mim também aconteceu deixo-te estas palavras, não de consolo querida, mas de fé.
Acredita, tudo passa, tudo se renova.
E o coração partido voltará a colar-se para viveres novas emoções.
 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Para quê querer encontrar palavras sumptuosas

 
... quando o que quero dizer é tão simples?
Para quê querer o extremo da perfeição se eu mesma estou repleta de defeitos?
Não, não me preocuparei em colorir os meus escritos com palavras magnificas, quando eu mesma não o sou...
Não quero mostrar o que não sou, não seria honesta nem comigo nem com quem me lê, e o mínimo que posso oferecer, é a minha honestidade....simplicidade....
Não sou mais nem menos que tu...sim, tu que me estás a ler, sou exactamente igual. Sinto, choro, penso, dou, recebo, sou odiada, sou amada, sou amiga, sou o que sou, e só assim sei viver...
Não sou um poço de virtudes, tenho obviamente as minhas fraquezas como qualquer mortal, mas existem aspectos que aprecio em mim. Sim, acredito que podes estar a chamar-me egocêntrica, mas acredita, não o sou. 
Ou serei? 
Se calhar até sou.
Gosto de mim, gosto que gostem de mim, e gosto mesmo muito de gostar. Mas não é fácil eu gostar. Para mim o gostar tem que ser sincero, genuíno. Quando assim é, quando assim o sinto, então dou tanto de mim..., e não preciso, acredita...não peço muito em troca. "Que modesta" poderás dizer. Não, não sou modesta, mas aprendi ao longo da vida a contentar-me unicamente com aquilo que realmente me querem dar. Se é muito...se é pouco...não sei, mas é o que para mim me satisfaz....o que me faz sentir...o que me faz sorrir...e acima de tudo...o que me faz viver!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Numa conversa alguém disse... e eu até concordei...


É preciso muita coragem para amar as mulheres marcadas pelo passado, aquelas de temperamento forte, mas de bom coração. 
Muito amor é necessário para curar as feridas e decepções.
Mas acima de tudo, precisas ser inteligente, porque elas são tão maduras e tão experientes que já não acreditam no que tu sentes, mas no que estás disposto a fazer por elas.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Amizades

 
Não posso dizer que me lembro exactamente do momento em que as conheci, mas sei perfeitamente em que contexto. E já lá vão cerca de 9 anos. Fases em que éramos muito próximas,  outras em que não nos víamos uns bons meses. Estranho não é?! Circunstâncias da vida, nunca por chatices. 
Ontem quebramos um desses desencontros vergonhosamente longos, e aproveitamos o fim do dia. Não demos conta das horas passar, tão típico nosso, e é por isso que gosto tanto delas.
Sempre nos entendemos muito bem. Imensos pontos de vista em comum, falamos de tudo de uma maneira tão fácil e o silêncio nunca é uma opção. 
É destas pessoas que valem a pena conhecer. Conversa puxa conversa e é como se ainda ontem nos tivéssemos visto. 23h00 - deixei-as em casa...

- ...o meu tempo é, de certeza, mais flexível que o teu, por isso marca isto mais vezes!

Sorri, como quem diz que sim.

- a sério, convidem-me! Convidem-me que eu vou!

E aí não contive a gargalhada. E só o jeito com que ela o disse o justifica.

***
Já vos disse o quanto gosto da Primavera?!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Sinceramente


...sinceramente, não tenho jeiteira nenhuma prá música. 
Sou daquelas pessoas que nem no duche deveria cantar e quando pego em instrumentos, ou é para estragar ou então para afugentar os bichos.
E estou cada vez mais certa deste meu 'handicap', visto que tenho a mania de bater sempre na mesma tecla, e isso não transmite boa musicalidade.
 Bons sons para os ouvidos são aqueles que fluem, que parecem levar-nos para longe de tudo o que nos rodeia e nos fazem esquecer as coisas chatas da vida.
 Mas comigo não... Eu, Isa Maria, aqui assumo que sou uma Pianista de Piano de uma só tecla. 
Enquanto aquela tecla não está aprendida, compreendida, absorvida e esmifrada até o tutano, eu não descanso e não a esqueço.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

O que fazer quando





 Estamos na cama a pensar em...
 comer uma enorme fatia de pão quentinho com manteiga.
Saímos a correr em direcção à cozinha e devoramos... um kiwi.

E no seguimento vestimos um belo fato de treino e vamos pró gym.


 Isto tudo antes de ir trabalhar.
Mereço um prémio!