sábado, 27 de maio de 2017

Amar



A forma como se agarra e exprime o amor leva-nos a pensar na liberdade de amar… será que devemos aprisionar quem amamos? A forma como queremos que nos amem deve partir do outro pela paixão a nós… é sempre um acto voluntário e temporário… pois só existe enquanto se sente, enquanto se quer, enquanto existe ilusão de amor… a livre vontade de amar representa a verdade e a beleza do amor… sem restrições nem preconceitos

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cenas minhas

Imagem meramente ilustrativa


Quais são as probabilidades de se passar com o carro quase todos os dias por cima do mesmo buraco .
Poucas, dizem vocês.
Muitas digo eu.
Passo a explicar:
Numa rua paralela à minha, existe um buraco na estrada desde o séc. XX, no Verão é tapado mas mal chegam as primeiras chuvas lá se vai o tufo todo com a água, o que me leva a crer que o tapam com areia da praia e saliva, tal é a fragilidade do produto.
Mas não interessa, porque o buraco já passou a ser património lá da vizinhança e até levaríamos a mal se alguma vez o tapassem com alcatrão.
Adiante…
Como a minha rua só tem um sentido, eu preciso passar por lá pelo menos duas vezes ao dia e posso garantir-vos, raramente o falho.
É algo que não consigo explicar, até me lembro dele quando saio de casa mas a coisa é mais forte que eu, e quando dou por isso já lá estou dentro.
Vá… não venham já os machos Alfa acusarem-me de não saber conduzir só porque sou mulher, porque modéstia à parte até conduzo muito bem, e já vi muitos Fittipaldi’s fazerem o mesmo.
O que me aflige mesmo nem é a suspensão do bólide, o que me aflige é não saber até ponto a nossa atracção (do buraco e da minha pessoa) não será caso para terapia.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Mau feitio e outras cenas...


Normalmente não sentimos simpatia por pessoas com mau feitio, mas de alguma forma sentimos algo parecido com empatia.
Porque, mais tarde ou mais cedo, acabamos por lidar com pessoas com um carácter mais difícil. Ou temos alguém na família que é assim. Ou aquele amigo ou colega que tem bom coração, mas que temos de lidar de forma mais comedida... Faz parte.
E eu, uma pessoa muito simpática e sempre muito amiga, de quem eu tenho perfeita noção que é fácil gostar, não tenho o melhor feitio do mundo.
Sou explosiva, impulsiva, intempestiva e todas as coisas acabadas em -iva difíceis de controlar.
Sou a pessoa mais disponível do mundo para ajudar, mas não me pisem que rodo logo a baiana forte-e-feio!
Mas mais uma vez o belo do cliché: o tempo mudou-me um pouco.
Fez com que aprendesse a controlar-me. Ainda que há coisas que não consigo nem quero mudar... E uma delas é fingir que gosto de alguém quando não gosto. Não somos obrigados a gostar do mundo inteiro, certo, mas uma das coisas que sempre me custou imenso absorver era o porquê de certas pessoas, às quais jamais tinha feito algo de mal, não gostarem de mim. Porque se há coisa com a qual eu não sei viver é com a dúvida e com a injustiça... E se não gosto de alguém, tenho motivos para tal. Porque me magoou, porque me traiu, porque me mostrou um sorriso rasgado que escondia falsidade... Na verdade, se sei que alguém não gosta de mim, não me tira o sono, mas faz-me pensar.
E ao fim de tantos anos eu lá concluí. Foi tarde, mas foi. Concluí que há sempre um motivo para alguém não gostar de nós. Que não há o não gosto porque sim. Que não podemos detestar uma pessoa ao primeiro olhar. Porque hoje não vivo sem pessoas de quem não gostei à primeira vista e já perdi pessoas que amei de imediato.
Comigo? Simples. Sem pretensão. Quer na vida pessoal, quer na profissional, na grande maioria das vezes, não gosta de mim quem não me consegue vencer.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Coisas minhas



Gosto de ter a «casa arrumada».
Não fazeres mais parte da minha vida, arquiva muita coisa.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Existem experiências que vivemos que deixam um travo amargo na boca...





Ou porque ficou alguma coisa por dizer, por fazer ou falamos mais do que devíamos ou fizemos o que achávamos que não devíamos ter feito.
Depois vem aquela sensação de que afinal as coisas tinham que ser assim, e vais interiorizando este pensamento, este sentimento.
O que pode começar com o conformismo, passa para uma quase certeza, e moras ali... devagar, ao sabor do vento até que ele sopra um dia de tal forma forte que se varre de dentro de ti.
E é quando sentes que tudo está no seu lugar, que não poderia ser de outra maneira, que de facto tinhas que passar tudo aquilo, que sentes paz interior.
E nem uma tentativa de contacto disfarçada de preocupação abala essa certeza.

sábado, 20 de maio de 2017

Na voz de quem sabe escrever




Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada.
Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe que a cada dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranquilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto.
Ele nem imagina quanta coisa pude planear durante esses dias todos e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim.
Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor, ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura.
Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.

Marla de Queiroz

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Hoje não quero falar sobre...






... sobre o facto de estar um Grilo sediado no toldo da Ourivesaria que se encontra por baixo da varanda da cozinha de minha casa.
Ora seria tudo muito lindo se o Grilo não fosse um histérico e, mesmo com as portas do meu quarto e da cozinha fechadas, eu não o ouvisse.
Sim, é muito lindo viver no campo e ouvir o piu piu piu dos passarinhos, o cucurru das rolas e o cri cri cri dos grilos mas.... por isso eu não vivo no campo.


Portanto Sr Grilo, EU GOSTAVA DE DORMIR SE FIZESSE O OBSÉQUIO. AGRADECIDINHA.


O fdp, cabr@o do bicho deve ser tenor. Irra que não aguento isto... E se ele fosse dar à luz para outra freguesia hein?


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Coisas que me aceleram os batimentos cardíacos



Pessoas que não sabem o seu lugar e pior, que não respeitam o lugar dos outros.
Pessoas de cara emburrada todo o dia só porque acham que as outras têm que ser só e só e só amigas delas...
Pessoas que fazem peixeiradas sozinhas no meio da rua e dizem que não querem armar escândalo...
Pessoas que fazem comentários inconvenientes apenas e só porque nada mais têm a dizer...
Pessoas que pensam, acham e firmemente acreditam que o mundo gira à sua volta...
Pessoas que tudo fazem para discutir, para enervar os outros, para nos fazer passar da marmita e gritar...
Pessoas que não sabem que ninguém é exclusivo de ninguém e que o coração humano é tão grande para albergar quem se sabe dar, quem sabe receber sem nada em troca pedir..

Sabem do que estou a falar presumo...

Caso para repetir o que um amigo meu diz: 
"Pá, se não a andas a comer, não tens que a aturar".

Mai nada!


O que vale é que é quase sexta vá :)