quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Para mim as pessoas não mudam, aprimoram.
Chamem-me inocente, crédula ou cínica a verdade é que para alguém como eu que não entende certos comportamentos mundanos (ou humanos) atitudes de variação de personalidade têm apenas um nome.
Falsidade.
O facto de mostrar o que realmente sou tanto a quem me conhece hoje, como a quem me conhece há anos faz de mim inevitavelmente mais odiada que amada.
Digo o que penso, se calhar não da maneira mais soft confesso, mas quem comigo lida sabe que o que espera hoje será exactamente o mesmo que terá amanhã.
Quando não quero que saibam ao certo como sou... Não mostro...não falo...observo.
Não entendo, aliás sinto-me mortalmente ofendida quando lido com pessoas que de um momento para o outro viram o discurso com uma velocidade de fazer inveja a qualquer político deste país.
Palmadinhas nas costas tendem a ter para mim hoje em dia a mesma consistência de facadas profundas e acutilantes que nos tiram o fôlego e mesmo quando num momento de profundo desespero dizemos que não tornamos a cair no mesmo...ou que confiamos pela última vez a verdade é que acabamos sempre por voltar a ser facilmente iludidas porque queiramos ou não temos a terrível mania de achar que quem nos rodeia se rege pelos mesmos ideais que nós.
O problema? É que continua a doer como o caraças... e eu pergunto-me será inocência minha ou apenas teimosia que teima em cegar-me quando na minha frente continua a desfilar exemplos intermináveis de personalidades que nada são o que mostram e que quando mostram a real face fariam as crianças do mundo comer a sopa sem ser preciso insistir muitas vezes.
Enfim...nestas alturas o ideal mesmo é fechar os olhos e recordar aqueles...poucos que nos fazem sorrir de uma maneira tão pura que chega a ser simples!
Porque verdade seja dita não existe nada mais fácil que fazer alguém sorrir quando se o faz com sinceridade.

Bons sorrisos... que sejam como os diamantes...eternos!


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Quarta feira é dia de recordar Paris...
Hoje falo-vos de Jacques Brel, que não sendo francês (era belga)deixou um vasto espólio para a música francesa.

"Ne me quitte pas" é talvez das melodias mais conhecidas deste senhor, o que pouca gente sabe é que ele escreveu esta canção sentado na esplanada do Café Au Rêve, que fica na Av. Junot, dali ele avistava o apartamento da amante, a actriz francesa Suzanne Gabriello.
Que o abandonou em 1959 depois de ele a ter obrigado a abortar, já que não queria abandonar a esposa Miche.


(Jacques e Suzanne)

Anos mais tarde Brel disse numa entrevista que esta não era uma canção de amor, era a história de um fracassado, de um imbecil, de um covarde...

Mas o facto é que ele a cantou com alma...com amor...com paixão...


terça-feira, 29 de outubro de 2013




“Se há pessoa que recordo que esteja sempre bem disposta, é a ........!”
 É muito bom escutar isto da boca de uma grande amiga.
É sempre bom saber que aparento boa disposição e  que a  distribuo por todos.  Talvez sejam estes bons pensamentos que me dão força para continuar a ser quem sou, e continuar a aceitar bem a vida, com todos os obstáculos que ela me impõe.
Vou lutar para continuar a estar sempre bem disposta, por muito que o estado de espírito não seja o melhor. Porque sou uma pessoa positiva e acredito que se pensar que tudo irá correr bem, irá mesmo!
Mas, se por acaso correr mal, é porque assim tinha de ser e eu sou forte para superar mais barreiras.
E quando chorar, não faz mal.
Não é sinal de fraqueza, porque um dia disseram-me que também os fortes choravam e esses é que são os verdadeiros.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013


Qualquer dia destes fujo, mas fujo mesmo.
Não me interessa o rumo, quero apenas fugir.
Despegar-me da vida que tenho, começar de novo com uma nova identidade se for preciso.
Deixar tudo para trás.
Não quero conhecer ninguém.
Quero ser eu sozinha num mundo que tenciono explorar.
Sem conhecidos, muito menos amigos.
Não quero amparos velhos, quero antes um novo conforto.
Quero escolher e não ser escolhida. Inventar sem me magoar. Largar toda esta rotina viciante que me faz mal. Quero ser livre, pois aqui sinto-me acorrentada a tudo e todos.
E que ninguém sinta que parti, quero desvanecer, evaporar no ar.
Quero deixar de existir aqui. Quero renascer acolá.
Quero ser o motivo da minha própria felicidade, quero  ser eu a moldá-la, sem influências de ninguém.
Quero desistir do que me deixa triste, lutar pelo que me fará feliz.
Arriscar, com todas as consequências.
Desprender-me de mim, renovar o meu eu.
Quero nascer de novo. Mas lá; não aqui.



sexta-feira, 25 de outubro de 2013


Quando as palavras são desnecessárias...  # 2



Resolvem-se muitos problemas com um sorriso, mas evitam-se muitos mais com o silêncio...

{BOM FIM DE SEMANA}

Estão a ver?... É por estas e por outras que é melhor estar só!

Li ali ao lado, na tasquinha da Liz, que o casal aqui de cima
separou-se, segundo o DN houve mesmo agressão física e queixa na PSP.
Agora a moçoila tem a casa guardada 24 horas por dia, não vá o garanhão do Carrilho voltar à carga...
Tanta hipócrisia... ah e tal... não me importo nada de ver a minha mulher quase mostrar as mamas nos Globos de Ouro da Sic, nem tão pouco me chateia que os vestidos tenham rachas até ás orelhas...
E depois, no aconchego do lar, pimbas!!
Homens... Oh raça...

- Já superaste?
- Não!
- Mas estás sorrindo…
- É hábito!
- Sorrir?
- Fingir!


 Não demonstrar
não significa não sentir! 


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

É oficial... estou assustada!


Na semana passada foi a rosa (ó p'ra ela toda lindinha)
Hoje foram folhados de Olhão...

Algo está a acontecer no reino da Dinamarca, só ainda não decidi se quero saber o que se passa!
(Alessandra Ambrósio)


Cresci a ouvir a minha mãe dizer-me sempre o mesmo:
" Usa sempre roupa interior bonita! Se não o fizeres e  te acontecer algo (acidente/atropelada... que mãe simpática que tenho) e te levarem ao hospital ainda vais morrer de vergonha com o que trouxeres vestido por dentro..."
Eu tenho sérias dúvidas que em qualquer uma das situações em que me atirassem para dentro de uma ambulância a minha maior preocupação fosse a roupa interior. Mas em todo o caso é sempre melhor aparecer no nosso melhor, seja em que condições forem... Por isso dou-lhe razão.
É melhor deixar as meias rotas, as cuecas desfiadas e os sutiãs desbotados de lado!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Hoje dou inicio a uma rúbrica de música francesa dos anos 60/70

Para mim foram os seus melhores anos.

Aproveito e dou-vos a conhecer um pouco da cidade que me acolheu durante grande parte da minha vida:

PARIS

musique #1



Começo por  "Shahnour Vaghinagh Aznavourian", mais conhecido como Charles Aznavour
um francês de ascendência romena que deu à musica francesa um dos seus maiores êxitos:
"La Boheme"

Quem já teve o previlégio de passear pelo rio Sena nos famosos Bateaux- Mouches, conhece de certeza esta famosa canção.
Escutem com atenção e olhem para as belíssimas  imagens da cidade do amor!  


Quem nunca sentiu medo?
Quem nunca sentiu aquele frio na barriga numa noite escura… (não, não falo de paixão)
Todos temos medos, alguns mais complexos que outros, medos que  vão desde a simples barata ao medo de morrer.
Basicamente temos medo de tudo o que não conhecemos.
O desconhecido é um desafio, e os desafios estão ligados ao medo…
Quando se é adolescente vive-se com mais intensidade, logo os medos têm tendência a piorar. Existe uma evolução, deixa-se de ter medo dos monstros e passa-se a ter medo das pessoas, se bem que nesta fase o nosso maior medo é de ser rejeitado.
Eu pessoalmente tenho um medo enorme do escuro, parece ser um medo tonto, não é verdade?
Mas não é…
No escuro habitam as criaturas mais sombrias que existem, aquelas que a nossa mente guarda, e que deliberadamente liberta na escuridão da noite.
Daí o meu medo… é no escuro que tudo o que penso se vira contra mim.

terça-feira, 22 de outubro de 2013


Nem imaginam o que me irrita a falta de certezas, o nem sim nem não, o balancear sem saber para que lado pende a coisa, a indecisão, a falta de atitudes transparentes que iluminem e minha cabeça que gosta de coisas claras e bem definidas.
Estou cansada de tentar adivinhar, para bruxa não tenho jeito e a minha intuição feminina anda pelas ruas da amargura, talvez porque a minha antiga e natural perspicácia tenha sido substituída por um torpor natural e confortável que me impede de exercitar os meus dotes de mulher que em tempos idos, conseguia através de um olhar, ou de um gesto vislumbrar o que estava para além das palavras.
E nesta moleza mental continuo sentada aqui, esperando não sei bem o quê e nem me apetece saber porquê.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013


- Costumavas ser mais forte!
- Eu costumava ser tantas coisas...
- Deixaste de ser?
- Cansei de ser!
           
                       {...} 

 

             


Podes invadir o meu espaço, ou até podes chegar delicadamente, mas não tão devagar que me faças dormir.
Nunca grites comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Normalmente acordo de bom humor, mas deixa-me ao menos escovar os dentes...
Toca-me nos cabelos e mente-me sobre a minha estrondosa beleza.
Espero que tenhas vida própria, e que me faças sentir saudades.
Faz-me rir, mas não me contes piadas preconceituosas, detesto!
Espero que viajes muito antes de me conhecer, que já tenhas sofrido, para reconheceres em mim um porto de abrigo.
Acredita nas verdades que digo, e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Se eu estiver triste respeita o meu choro, volta só quando eu te chamar, e não me obedeças sempre, ás vezes gosto de ser contrariada. (Então fica comigo quando eu chorar, combinado?)
Espero que sejas mais forte que eu e menos altruísta!
Não te vistas sempre bem, gosto de camisas por fora das calças, gosto de ver braços, pernas e pescoço a descoberto.
Espero que gostes de ler e escolhas os teus próprios livros, que ames a noite sem te escravizares nela.
Não quero que sejas meu pai, nem meu filho, escolhe um papel para ti que ainda não tenha sido preenchido.
Enlouquece-me nem que seja uma vez por mês.
Que gostes de música e de sexo.
Não inventes de ter muitos filhos, de me levar à missa, ou de me apresentar a toda a gente... veremos depois.
Deixa-me conduzir o teu carro que tanto gostas, quero ver-te nervoso, inquieto...
Olha para as mulheres bonitas, sai com os teus amigos, façam  e digam disparates juntos.
Não me contes os teus segredos, faz-me massagens nas costas... não fumes, não bebas em excesso.
Chora quando tiveres vontade, prometo secar-te as lágrimas.
Mas se nada disto funcionar... experimenta amar-me!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Coisas que me fazem sorrir...


Saio para tratar de um assunto, e quando volto encontro uma rosa no meu gabinete.

É a vantagem de trabalhar só com homens, estragam-me com mimos :)

Na voz dos outros # 2


"Às vezes, lavando as mãos sujamos a consciência."
[Autor Desconhecido]

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

"Estórias na 3ª pessoa"


Levantou-se da mesa quase involuntariamente, retirou o copo e o prato e coloco-os no lava-loiça. Não lhe apetecia lavá-los, quis deixá-los ali para dar a impressão que ainda havia vida naquela casa.
Sentou-se no sofá e olhou para o retrato na parede, nele ainda restavam seus pais e seus avós.
Aconteceu tudo tão rápido que ela ainda não aprendeu a lidar com a situação.
Num dia estavam todos juntos a almoçar, conversando sobre banalidades, rindo…
Num outro dia só sobrava ela, e como se culpava por não estar naquele carro naquela factídica hora, até hoje lamentava o facto de não ter morrido com eles.
Agarrou no casaco e saiu. O dia estava escuro, o nevoeiro cobria o horizonte de tal maneira que nem se conseguia ver o fundo da rua. Sentia o frio entranhar-se na pele outrora rosada e hoje tão pálida. Não conseguia ver o caminho, mas ela conhecia-o bem demais para se permitir errá-lo.
Dobrou a esquina e parou em frente a uma casa antiga pintada de azul-bebé. Era ali que passava as tardes depois da escola, entregue aos mimos dos avós. Sorriu melancolicamente, só hoje se apercebeu de como era feliz nessa época.
Mas tudo isso fazia parte de um passado que ela teimava em não deixar esquecer.
Já tinham passado mais de dez anos,mas ainda se lembrava de cada detalhe como se fosse hoje.
O acidente, os jornalistas, o funeral, naquela época tudo lhe parecia tão confuso, afinal era só uma menina.
Só se apercebeu bem do estado que estava a sua vida, quando um dia foi jantar e olhou para a extensão da mesa e sentiu uma enorme solidão.
Estava irremediavelmente só! Mesmo rodeada de pessoas ela sentia o peso da solidão todos os dias.
Passados todos estes anos, a velha frase “A vida continua” ainda não faz o menor sentido.
Porque para ela aquilo não é vida. Considera-se apenas uma presença entristecida, moribunda que não consegue fazer a vida seguir.
Sentiu o aconchego das lágrimas mornas a escorrerem pela face, e pela primeira vez depois de tantos anos permitiu-se chorar. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013


PORQUE GOSTO DA SÉRIE FIVE-O


PORQUE O ORIENTE ME FASCINA...



E PORQUE ESTAMOS A MEIO DA SEMANA, E DIZEM QUE NO MEIO É QUE ESTÁ A VIRTUDE...



CONVOSCO... IAN ANTHONY DALE...
(catano, que post grande heim meninas)

Ele é silêncio e sorriso branco.
Não lhe vejo as asas mas sei que as tem.
Os olhos são castanhos,
doces e observadores, raiados de verde.
Parecem distraídos mas vêem-me a alma
E então olha para mim.
Num sorriso sereno chama-me em silêncio.
Não se move.
Está nu sentado e tem as pernas flectidas
Para que se pense que os anjos não têm sexo.
Mas a sua barba de 2 mm e os músculos denunciam-lhe o sexo.
Tem salpicos brancos pelos cabelos curtos...
Mais um indício de que tem sexo.
E volta a sorrir-me num ângulo que desenha sobre o ombro.
Tão perto mas de longe,num convite...
Olho-o silenciosa
Como se quisesse saborear o medo de descobrir a sua existência.
E então.... abre as asas poderosas...brancas de ternura
E envolve-me
fecho os olhos para o ver melhor
Dá-me tudo o que um anjo pode dar a um mortal
os beijos são tão suaves que não sei de durmo se
o sinto
tem braços quentes e protectores, tem lábios macios e húmidos,
tem dedos sensíveis, tem cheiro, aroma,
tem alma, respira, tem som, hálito...e boca
temperatura, pele, toque
Tem sexo!
E eu tenho tudo e
o céu ali ao pé de mim e em mim.
Abro os olhos... não morri....

Olho-o, sorri-me .... fecha as asas e adormece ao meu lado.

(reciclado do ano 2008)

terça-feira, 15 de outubro de 2013


Todos perguntam como estou, mas pouca gente sabe o que se passa cá dentro, aliás, atrevo-me a dizer que ninguém sabe.
Eu própria não sei.
Refugio-me nas palavras, entrego-me a letras, perco-me em labirintos de frases inacabadas.
Muitas vezes tenho na música a minha mais leal companheira.
Sempre me ensinaram que a vida deve ser regida pela sinceridade e integridade.
Mas existem verdades que devem ficar só para nós, guardadas no velho baú da consciência.
Verdades que devem ficar fechadas a sete chaves, completamente inacessíveis a quem se aproximar.
Verdades já obsoletas pelo tempo, verdades de ontem… mentiras de amanhã.
Pouca gente sabe de mim… eu não sei de mim… perdi-me!
Todos perguntam como estou:
“ Estou bem…”

"POLÉMICA NO TASCO"


Quem me conhece há mais tempo sabe que existem três assuntos que não costumo falar no meu blog, política, religião e futebol.
Salvo raras excepções, nunca toco nestes assuntos, porque são polémicos, porque são delicados e porque dá sempre azo a discussões inúteis.
Por norma evito estes temas, mas hoje decidi dar-me a conhecer um pouco mais, e como a tasca é minha e só cá vem quem quer, cá vai a polémica:
Política:
Tenho uma profunda admiração por dois homens que nunca conheci, Álvaro Cunhal e Sá Carneiro. Cada um deles por motivos diferentes, um porque lutou pela nossa liberdade, perdendo a própria, outro porque teria sido se o tivessem deixado um marco importante na nossa história.
Tenho um ódio de estimação por Mário Soares e José Sócrates. O primeiro grita aos sete ventos que lutou por um país livre, mas pelo que sei vivia em Paris num bairro chique, enquanto o Cunhal estava preso em Peniche. O outro é um megalomaníaco que resolveu abrir mais fundo um buraco já enorme. Enquanto o país se debatia com dívidas que não podia pagar, ele inventava TGV’s e aeroportos. (iremos pagar por estas decisões durante anos a fio)
Gosto (vá-se lá saber porquê) do Pedro Passos Coelho, acho que não é má pessoa, só fez escolhas erradas rodeando-se de pessoas incompetentes. Encontrou um país no lodo, uma Troika à porta, e um povo na miséria. Não sei se alguém teria conseguido fazer omeletes sem ovos, mas o povo já escolheu um tirano e ele é o PPC.
Futebol:
Sou do Benfica desde que me conheço por gente.
Gosto do Mourinho, gosto da personalidade forte que muitos apelidam de arrogância. Gosto das frases incómodas e do sorriso malandro.
Não gosto do Ronaldo, não o acho o melhor jogador, não o acho bonito, acho-o um metrossexual sem glamour.
Religião:
Sou católica não praticante, não sou fã da igreja enquanto instituição, acho-os hipócritas.
Não gosto de padres, nunca fazem o que apregoam.
Gosto do Papa Francisco, foi uma lufada de ar fresco que entrou no Vaticano. Espero que consiga limpar os cantos da casa, e volte a dar à igreja o simbolismo para que foi criada.

Agora que já fiz uma dúzia de inimigos vou ali reunir-me com o banco e já volto J


segunda-feira, 14 de outubro de 2013


Nunca fui pessoa de ligar muito à idade, nunca tive problemas com as rugas, nunca perdi tempo a pensar em plásticas, simplesmente aceito que o tempo passe naturalmente.
Nunca entendi as mulheres que desesperam só de pensar que estão envelhecendo.
É claro que sei que as coisas mudam, o tempo passa a correr e a jovialidade dos vinte dá lugar à segurança dos trinta, à maturidade dos quarenta, à sensatez dos cinquenta, à paz dos sessenta e por aí fora…
A partir dos sessenta os shots cedem lugar ás vitaminas, o Yoga dá lugar ao reumático, e a letra das bulas são cada vez mais pequenas.
Nada demais, apenas a vida a seguir o seu ritmo normal…
Dizem as más línguas (ou serão as boas) que o que não tem remédio, remediado está.
Então… bora lá ser feliz agora?

Não importa como foi a farra.
Desde que voltes para casa de cabeça erguida :)


(A ver se me lembro da próxima vez não beber caipirinha feita por um gajo que acha ser imortal)


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Quando as palavras são desnecessárias...  # 1



Resolvem-se muitos problemas com um sorriso e evitam-se muitos mais com o silêncio...

BOM FIM DE SEMANA A TODOS, DIVIRTAM-SE!


Não entendo o que existe nos teus olhos que faz com que as minhas mãos fiquem frias e húmidas,fazem-me querer fugir.
Dão-me vontade de te abraçar, e ao mesmo tempo de desaparecer!
Tenho vontade de te beijar, mas escondo-me e não te peço para ficar.
Nem sei se poderíamos nos encontrar.
Depois de termos tentado tanto nos perder...
Temo os teus olhos, porque temo que os meus me atraiçoem.
Temo que as mentiras tão cuidadosamente ponderadas sejam desvendadas.
Temo que as traições inventadas por mim para te afastar sejam descobertas...
Temo os teus olhos, porque eles descobrirão nos meus, o amor que sempre neguei!
Temo os teus olhos, porque amo o teu olhar e porque fico sem saber...
Se me escondo, ou se te peço para ficar!
De uma forma ou de outra.  
Será sempre domingo...

{escrito em 2007}

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Porque a Ponchita está a precisar espairecer

E porque eu também sei o que é bom.

Aqui fica algo que faz um bem à pele que nem imaginam.



(esta era a rubrica das sextas da Mam'Zelle, mas como ela anda entretida com fraldas e biberons, eu tomei a liberdade de plagiar)
:))

quarta-feira, 9 de outubro de 2013


Ultimamente a ideia de morte não me sai da cabeça, não sei se foi porque o meu vizinho casou, se pelo facto de ter visto o inicio de mais uma Casa dos Segredos.
Agora a sério, ando a pensar nisto há dias…
Dei por mim a pensar que se morresse agora ninguém sabia o que fazer comigo.
Sim, eu sei… enterravam-me já está.
Mas sinceramente não é isso que quero.
Então, como menina prevenida que sou, hoje telefonei ao meu advogado e marquei hora. Quero deixar tudo escrito e registado, não vá o diabo tecê-las à minha revelia.
Então vai ser mais ou menos assim:
Morro (esta parte era desnecessária, mas incontornável)
Tirem-me os órgãos todos (mas deixem os tecos, faço questão de os cansar bastante, por isso não estarão em condições para mais ninguém)
O que sobrar é para cremar, e as cinzas lançadas à Ria Formosa…
Não quero foto minha em cemitério nenhum, não quero flores (ofereçam-me agora que aceito)
Não quero homenagens, nem elogios pós vida, digam-me tudo agora, enquanto ainda posso escutar…
Lembrem-se de mim pelo sorriso, pelas palhaçadas, pela amizade que nunca neguei, pelas asneiras que fiz e que vos fizeram rir até doerem os maxilares.
Esqueçam os dias em que me viram chorar, em que a alegria dava lugar à dor… esqueçam esta parte…
E enquanto lançam as minha cinzas na Ria, espero ouvir a música dos Queen  “The show must go on”…
Porque é isso mesmo que vai acontecer, o Sol vai voltar a nascer no dia seguinte...



Eu desejo um amor que se adapte, que me sirva sem ser preciso ajustar, que se chegue ao meu corpo num encaixe perfeito.
Alguém que me faça sentir linda, mesmo nos meus dias mais feios.
Quero um amor delicado, quase infantil. Daqueles que nos fazem sentir borboletas no estômago…
Desejo mãos entrelaçadas, sorrisos, e abraços apertados…
Quero um amor que dê colo, mas principalmente saiba pedir colo.
Desejo um amor desajeitado, atrapalhado, palhaço…
Quero um amor confortável, que me ofereça o ombro e me beije sem eu precise pedir.
Desejo um amor prosista, que saiba conversar, que me encha de elogios espontâneos, que diga sempre o que sente.
Quero um amor romântico, não precisa ser piegas, mas deve ter rompantes de doçura.
Desejo um amor  franco que resolva as coisas, que não fuja, e se fugir que avise.
Quero um amor aliado, que me acompanhe a Paris e ao mercado.
Desejo um amor amigo que me entenda, que me descubra, que me disfrute, que aproveite a minha companhia e a adore.
No fundo quero e desejo um amor descomplicado,  decente, nobre…

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Na voz dos outros #1

Chega!!
"Há anos que peço um príncipe e só me mandam o Cavalo."
 (Tati Bernardi)



Em noites de insónia faz-se pão...
Nada a ver com príncipes, mas achei que devia mostrar a "obra prima" :)
Vá... não venham colocar defeitos, foi só o primeiro tá?

segunda-feira, 7 de outubro de 2013



Sou uma pessoa extremamente confusa e controversa.
Sou capaz de prestar atenção ao que não importa e esqueço-me de olhar para as coisas importantes.
Sou única… como tantas outras pessoas por aí…
Sei ser doce e amarga, depende do estado de espírito.
Sou feliz e triste…
Sou feia da forma mais bonita possível.
Sou uma egoísta que se preocupa com as pessoas por quem vale a pena preocupar.
Estou perto… mesmo distante.
Sou sincera, mas uma mentirinha para poupar alguém não faz mal.
Sou a medrosa com mais coragem que conheço.
Normalmente digo o que penso, às vezes sem pensar…
Sou uma pessoa pouco convencional que detesta o cor-de-rosa e adora o preto.
Prefiro umas All Star velhas a uns saltos altos. Prefiro calças a saia.
No fundo sou mais uma… por aí…

terça-feira, 1 de outubro de 2013


"Era uma vez uma mulher que abriu portas, muitas portas.
Era uma vez uma mulher que não fechava as portas, ela nunca fechava as portas.

Era uma vez uma mulher que pintava portas em paredes maciças.
Agora essa mulher fechou as portas, muitas portas
Agora essa mulher já não tem só portas fechadas, ela já não as vê mais.
Agora a mulher que pintava portas cansou do ofício - pintar portas envelhece as mãos,
Não só as mãos, mas todo o resto."

[li isto por aí e acho que faz todo o sentido]

Vemo-nos por aí... até um dia destes...


O mundo evoluiu, mas o ser humano estagnou.
Ficou com o rabo preso algures no séc. XX…
Nos séculos passados éramos mais educados, mais gentis, tínhamos mais respeito pelos outros, principalmente se eram mais velhos.
Por algum motivo que não entendo, o mundo perdeu referências de educação, gentileza e boa maneiras, já pouco se encontram mulheres damas e homens cavalheiros.
Eu noto isso no meu dia-a-dia… nos pequenos gestos, nas palavras, nos olhares…
Perdemo-nos…  e estamos a perder as nossas crianças…