terça-feira, 28 de junho de 2016

Parabéns...


Lembro-me de quando era criança e gostava de memorizar alguns versos.
Nada de especial...eram versos que todos diziam, mas eu achava na altura que era uma coisa muito importante de se saber.
Recordo com saudade alguns momentos, outros já nem constam do meu livro de memórias...
Lembro-me particularmente de um episódio que hoje quero partilhar.
Eu devia ter uns 4/5 anos, não mais.
Um menino da minha rua fazia anos. Tínhamos uma paixão louca um pelo outro. Andávamos sempre de mão dada, e dizíamos a todas as pessoas que éramos um "casau de mamuados".
Lembro-me que eu estava muito contente pelo aniversário dele, mas muito preocupada porque ainda não tinha pedido à minha mãe para lhe comprar a prenda.
Com a brincadeira, acabei mesmo por não pedir, e isso deixou-me incomodada, principalmente quando ele chegou perto de mim e disse: 
-E o meu presente?.
 -Espera um pouco volto já já.  
Corri para casa e apanhei um malmequer pelo caminho. Entrei, peguei numa caneta azul e tentei a todo o custo pintar as pétalas da flor. Claro que não saiu grande coisa, mas para mim, na altura, aquilo estava uma verdadeira maravilha.
Quando cheguei perto dele, além das mãos, tinha a cara e braços todos azuis.
Nunca esqueci este episódio.
Porque o escrevo hoje? 
Porque hoje uma pessoa amiga faz anos, e nem a prenda lhe comprei....mas ofereço-lhe uma flor azul, para que nunca se esqueça de mim! 
E uma flor é sempre uma flor....
Parabéns onde quer que estejas.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Ás vezes acho que faço parte dos grandes... depois acordo.




A sério??
Mas vocês não têm mais nada para fazer???

:))

[Obrigada, por todos estes anos de cumplicidade.]

sexta-feira, 24 de junho de 2016

...






Não me acostumo com este mundo de coisas caras, pessoas baratas e sentimentos em liquidação


Ita Portugal

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Na voz dos outros




Se depois de tanto procurares, encontrares algo dentro de mim, não mo leves. Pode ser a única coisa que me resta.

                                                                                                      
                                                                                                                 Fred Serras


sexta-feira, 17 de junho de 2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Jogos de bastidores



Nunca podemos pensar que só pelo simples facto de termos o Ás...podemos ganhar... É pura ilusão... O Ás não é tudo! Por vezes as cartas mais baixas conseguem grandes jogadas...quanto mais não seja...o factor surpresa!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Queres ser testemunha de Jeová? Eu? Nem sequer vi o acidente.

 
Hoje, terça feira, 9 da matina, aquele humor matinal que Deus me deu (ou terá sido Jeová?), um calor de morrer, uma vontade enorme de dar parte de doente e partir pró Quénia para dar biberon a hienas bebés, começo a aproximar-me da porta do meu tasco e vejo duas senhoras na porta ao lado.
E eu... caladinha que nem um rato, abro a portinha e ouço:
- A menina desculpe mas ninguém vive neste prédio?
- Hum, hã, pois que vive mas... (estava na fase em que os meus olhos decifravam uma Bíblia, saias compridas e a famigerada pastinha) têm mais para fazer do que as atenderem.
- Então mas porquê? Acha que chateamos as pessoas?
- (eu com aquela cara de mato-as ou faço-lhes o buço?) Nãoooooooooooooooo, lá agora, como podem prever é a coisa mais agradável do Mundo ter de parar com os nossos afazeres para ouvir coisas como o Mundo vai acabar, antes morrer a levar transfusões de sangue, e parvoíces tais.
Bom... eu disse o que tinha a dizer, levada pelo feitiozinho ligeiro incrementado pela hora matinal. A senhora foi uma simpatia, não me deu nenhuma revistinha para ler, contou-me a história de Alexandre O Grande (antes essa que a do Castelo Branco), disse-me que cantar os Parabéns era um ritual satânico, portanto estou a pensar amanhã cantá-los para pedir ao sr dos chifres para que no máximo às 2 da manhã desligue a tv da vizinha lá de baixo porque tá a fazer má vizinhança, e ainda me esclareceu, entredentes, que as relações sexuais não são só à quinta-feira. Ohhhhhhhhhhhhh e agora vamos gozar com o quê?
E assim como assim estive 1h a ouvi-las. Será que isto equivale a muitos anos de missa?

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A coisa complicou...


Este fim de semana a coisa foi séria...
Há muito tempo que não tinha uma relação tão intensa a três...
...............................
Eu, a areia e o mar...

Badalhocos!!! pensaram o quê?? 
Tudo de joelhos a rezar, já!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

...


Muitos têm o corpo que o sexo adora, mas poucos têm o cérebro que a alma precisa.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Sabes que eu não esqueci...



Das tardes enfiadas a estudar nas salas que se encontravam vagas no polo da Penha, eu explicar que era a lei da nacionalidade que se aplicava ao caso e tu questionavas porque não era a lei do território... Discussões interessantes... no final da tarde percebíamos bem melhor, confesso, graças à tua capacidade argumentativa...

De todas as vezes que, a passos lentos, nos dirigíamos para a pauta para ver se tínhamos um motivo para ir às compras ou deprimir no sofá da tua sala...

De todas as tardes passadas em tua casa que se prolongavam até à noite e a minha mãe sempre a perguntar porque não me mudava para lá...

Do suave cheiro a incenso que ardia sempre ao pé do televisor...

Das tardes passadas no shopping, sempre na mesma mesa, a nossa mesa... e ai de quem estivesse lá sentado...

Do fato de treino com sapatilhas e a mala muito clássica no teu braço... 
só tu!

Das conversas, das tuas explicações sobre o que tu achavas que era melhor para mim... sim andava à deriva e tu só me querias resgatar... Confesso que demorou mais uns anos sabes, até doer não pela minha mão, mas pelos gestos e palavras que nunca esperei experimentar e ouvir...

Do chá e das mantas pelo colo... Hábito que aprendi contigo e hoje mora em mim...

Da força que me transmitias, de como eu pensava que na altura que queria ter essa força, esse discernimento, essa coragem para enfrentar as coisas...

De todas as vezes que me dizias, Isa, és mole pá, és morcona, sai lá dessa concha que te envolve e sem medo tomas as decisões que tens que tomar porque o caminho não é por aí... como estavas certa...

Da alegria partilhada quando encontraste o amor... dos preparativos do casamento, procura quinta, procura vestido... e o vestido!!! Lembras da peripécia do vestido? Sais da loja depois de dizer que não queres porque não simpatizaste com a funcionária e dizes: Isa, mas é aquele vestido que eu quero, e agora? Agora, agora bora lá ir buscar o dito...

Da tua imagem à porta da igreja, das lágrimas por saber que irias para o outro lado do oceano... eu que era tão dependente... como iria viver?

Mas a vida continuou a passos lentos nos primeiros meses... mas contigo sempre no coração.

Da primeira vez que vieste de férias, fui ao aeroporto, corres e abraças-me antes de abraçar a tua mãe... e dizes: ai Isa, não imaginas como estou...

Das conversas retomadas no ponto que ficaram uns meses antes e tudo parecia igual.. tudo era igual... tudo É IGUAL... no meu coração.

Por isso, ainda que estejamos longe, ainda que uma imensidão de oceano nos separe, estás sempre aqui sabes? mas sabes mesmo?

Não penses que a distância fez esmorecer tudo isto que sempre nos uniu, a cumplicidade que nos envolve... e quando te dizia uma mentira dizendo, ah e tal tá tudo bem e tu dizias, vá lá , conta-me tudo...

Porque agora aqui está tudo bem mas anseio por te ver e dizer, vá lá Ana, conta-me tudo.

Esperam-te os meus braços e o meu ombro, desta vez quero sentar-me contigo e ouvir-te como tanta vez me ouviste a mim...



Quero muito...