sexta-feira, 31 de março de 2017

Vê se entendes uma coisa



...não existe mulher que se dá no primeiro encontro.
Existe mulher que faz sexo quando tem vontade.
Ela não se deu para ti. Ela não te pertence. Então não venhas com essa conversa  “ah e tal, ela deu-se para mim na primeira vez”. Porque na verdade ela não é tua.  Ela não conta primeiro, segundo ou terceiro. Ela apenas valoriza momentos, valoriza conversas, sorrisos, olhares….
Se ela fez sexo contigo foi porque quis. Nem vale a pena pensares que ela o faz com todos, até porque isso nem é da tua conta.
Tu não a “comeste”, ela ainda está inteira, ainda se ri dos mesmos disparates, ainda lê os mesmos livros antes de dormir, ainda sai com as amigas ao fim de semana e almoça na casa dos pais ao domingo.
Ela não saiu para a rua gritando aos quatro ventos o quanto és mau na cama pois não? Então porque raio vens tu dizer a meio mundo que a “comeste”?
Se ela não te telefonou a perguntar se foi bom, é porque ela não precisa da tua aprovação, porque se tiver sido bom para ela, vai acontecer de novo.
Não, não estava bêbada, ela fez porque quis, porque tinha vontade, por isso não saias por aí dizendo que a vais ter quando quiseres. Porque ela gosta de se sentir ligada à alma de alguém, de sentir calor, de olhar nos olhos, de sentir prazer físico e emocional, se isso não aconteceu, então meu amigo, garanto-te que não a vais ter de novo. E nem adianta implorar ou enviar flores
Por isso meu rapaz, vais continuar a perder o teu tempo falando das mulheres que dizes que comeste, vais continuar perdendo tempo achando que ganhaste alguém. Vais acabar sozinho, não tens capacidade para te conectar com as almas das mulheres, e isso é imperdoável.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Duas coisas sobre mim que não devem contar a ninguém...






1) Entro especialmente em introspecção quando conduzo.

2) Tenho um gosto musical que varia entre a possibilidade de conquistar um homem extremamente sedutor, ou um travesti de Panamá.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Coisas minhas...



Fui encontrar-te apenas por descargo de consciência. Por respeitar o que fomos um dia e saber que ainda poucos te conheciam como eu. Fui por não conseguir dizer não, mesmo sabendo que não devia.
Entrei no carro e ao olhar-te pela primeira vez, em segundos, na minha cabeça,  passaram os anos em que não nos vimos.
«Abraça-me.»

Abracei-te, e por minutos lembrei-me  dos anos em que existíamos juntos.
Não me demorei muito. Falamos do essencial, do que se passava, do que te faltava, do quanto te iria faltar. Da saudade que nasce e não morre. Da incapacidade de não deixar partir. Falamos de ti.
«É melhor ir-me embora. Espero que fiques bem»
E abrindo a porta, de costas voltadas, ouço o meu nome. 
Como é estranho ouvir-te chamar o meu nome.
«Sim?»
«Estás tão bonita.»
Sabes que não sou de meias palavras.
«Devias tê-lo dito quando eu ainda acreditava. Mesmo que até fosse mentira. (suspiro) Agora é tarde demais.»
Nem tão pouco te olhei, quis que te custasse menos. 
Eu sei, dói perder a razão e outras coisas mais.
Continuei, saindo para a minha vida, deixando-te ficar na tua.
Não tenhas saudades minhas.
Jamais poderia ser de outra maneira...

terça-feira, 28 de março de 2017

Tenho 2 fetiches. Bom tenho mais uns quantos mas isso agora não interessa nada.





Ora bem.... Um deles é:

Entro no restaurante do Ramsey. Peço peixe. O peixe vem para mesa. Eu abro o peixe. Chamo o cozinheiro, o Ramsey himself, of course. Quando ele se me 'aprochega', eu levanto-me, pego no peixe, mando-o ao chão e grito: 
"It's raww. Rawwwwwwwwwwww!". 
LINNNNNNDO! Dou gargalhadinhas parvas só de pensar nisso... ihihihihihiiiihihiihih! 

O outro é:
Sou mandada parar pela Policia. Pedem-me os documentos. Mostro-me nervosa. Saio do carro e mantemos este diálogo: Sr Guarda, faça o que quiser mas não vá ao porta bagagens"
Mas porquê?
Não vá...
Mas porquê?
Porque eu tenho lá a Maddie!
Ele dirige-se ao porta bagagens (penso eu, porque com a autoridade Portuguesa já não duvido de nada), abre-o e vê que não está lá nada. Faz uma cara de parvo, que não é difícil e pergunta: Então onde está a Maddie?
E eu: Ah raça da gaiata que já se me fugiu outra vez!
A história a partir daqui poderia ter muita ou pouca piada, dependendo do vento....
E pronto, foram estas as minhas ideias doentes dos últimos tempos. Agora vou almoçar um tamboril com cara de charroco.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Estar solteiro incomoda muita gente, estar solteiro e feliz incomoda muito mais...





Existe algo mais chato que  aquela pergunta da tua tia durante um almoço de domingo:

E namorados, há?

Existe sim, aquela amiga que não vês há séculos, encontra-te na rua e manda aquela típica frase: Então? Estás a namorar?

Eu gostava de fotografar aquele momento, guardar para sempre a cara de decepção das pessoas quando respondo que não.  E depois vem uma ou duas falas típicas do género: ah , mas és tão bonita, como é possível não teres ninguém? Ou quem não escolhe, acaba escolhido… 
Esta conversa no mínimo dá-me vontade de rir.

Esta visão errada das pessoas de que quem está solteiro necessariamente está sozinho, mostra a visão distorcida do amor. O amor não é uma questão de tentativas com medo de ficar só. O amor nem de longe é refugio ou abrigo por medo da solidão.  As pessoas colocam a responsabilidade de serem  felizes nas mãos dos outros, acham que um relacionamento é a chave para aliviar a angustia, tristeza e dor. Mas antes de sermos um bom par, temos de ser um bom ímpar, temos de gostar da nossa companhia, e principalmente gostar do que vemos no espelho. Ter orgulho na pessoa incrível que nos tornamos. É fundamental nos amarmos.

Estar solteiro não é nem de longe o mesmo que solidão.

Tudo tem o seu tempo certo. Eu não quero alguém para sarar as minhas dores, curar as minhas feridas ou me completar. Eu quero companheirismo, eu quero tempo de qualidade.

Dispenso desculpas, falta de interesse e o medo de embarcar. Eu quero alguém disposto, alguém  que me traga certezas em vez de dúvidas, alguém que apareça ao invés de desaparecer sem sequer dizer o porquê. Eu estou solteira e estou feliz, porque não há nada pior que me sentir sozinha mesmo tendo companhia.