segunda-feira, 29 de junho de 2015

É isso aí...




Ele quer, ela também, ninguém demonstra, nada acontece.

Na voz dos outros




"Existem certas horas na vida, que precisamos desapegar de certas coisas, deixarmos livre, pararmos de esticar a linha. A vida também exige renúncias. Temos que saber quando é a hora de colocarmos um ponto final! A vida é feita de ciclos e temos que aceitar quando a etapa termina. Se libertar daquilo que já foi bom, mas no momento está nos fazendo mal. Desapegar muitas vezes é dar tranquilidade para o espírito. Paz para o coração."



Gláucia Silva da Costa


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Gosto tanto...

De pessoas coerentes, de opinião formada...
Senhoras de si.
Sabem?
Aquelas de personalidade forte. 
Tão forte... mas tão forte...
que dizem mal nas costas e se desfazem em elogios pela frente.


A sério, gosto mesmo...
Gosto tanto delas (pessoas), como daquelas  vegetarianas que não comem carne porque têm pena dos animais e a seguir matam um mosquito.
É nestas alturas que dou graças a Deus não andar armada.

Essa coisa dos feitios dão-me cabo da cabeça.


E o meu então... nem se fala.
Principalmente agora que ando a dar uma de anti-social.
Eu nem sei porquê.
É uma coisa que me consome, mas não vale a pena matutar no assunto porque não muda.
Parece que quanto mais velha fico, menos gosto de certas pessoas.
E quando essas pessoas falam comigo fico a pensar...
"Mas se eu não falei contigo porque raio estás a falar comigo? "
Sabem, eu sempre fui um bocado claustrofóbica, por isso não gosto nada que invadam o meu espaço.
E tirando aquele punhado de pessoas de quem eu gosto muito, mesmo muito with all of my heart, isto está cada vez pior senhores.
Como diria a outra: quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais.
Irra...


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Às vezes sabedoria é apenas calar e observar.

William Shakespeare



Coisas minhas...

Gosto tanto da minha capacidade de me surpreender a mim própria, all the time.
E de ouvir da minha boca, coisas que julgaria impensáveis.
Com tanta vontade.

E à-vontade...



Só não sei se lhe chamo coragem ou loucura.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Gostava dele...

A sério... gostava mesmo, achava-o o Clooney português


Mas com novo visual na novela da SIC... está intragável.

Misturaram um moço da Baía de Cascais, com um gay virado pró ruivo  e deu nisto...


Unlike... Samora... unlike...

Estou cada vez mais tentada a emigrar...

...e como Portuguesa que sou,

estou a pensar investir numa padaria (de luxo) no Brasil, São Paulo.


Qual dos nomes vocês aconselham?


1. O pão que o diabo amassou;

2. Não há pão para malucos;

3. Quem dá o pão, dá o pau.


(Aviso que estou com 38 graus de febre, não sou responsável pelas baboseiras escritas)

terça-feira, 23 de junho de 2015

De acordo com a opinião da maior parte das minhas ilustres leitoras...

O amor é cego...


Ora... se o gajo é cego... o melhor é apalpar.

Certo?

Pois tá claro.... 

Quando digo que as minhas amigas são quase todas meio doidas ninguém acredita...

Senão vejamos...


A conversa de ontem era sobre grandes declarações de amor, cada uma contava a sua experiência, umas mais lindas que as outras...
Eis que a meio da conversa uma das minhas amigas vira-se para nós e diz:

Ainda me lembro da primeira vez que vi o G., achei-o feio, estranho e  meio vesgo. Mas conseguiu fazer-me ficar sem ar, e aí eu tive a certeza que o meu filho nasceria feio, estranho e meio vesgo.

Oh o amor é tão lindo…
E a louca sou eu... pois tá claro...

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Quem diria que...

...tenho duas coisas em comum com o maior pugilista português da actualidade.


{Bento Algarvio e Ricardo Ferro}



Sabem o quê?????

Sabem???

Ginásio e o PT

Estou no bom caminho, certo??? :))

Efeitos secundários




Algumas pessoas que passam por nós, brincam com os nossos sentimentos, emoções e deixam cicatrizes invisíveis. 
Então vamos ficando mais fechadas, mais reservadas, com medo de magoar e de ser magoadas.
Ficam sentimentos de revolta, mágoa, ficamos mais agressivas com quem não tem culpa e muitas das vezes mais frias com quem não merece. 
São as mudanças que ficam das lições de vida. 

domingo, 21 de junho de 2015

sábado, 20 de junho de 2015

Factos...



A "amizade" é igual às malas Louis Vuitton; 
Toda a gente tem, mas poucas são verdadeiras.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Bom fim de semana a todos



As conclusões a serem daqui retiradas são da inteira responsabilidade das vossas mentes perversas.



Para mim, o mundo divide-se em três tipos de pessoas...



Aquelas que escrevem "blogue", aquelas que preferem "blog", e aquelas que têm juízo e nem sequer sabem o que isso é.



(Eu só começo a escrever "blogue", no dia em que se começar a escrever "internete".)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Na voz dos outros



"Tenho que parar de associar música com pessoas. 
Um dia a pessoa faz merda e estraga uma música que eu gosto.” 



Tati Bernadi.

São 10:30, mas no relógio de pêndulo podiam ser... vá... 14:20

Meninas...olhai para os ténis do moço...


{Só para os ténis... ou então há penitência garantida.}

Estou choc(ada) com tanto rosa...


Ai Falcão, Falcão... Mais um pouco e destronavas o Nelson Évora.




Estamos na era do...


...'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de carácter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Esta é a era dos dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. 
Esta é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". 
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa.

George Carlin

terça-feira, 16 de junho de 2015

Estou desconfiada



...que meu sono me trai, passa o dia todo comigo e a noite desaparece...



Recados



Algumas pessoas  escrevem pela arte, pela linguagem e pela literatura.
Esses sim, são os bons.
Eu apenas  escrevo para fazer afagos.
E porque eu tinha de encontrar uma forma de poder  alongar os braços, e estreitar distâncias.
E existem muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez).
Muitos escrevem grandes obras.
Eu só escrevo pequenos bilhetes para escondê-los com todo cuidado debaixo das portas.

Alguns são encontrados, outros nunca foram lidos... e assim se perdem sinais de esperança.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Mapa de ti...



O meu sítio preferido não é no Porto nem em Lisboa. 
Não é em Paris nem no Rio de Janeiro. 
O meu sítio preferido é aquela curva que vem do teu ombro e vai para a tua barba. 
O meu sítio preferido é onde me encaixo, onde sinto o teu cheiro, onde roço a tua barba e toco a tua pele. 
No meu sítio preferido não chove nem faz sol. 
Não faz frio nem faz calor. 
No meu sítio preferido há poemas no silêncio, silêncio nas palavras. 
O meu sítio preferido és tu em mim e eu em ti. 
Em qualquer lugar.
Até no mar...

A Christina Aguilera disse...

"There's nothing more dangerous than a boy with charm."


E eu até que acredito!

Alex O'Loughlin


Não precisa ser lindo de morrer, não precisa ter "aquele" corpo que nos faça babar que nem um São Bernardo... basta ser... vá... 
"normalzinho" 
mas se tiver "aquela" dose de charme... 
É tiro certeiro. :)

domingo, 14 de junho de 2015

Na voz dos outros



Mulher madura, moderna, inteligente, criativa, bem humorada, prendada, carinhosa e vaidosa.... 
Qualquer homem quer.
Mas esse tipo de mulher é muito exigente, não quer qualquer um e nem é pra quem quer.



Keila Sacavem

sábado, 13 de junho de 2015

Na voz dos outros



"Toda mulher precisa de um homem que seja mais homem do que ela". 



Fernanda Mello



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Dúvidas...



Certas coisas que vejo no facebook deixam-me com uma dúvida pertinente. Nos manicómios há internet?? 

Constatações...





- Sabes qual é o teu problema?
- Seres forte! ... 
Nunca ninguém te pergunta se estás magoada a não ser que estejas a sangrar!

Verdade...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Na voz dos outros


Um dia, de tanto mergulhares em pessoas rasas perdes o gosto de voltares a conhecer seja quem for, e aprendes que acima de tudo é melhor seres feliz sozinha, do que passar as noites a chorar, por alguém que não te soube amar. 
Mesmo que a saudade bata à porta, a dor só chega até onde nós lhe permitimos entrar. 
E eu continuo a ser uma pinga amor, uma romântica incorrigível, a proteger-me constantemente do lado menos bonito de um sorriso, mas com um coração a transbordar. 
Onde só entra quem tem vida e sonhos para partilhar.



Carla Tavares

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Na voz dos outros



“Leio o amor no livro da tua pele; demoro-me em cada
sílaba, no sulco macio das vogais, num breve obstáculo
de consoantes, em que os meus dedos penetram, até chegarem
ao fundo dos sentidos. Desfolho as páginas que o teu desejo me abre,
ouvindo o murmúrio de um roçar de palavras que se
juntam como corpos, no abraço de cada frase. E chego ao fim
para voltar ao princípio, decorando o que já sei, e é sempre novo
quando o leio na tua pele.”


[Nuno Júdice]

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Andar sempre equilibrada para não cair.



 Aprendendo a juntar todos os pedacinhos, com calma e serenidade, tentando manter o equilíbrio, porque neste mundo de gente “coerente” e “segura de si”, a necessidade de parecer uma lady, quando tudo está a desabar é essencial!
Tento manter a calma, não descer do salto e ser dissimulada o suficiente para não mostrar a ninguém as minhas fraquezas de mulher supostamente auto-suficiente. Afinal como alguém dizia eu já passei dos trinta, devia demonstrar o mínimo de maturidade em algumas situações, e até dar bons exemplos…
Mas sabem que mais?
Que se lixe!
Eu só quero o meu cantinho do lado direito da cama, quero ouvir as minhas músicas preferidas em modo “repeat” até adormecer e esquecer que o dia foi ocupado demais para sonhar. Eu só quero viver sem ser julgada, sem que me digam que me exponho demais… Porque quem me acusa de exposição nem imagina que tenho o meu lugar preferido no sofá, e que de noite desligo todos os telefones, que me escondo quando o mundo me tentar atropelar.
Eu só quero que alguém chegue perto de mim e diga: “Não faz mal seres engraçada num dia e mal-humorada no outro”, “ não faz mal se não sorrires todos os dias”
No fundo só espero que alguém um dia me diga:
“Não faz mal se não tiveste tempo de ser a mulher mais admirável do mundo!”

Não faz mal… só isso..

domingo, 7 de junho de 2015

Há dias escutei um amigo meu dizer que as raparigas são como o café, não percebi...



Mas refutei que os rapazes são para nós como os sapatos.
Ora deixem ver se me posso explicar.
Nós raparigas adoramos aqueles saltos altos, lindos de arrasar, que fazem todos os olhares de uma festa morrerem de inveja, aqueles pelos quais fazemos loucuras para obter, mas que indubitavelmente nos causam dores excruciantes nos pés passadas apenas algumas horas, aguentamos firmes, para demonstrar que tudo aguentamos com tais beldades.
Mas agora digam-me lá que no dia a dia não apreciamos mais uns bons ténis confortáveis, ou pelos menos uns sapatos rasos, nos quais fazemos quilómetros sem nos queixarmos da sua instabilidade.
Pois é! Nas horas difíceis, não podemos pavonearmo-nos de saltos altos, mas podemos sempre contar com o conforto de uns bons ténis...
Não sei se entenderam... :)




sexta-feira, 5 de junho de 2015

Detalhes...



Ele é médico legista e ela não consegue deixar de pensar nisso enquanto fazem amor. Toca-lhe de uma forma tão precisa, tão leve, tão cirúrgica que ela  sente-se mais exposta do que alguma vez no passado. Sabe que ele conhece em pormenor todos os músculos, todos os tendões, todas as artérias e todas as veias do seu corpo. Sente-lhe os dedos deslizando pelos braços, em redor do peito, através do abdómen e não consegue evitar um arrepio de temor. Como se, a qualquer instante, com um gesto suave e preciso, usando uma unha como bisturi, ele pudesse abrir-lhe um golpe na carne e entrar-lhe verdadeiramente no corpo. Está consciente de que é uma estupidez pensar tal coisa: ele é amável, atencioso, até um pouco tímido (e traz sempre as unhas bem curtas). Mas não consegue evitar o pensamento.
Na realidade, é forçada a admitir que não desejava evitá-lo. Que procurava a sensação que a transformara numa parte essencial do acto amoroso. As capacidades dele para ler o corpo humano, para identificar zonas frágeis, para o desmembrar, se fosse preciso, haviam-se tornado num elemento de excitação adicional.
Meses depois do início da relação abordou finalmente o assunto. Perguntou-lhe: «O meu corpo é muito diferente dos corpos com que lidas no trabalho?» Os olhos dele arregalaram-se de surpresa. Ela ponderou se teria sido a primeira mulher a colocar-lhe a pergunta. Depois pensou que talvez a surpresa dele resultasse não de ser a primeira vez que lhe faziam a pergunta mas de, tanto tempo decorrido após o início da relação, já não a esperar. Antes de ele responder, acrescentou: «O que quero dizer é: quando acaricias o meu corpo notas as semelhanças com os corpos que autopsias? No fundo, é só carne, não é?» As palavras soaram-lhe inadequadas e brutais e ela arrependeu-se de ter iniciado aquele diálogo. Mas ele recuperara a expressão de beatitude.
Quase sorria, na verdade. Disse: «Não, não noto as semelhanças. Noto as diferenças.»

Foi nesse momento que a relação deles entrou numa nova fase.

Retalhos da vida real...

(Jared Padalecki)



Anda um moçoilo bem parecido aqui na aldeia. 
Sempre que saio de casa a tempo e horas lá está ele a chegar ao que suponho ser o seu trabalho. 
É certo que só o vejo por breves segundos, talvez por ser demasiado descarado se abrandasse muito. 
Mas ainda assim parece-me ser coisa para a gente se perder um bom bocado. Desconfio que seja mecânico. 
Ora, desde que seja inteligente, humilde e trabalhador eu cá não me oponho. Não estamos em tempo de grandes exigências e afinal, quem não gosta que se lhe mude umas peças?! 
Adiante... 
Não sou mulher de parar o trânsito (nem por mim nem pelos outros), é certo, mas pelo menos vou continuar a encará-lo como se não houvesse amanhã. 
Talvez um dia ele me pergunte o nome, ou então, que raio de problema é que eu tenho. 
Enquanto isso vou ambicionando que o meu bólide, em vez de falecer, em plena sexta-feira ao sair do trabalho, me faleça a um qualquer outro dia, a chegar a casa!


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Só um momento que vou ali à janela gritar....

Isto...


Pronto... já me sinto bem melhor!

Será que perdi algo pelo caminho?...



Tenho a certeza que sim, mas não trocava o que perdi pelo que ganhei, nunca!
 Se faria alguma coisa diferente?
Talvez uma ou outra coisa, mas o essencial não mudaria...
 Não mudaria todos os sorrisos, todas as alegrias, todas as vezes em que não cabia dentro de mim de tanta felicidade...
Mas principalmente não mudaria todas as lágrimas que correram pela minha face, nem as que caíram nos ombros dos amigos,  as noites sem dormir, a angústia de não entender o que me estava a acontecer, o sofrimento, as conversas com a alma amiga na tentativa de ver o que estava mesmo ali em frente aos olhos, todas as noites frias em que voltava para casa sozinha, todas os dias em que apenas sabia que era dia porque estava sol, ou chuva, ou nevoeiro, todos os dias que desejei sentir mais que um vazio na minha alma...
 Que estranha eu sou?...
Nada disso, apenas tenho consciência de que foi isso que me fez ser hoje a mulher que sei que sou, com a certeza de saber quem sou...
Por isso não lamento o que poderia ter feito e não fiz... o que perdi e não ganhei...
Por isso não tenho receio do que vem por aí... seja bom, seja menos bom, seja o que for, que venha!
Aqui estarei para enfrentar, aqui estarei mais forte que ontem e mais segura que o dia anterior ao de ontem...
Aceito sem reservas, aceito sem condições, aceito sem questionar... aceito porque sei que fará parte da minha identidade o que experienciar hoje... aceito porque sei que mudará a minha vida...
 Balanços?
Deixo-os para quando me sentar numa cadeira de baloiço, com o gato a dormir aos meus pés e o calor da lareira a aquecer-me a alma...
Por agora, tenho que viver!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Isto e algum poder de encaixe...


E agora vegetarianos/vegans?? Que ireis fazer?? morrer de fome...? presumo que sim...



Segundo alguns cientista norte americanos as plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes.
Michael Pollan diz que elas reagem às lagartas quando estão a ser comidas, enviando uma toxina... 

Cuidem-se...Vem aí a revolta das plantas.

De acordo com os pesquisadores do instituto de física aplicada da universidade de Bonn na Alemanha "as plantas libertam gases equivalentes a gritos de dor". Usando um microfone movido a laser, os pesquisadores captaram ondas sonoras produzidas por plantas que libertam gases quando cortadas ou feridas. "Apesar de não se audível ao ouvido humano, as vozes secretas das plantas tem revelado que os pepinos gritam quando estão doentes, e as flores lamentam-se quando são cortadas." dizem os alemães.

Artigo completo aqui: 
http://portugalmundial.com/2015/03/plantas-tem-memoria-sentem-dor-e-sao-inteligentes/#

Agora licencinha, que vou ter com o médico que me quis internar quando disse que ouvia as batatas lá de casa cantarem...

terça-feira, 2 de junho de 2015

Bom mesmo é o chocolate...



QUE MESMO MOLE SATISFAZ UMA MULHER...

E é isto... basicamente... 

Os homens também choram, e se não o fazem é porque são insensíveis, chorar para dentro não existe, isso é só uma maneira de esconder a insensibilidade!

Não fui eu que disse, foi uma das minhas professoras de francês, um dia… enquanto debatíamos sobre um poema.
Eu sei que a frase é polémica, muito haveria a dizer sobre o tema, 
(até nem concordo, porque cada pessoa tem a sua  maneira, muito própria para lidar com o sofrimento) 
Mas lembrei-me dela ontem ao fim do dia, num parque de estacionamento de um centro comercial, enquanto presenciava uma cena surreal, o que de inicio me parecia ser uma simples birra, tornou-se em algo muito mais sério, uma criança de mais ou menos 5 anos chorava agarrada ao pescoço do pai, era um choro tão intenso e desesperado que me comoveu.
Quando passei por eles, reparei que uma senhora estava encostada a um carro de braços cruzados e insistia com voz autoritária, G……… VAMOS EMBORA, JÁ CHEGA, DÁ UM BEIJO AO PAI E ENTRA NO CARRO…
A criança desesperada gritava, “Não me deixes papá, quero ir contigo…” 
E as lágrimas escorriam em cascata também pela face do pai… 
Aquele homem estava sofrendo, não havia qualquer duvida.
Entrei no meu carro em estado de choque, como é possível que duas pessoas que já se amaram, que geraram um filho em conjunto, escolham um parque de estacionamento, para entregarem o filho ao outro progenitor, como se de uma mercadoria se tratasse.

No mínimo lastimável…



Olhando para aquele pai que chorava, lembrei-me do meu…
Nunca tinha visto o meu pai chorar, nem quando a mãe dele morreu…
Até ao dia que fui fazer uma visita de estudo de 4 dias à Normandie, tinha na altura 14 anos, na manhã que em me despedi dele, senti a sua face molhada, olhei-o, e as lágrimas caíam, fiquei preocupada… 
O meu pai a chorar? Será que estava doente?...
-Que tens pai?
- Nada princesa, só hoje me apercebi que já não és a minha menina, cresceste, e acabaste de cortar o cordão umbilical…
Lembro-me de lhe ter dado um abraço forte, e disse-lhe ao ouvido: 
“Serei sempre a tua menina, prometo”
Nunca mais o vi chorar… até à véspera da sua morte, quando lhe agarrei nas mãos e lhe disse: 
Sou eu pai, a tua menina, e ele… entre o delírio e a realidade, soltou as últimas lágrimas… 
Depois… secaram para sempre!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Felizes daqueles que têm a capacidade de se deixarem surpreender.



Hoje ganhei flores sem esperar... 
Obrigada ao meu amigo do coração que achou por bem dar rosas à amiga "encalhada"...