quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2015 está a chegar!



Estou há mais de 10 minutos a olhar para esta caixa de texto e sinceramente não sei o que dizer. 
2014, parabéns, deixaste-me sem palavras. 
É suposto resumir-te não é? 
Foste um pouco vazio mas não vale a pena esperar mais 10 minutos para te descrever. Começas-te mal e terminaste mais ou menos, sabes disso. És um cretino por deixar para 2015 umas boas responsabilidades mas eu sempre desconfiei que eras "lobo com pele de cordeiro". Ainda assim, só não te dou um beijo porque...estou traumatizada! (desculpem, foi mais forte do que eu). 
Adiante, porque... ainda assim és um cretino mas foi bom conhecer-te. Obrigada (sincero). 
Vai na paz do Senhor, e não, não mandes lembranças!
Quanto a vocês meus queridos: 

Um obrigada pela coragem de cada visita, pela paciência de lerem tanto disparate e um conselho: 
- no próximo ano tragam armadura que isto aqui não vai ser fácil :)



Happy New Year and a big big smileeeee :D

terça-feira, 30 de dezembro de 2014




Gosto especialmente da minha mãe porque: 
Nas fotos em que estou horrível ela diz-me com bastante entusiasmo que estou bonita 
(como se a louca fosse eu por não concordar), 
e nas fotos em que estou, de facto, 'agradável à vista' ela afirma que nem pareço eu, pensando ela que é um elogio.
Gosto bastante da minha mãe...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014



"Creio que foi o sorriso.
Sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz lá dentro,
apetecia entrar nele
tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.


 
                                   (Eugénio de Andrade)

domingo, 28 de dezembro de 2014



"Casa-te com um homem que se deite no teu colo, de um jeito meio despreocupado, meio desajeitado, meio de quem pede ajuda porque o chefe é um chato e as coisas só dão certo porque ele tem a tua companhia no fim do dia. Não escolhas alguém que faz tudo por ti, que vive por ti, que faz todos os teus caprichos. Sabes porquê? Porque um homem desses deixaria de ser dele para ser teu, esquecer-se-ia da vida dele para viver a tua e, cá entre nós, tu queres somar, não é? Ou queres alguém que viva por ti, não contigo? Por isso mesmo é que tu deves escolher alguém que traga um novo mundo para juntar ao teu e que te mostre como os teus planetas ainda podem ser desalinhados de uma forma bonita.
Casa-te com um homem que te desperte. Da cama, do medo, dos pesadelos. Que te beije na testa com ternura e faça cafuné, mesmo sabendo que tu odeias que enrolem o teu cabelo. Um homem desses que despenteiam, desses que deixam uma desorganização bonita em ti. Escolhe alguém que te escreva (e te leia) nas entrelinhas. Escolhe um homem, um rapaz, seja lá o que for o teu termo preferido, que tenha um olhar que não te atravesse. Alguém que vai olhar para ti e ver quem tu és, sem construções idealizadas ou suposições construídas na fantasia. Sem olhares que atravessam e se desviam, que não encontram os teus olhos e caminham pelo teu corpo. Escolhe os olhos daquele que sustenta o mundo quando te olha. Ele tem que ser forte, e talvez a força dele seja essa de te ajudar a dividir o peso do mundo nas costas, de te ligar no almoço para dizer que te ama e que nunca se esqueceu de ti.
(...)Por fim, mas não menos importante, casa-te com um homem que te ame em detalhes. Nos cartões das flores, na careta da selfie, na camisa fora de moda que a mãe lhe deu de presente, na vez em que ele percebeu que tu tinhas cortado o cabelo antes de tu falares, nas encomendas de comida às duas da madrugada quando ele percebe que tu estás a morrer de fome e não queres saber mais da dieta, no anti-alérgico que ele carrega na carteira caso tu precises. Casa-te com quem te faça sentir que este texto é pouco para falar dele e te dê vontade de continuar a escrevê-lo, mesmo que tu não sejas lá muito boa com palavras, mesmo que tu só saibas definir o que sentes por ele como amor."
[http://jafoste.net/casa-te-com-um-homem-que/]

sábado, 27 de dezembro de 2014

Made in Portugal

 

"Há três espécies de mulheres neste mundo: 
A mulher que se admira, a mulher que se deseja e a mulher que se ama.
A beleza, o espírito, a graça, os dotes da alma e do corpo geram a admiração. 
Certas formas, certo ar voluptuoso, criam o desejo. 
O que produz o amor, não se sabe; é tudo isto, às vezes é mais do que isto, outras vezes não é nada disto. 

Não sei o que é; 
 mas sei que se pode admirar uma mulher sem a desejar, que se pode desejar sem a amar."



Almeida Garrett (04 de Fevereiro de 1799 a 09 de Dezembro de 1854

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sonhos versus pesadelos




Odeio noites agitadas em que durmo e acordo, em que sonho e nos momentos que acordo não distingo o real da ficção.
Odeio que as pessoas venham misturar-se na minha cabeça enquanto supostamente descanso.
Odeio que venham lembrar-me de realidades e voltar a sentir as mesmas nos sonhos.
Há pessoas que, se não fazem parte do meu mundo palpável, nunca deveriam estar incluídas em nada da minha vida , nem sequer do meu sono...

E depois, se ainda viessem umas de cada vez. 
Mas não, chegam em multidão, no meio de misturas improváveis, em conversas adiadas mas que entretanto perderam a validade, das quais não me apetece falar, mesmo que em sonhos...

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Há um ano eu escrevi isto....


"Conheci a Maria por motivos profissionais há uns anos atrás, arquitecta de profissão e florista por vocação, era assim que ela se apresentava, começamos por trocar contactos profissionais, mais tarde a amizade falou mais alto, e começamos a falar quase todos os dias.
Era uma miúda bonita sem ser exuberante, simpática, sempre disponível para ajudar, com uns olhos tão azuis que envergonhavam o céu, e dona de um sorriso cativante.
Quando nos conhecemos a Maria já era casada, e ansiava a chegada do tão desejado bebé.
O que finalmente aconteceu, lembro-me que entrou pelo meu escritório dentro como um vendaval de Primavera e tão eufórica que nem conseguia falar, a felicidade finalmente estava completa, e os olhos azuis brilhavam mais que nunca.
Abracei-a quase instintivamente, desejei-lhe felicidades e choramos juntas…
Mas a felicidade durou pouco… no terceiro mês de gravidez, numa consulta de rotina o médico detectou algo num dos seios e deu a conhecer o veredicto: Ela tinha um quisto que necessitava de ser removido, mas teria de se sujeitar a radiografias e TAC, o que não podia acontecer com ela grávida, as soluções seriam o aborto para poder tratar o seio, ou continuar com a gravidez e ficar sujeita que o quisto se tornasse em algo mais grave e já fosse tarde demais.
Desta vez não me visitou… telefonou! Não chorava, mas senti que ela precisava falar e no fim do dia fui ter com ela. Mas já não adiantou a visita, a Maria já tinha decidido levar a gravidez até ao fim, e tratar-se depois… Nem os meus argumentos, nem as lágrimas do marido a demoveram de tamanha loucura.
Vi pela primeira vez tristeza no olhar daquela menina/mulher que tomou uma decisão que mudaria para sempre a sua vida.
Passaram-se os meses, parecia ter esquecido aquele “detalhe” , mas eu sabia que passava as noites chorando…
Até que na Primavera de 2010 chegou prematura a pequena Vitória, franzina com pouco mais de 1,8 kg, mas com garra de viver… e depressa foi para casa.
A partir daí começou o calvário da minha amiga, entre exames, quimioterapia, e operações, ela ainda tinha forças para tratar da sua pequena Vitória.
Até que… neste Verão foi-lhe removido o segundo seio, e a batalha recomeçou…
Cada vez mais fraca, mas sempre sorrindo ela dizia não ter medo de morrer, que a filha seria o legado que ela deixaria ao marido que tanto amava…
Na véspera de Natal fui visitá-la ao hospital e levar-lhe flores que ela tanto amava, já pouco restava da minha amiga, os olhos fundos já não me pareciam azuis, mas cor de céu em dia de tempestade, os lábios já não conseguiram brindar-me com aquele sorriso lindo, e falamos pouco…
Apertou-me a mão e vi as lágrimas a escorrerem pela face pálida, abracei aquele corpo esquelético, e ela disse-me ao ouvido: Não me arrependo de nada, nunca desistas dos teus sonhos…. E choramos abraçadas como naquele dia em que me comunicou que estava grávida, só que desta vez as lágrimas eram de tristeza e agonia. Despedi-me prometendo voltar hoje.
A Maria deixou-nos ontem ao fim da tarde, não esperou pela minha visita, nem pelo 3º aniversário da sua pequena/grande Vitória…
Um dia… tenho a certeza que ainda nos encontraremos para lá da linha do horizonte, naquele local especial onde só vai quem amou muito.
Descansa em paz minha amiga!
Não te posso prometer que não vou chorar, mas prometo que vou tentar sorrir, como tu sempre fazias."


Já passou 1 ano... de saudade, de dor, de tristeza...
A Vitória cresceu, o João continua triste, mas a tua alegria ainda inunda os nossos corações.
Fazes-me falta...


FELIZ NATAL A TODOS, MUITA PAZ, SAÚDE E AMOR
(Volto dia 26)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Morreu John Robert Cocker...

Talvez pelo nome não cheguem lá...
E se eu vos disser que é o cantor da voz rouca...
Aquele que cantava com alma...
Uma lenda...
Este mesmo...
Joe Cocker
 
O cancro do pulmão venceu-o, e esta segunda feira deixou-nos...
 
RIP

Tenho tanto trabalho... tanto, tanto...

Que só me apetece fazer disparates.
Como não posso fazer... digo-os!!!
 
 
(E porque se encaixa que nem uma luva em alguns seres que conheço.)

domingo, 21 de dezembro de 2014

sábado, 20 de dezembro de 2014

Ah e tal... inscreve-te numa aula de dança...


Esta era a conversa do PT ontem no ginásio...
Até tens bastante jeito...
 
 
Se ele visse esta foto concordaria comigo:
Era mais certo o Ricardo Salgado ficar pobre que eu aprender a dançar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Na voz dos outros...


 "Não te apaixones por uma mulher que lê, por uma mulher que tem sentimentos, por uma mulher que escreve... Não te apaixones por uma mulher culta, maga, delirante, louca. Não te apaixones por uma mulher que pensa, que sabe o que sabe e também sabe voar, uma mulher confiante em si mesma.
Não te apaixones por uma mulher que ri ou chora quando faz amor, que sabe transformar a carne em espírito; e muito menos te apaixones por uma mulher que ama poesia (estas são as mais perigosas), ou que fica meia hora contemplando uma pintura e não é capaz de viver sem música .
Não te apaixones por uma mulher que está interessada em política, que é rebelde e sente um enorme horror pelas injustiças. Não te apaixones por uma mulher que não gosta de assistir televisão. Nem de uma mulher que é bonita, mas, que não se importa com as características de seu rosto e de seu corpo.
Não te apaixones por uma mulher intensa, brincalhona, lúcida e irreverente. Não queiras te apaixonar por uma mulher assim. Porque quando te apaixonares por uma mulher como esta, se ela vai ficar contigo ou não, se ela te ama ou não, de uma mulher assim, jamais conseguirás ficar livre..."


Martha Rivera Garrido

Catarina... deixa-te de dietas! :)


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014



Conhecer. Perguntar se tem Facebook e WhatsApp. 
Inspecionar fotos para ver se interessa. 
Combinar um café. Levar para a cama. 
Dizer “amo-te” passada uma semana. 
Terminar. Encontrar novo sujeito. 
Repetir processo...

O conceito de sedução, por estes dias que correm, resume-se a isto. 
E “isto” é tão, tão pouco e tão vazio.
O mundo anda cheio de pressa. 
Toda a gente joga ao Mata, e atira direito ao alvo. 
E eu gosto mesmo é de xadrez. Ninguém me entende.
Nada como um xeque-mate depois de um duelo renhido.

É isso aí...


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014



A coisa mais valiosa que retiramos desta nossa viagem, o único verdadeiro tesouro que podemos guardar, são os momentos que passamos com aqueles que amamos e nos amam. A família, os amigos. Os laços que nos unem a outros seres. Podemos ter milhões de euros (e ter dinheiro é fixe, não sejamos hipócritas) mas não teremos nada sem uma rede de segurança de pessoas que nos querem bem.
Gargalhadas sinceras em redor de uma mesa cheia de afectos. 
Priceless. 

[Marla in Crimes Perfeitos]





BOM FIM DE SEMANA
BEIJOS

Quando já nada é como antes...





Agarra num prato e atira-o ao chão.

-Ok, já está.

Partiu-se?

-Sim.

Agora pede-lhe desculpa.

-Desculpa.

Voltou à forma que tinha antes?

-Não.

Percebes agora?...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014




Existem pessoas que aparecem na nossa vida e nós nem sabemos muito bem porquê. Existem pessoas que desaparecem da nossa vida sem nós nunca sabermos muito bem porquê. Nestes "entretantos" existem as outras pessoas. As que nos telefonam todos os dias só para saber se estamos bem, as que nos gritam ao telefone verdades duras que precisamos de ouvir, as que dão um abraço sem ser preciso pedir, as que choram quando nos vêm chorar, as que dançam ao nosso lado até de madrugada, as que nos deixam os filhos nos braços sem medo, as que soltam gargalhadas quando dizemos disparates, as que riem de nos verem sorrir, as que eram capazes de bater em quem nos fizesse mal, as que nos levantam a voz quando estamos a desatinar, as que nos levam para casa, nos seguram na cabeça e nos deitam na cama, as que nos fazem o almoço, ou o jantar e estão ali sem perguntar, as que nos elogiam, as que nos pedem conselhos, as que nos ouvem e ouvem e ouvem e ouvem e nunca mostram enfado, as que não concordam connosco mas não nos viram as costas, as que estão longe, mas conseguem estar tão perto, as que nos tiram de casa porque sabem que é só isso que é preciso, as que nos aparecem à porta com uma garrafa de vinho, as que nos enviam textos, vídeos e imagens só porque sim, as que nos levam a passear, as que nos convidam para estar, não importa onde, nem quando, as que nos amam incondicionalmente, estejamos magras, gordas, deprimidas ou alegres, a trabalhar ou desempregadas, com dilemas ou bem resolvidas, capazes de dar ou egoístas, borradas de rímel, doentes com varicela ou vestidas de festa para arrasar. As que nos amam pelo que somos, mas principalmente porque acreditam na pessoa que ainda vamos ser. E essas pessoas andam aí. E são pessoas assim que eu tenho e quero ao pé de mim.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Na voz dos outros...

"Geralmente, eu chego em casa cansado. 
Jogo minhas roupas pelo chão do quarto e sento no sofá com aquela cara de acabado. 
Ela chega, me grita atenção e fala como uma doida de como foi seu dia. 
Eu fico entre um “uhum” e outro. 
Entre uma risada e outra. 
Mas fico com olhos e ouvidos bem atentos, como um menininho ouvindo uma história de uma heroína que salvou a cidade e ainda lembrou de passar no mercado para comprar meu iogurte predileto. 
Ela me faz massagens quando eu peço. 
Mas só aceita fazer caso eu prometa fazer nela também. 
Ela trabalha, estuda, inova em seu visual, malha, prepara a comida e ainda arruma tempo para me amar e me pedir para levá-la ao cinema. 
Às vezes, eu penso como é louco o amor. (...) 
Ela é perfeita, mas não sabe. 
E o meu lado possessivo até acha isso bom porque no dia que ela perceber que ela é dez mil vezes melhor do que qualquer mulher nesse mundo, vai querer outro cara dez mil vezes melhor do que eu. 
E há vários caras perfeitos por aí."

 
[Hugo Rodrigues]

Na transparência de um olhar...



Nas pessoas alegres parece que a tristeza se nota mais. Talvez por ser rara. Ou então por ser um contraste muito grande entre um estado de espírito e outro. Estamos habituados a ver um sorriso, habituados a uns olhos de riso e depois aparece uma cara fechada, uma ausência de sorriso, uns olhos tristes...
Nota-se imenso!
Eu sou uma dessas pessoas alegres. Quase todos os dias alegre. Quase todos os dias a procurar o sorriso dos outros. Talvez por isso, quando é o meu sorriso que falta, os outros notem tanto. E depois surgem as perguntas... 
"O que tenho? Qual o motivo de estar assim?"
Muitas vezes nem é por nada em especial, apenas nesse dia, acordei assim, sem grande força para rir. Apetece-me estar mais sossegada do que animada, mais observadora do que faladora. 
Outras vezes há mesmo motivos para estar triste...
Certo é que todos notam. Não dá para disfarçar. Se os olhos são o espelho da alma, então os meus nunca mentem. Sempre me disseram que tinha uns olhos muito expressivos. Portanto isso tanto se nota nos dias bons como nos dias maus. Acho que mais do que os lábios que se fecham numa linha fina, são eles, os olhos, que mostram aos outros que me falta o brilho habitual. Ficam pingões, os cantos descaem e a minha cara, tão vincada pelos meus olhos, muda logo.
Sou transparente... E por vezes quem em dera não o ser, para que não me façam perguntas, para que me deixem no meu canto, para que passe despercebida! 
Mas em mim, a tristeza... não dá mesmo para disfarçar.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Triste...

Perdi o meu pai muito cedo , o  vazio que deixou foi profundo demais para que algum dia pudesse ser preenchido por mais alguém, na altura tive a certeza que com ele tinha partido a minha juventude.
Naquela Primavera envelheci dez anos...
Eu não estava preparada...
(hoje sei que nunca estamos)
Perdi o pai, o companheiro das risadas, das palermices que irritavam a minha mãe, o confidente, o meu herói!
Senti-me só, confesso. 
O facto de ter a minha mãe comigo não amenizou a minha perda, era irreparável, e definitiva. 
A dor era insuportável...

Hoje, quando levei de urgência a minha mãe para o hospital senti-me outra vez adolescente, perdida, desamparada, terrivelmente só.
E enquanto aguardava o veredicto pensava no pior (esperando que fosse o melhor)
Derramei lágrimas de dor e solidão. 
Eu sabia que algo de grave estava a acontecer.
Na sala de espera revivi momentos trágicos, voltei atrás no tempo, e tive a certeza que se ela hoje me deixasse levaria consigo a outra metade de mim.

"Com quem se divide a solidão?
Com ninguém...
A solidão é zero, e o zero é indivisível."

E eu sei que não é permitido quebrar as regras do jogo...


    

sábado, 6 de dezembro de 2014

Gosto de entardecer na praia...



Daquele espaço de tempo que separa o pôr do Sol, e o nascer da Lua.
Gosto de sentir a areia arrefecer, e ouvir o som das ondas contra as rochas.
Gosto do silêncio que impera depois da balbúrdia de um dia de calor...
Gosto dos gritos das gaivotas, quando tomam a praia de assalto ao anoitecer.
Gosto de correr na beira da água e deixar o mar acariciar-me os pés.
Gosto do cheiro inebriante a maresia, uma mistura de  algas e peixe.
Gosto de ficar horas a olhar o horizonte, a apreciar os primeiros barcos de pesca a lançarem-se ao mar na azáfama nocturna.
Gosto de sentir a brisa fresca a embalar-me os cabelos.
Gosto da solidão...
Gosto do silêncio... 
Mas isso eu já disse... 
Gosto...

Afinal enganei-me...


Segundo aquilo que o meu anónimo me disse
[sim eu tenho um anónimo bem informado}

Seal e Heidi Klum reataram a relação.
Fui pesquisar... porque não quero enganar ninguém e...
 
VOILÁ!!!!!! 


Desde Maio têm sido vistos assim... em família.
Fiquei feliz, sempre gostei deste casal.

Relembrando o inicio... wedding day!

 

Seal, duet with Heidi Klum

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Aproveitando a onda de romantismo...


Era um convite para jantar aqui s.f.f.
 

Perguntas parvas...


Porque não fazem um filme sobre o que acontece depois do beijo final?



                                                  -  E fazem. Chama-se pornografia...

OMG

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Coisas minhas...

 
 
 Cada vez gosto menos que as pessoas gostem muito de mim.
Gosto cada vez menos que se "agarrem" a mim, que me queiram tanto.
Não gosto que coloquem demasiadas expectativas sobre as minhas costas, que me achem perfeita.
Tudo bem que tento estar ao lado dos meus amigos, que dou tudo o que tenho e o que não tenho, que não sei fingir sentimentos, e que as pessoas que se aproximam é porque gostam da minha maneira de ser.
Sou verdadeira.
E não tenho medo de dizer o que for preciso.
Mas com o tempo aprendi a desapegar-me das pessoas.
Por isso assusta-me cada vez mais sentir que se apeguem a mim.
Por mais que seja bom ver que me dão valor, eu não quero desiludir ninguém quando descobrirem que eu não sou tão perfeita como julgam, e que também falho como qualquer pessoa de carne e osso.
É que exigem de mim coisas que eu nunca disse que sabia dar.
E isso deixa-me mal, por deixar os outros mal.
É por isto que gosto cada vez menos que gostem de mim, ou pelo menos que gostem muito. Porque se eu cometer um erro não me atiram pedras, atiram-me logo um pedregulho.
E porquê?
Porque era eu.
E eu não era suposto errar...
Para os outros não erro.
E depois?...
Depois é:

'' Magoaste-me tanto com essa atitude. Logo tu, nunca pensei isso de ti.''

Parabéns, também nunca pensei muitas coisas de mim, nem de ti, nem dela, nem dele, nem do mundo, e vou levando com elas à mesma.
E agora?
Acham que já não sou boa pessoa?
Por incrível que pareça e ao contrário de tanta gente que quer que gostem deles, que os adorem, que os idolatrem,  eu não quero nada disso. 
 E agora?
Já não gostam muito de mim?
Ainda bem, era mesmo isso que eu precisava de ouvir.

Ou é amor ou fome...



:)

Limpezas de Inverno




Arrumar o passado não quer dizer esquecer e muito menos apagar ou fingir que nunca existiu. 
Pelo contrário, arrumar quer dizer isso mesmo. 
Significa deitar mãos à obra, olhar para cada coisa, pegar-lhe com cuidado e atribuir-lhe primeiro uma importância, e depois, uma gaveta.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Algures em Aveiro...


Espirituosos os "Aveirenses"
:)

Se querem saber como alguém é verdadeiramente:



- Experimentem dar-lhe o mínimo de autoridade junto de um grupo de pessoas.

- Experimentem dar-lhe um lugar de destaque.

- Experimentem dar-lhe um título que lhe dê visibilidade, por muito pouca que seja.



Eu já sabia que existia muita gente ávida, sedenta de se armarem em importantes.
Mas a arrogância que se impôs rapidamente e a forma com que passaram a dar ordens por acharem que agora sim, são superiores a toda a gente, não me surpreendeu.
Aliás, eu sabia, de antemão que na primeira oportunidade, ela ia calcar as "amigas".
Indirectamente isso era assumido.
Bastava ler nas entrelinhas.
Eu vou rindo, de "camarote".
Estalou o verniz.
E, quando não é connosco mas com quem foi das nossas maiores críticas, tem sempre alguma ironia.
Vai me saber tão bem observar de tudo, de fora, sem dramas, sem preocupações.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Porque sim...


Gosto da voz, dá-me paz...






"Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada. Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe que a cada dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranquilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto. Ele nem imagina quanta coisa pude planear durante esses dias todos e como me isolei para tentar organizar todos os meus projectos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desenvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim. Ele não sabe que eu nunca mais me atentei para saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. (...) Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria."

[Marla de Queiroz]