No entretanto, vão-se passando os dias. Buscam-se alegrias nas
coisas mais insignificantes. Procuram-se sorrisos e escondem-se tristezas.
Ocupa-se o tempo e a mente. Trocam-se as voltas aos dias e o sentido às noites.
Vive-se em (des)compasso de espera. Vive-se nas horas mortas e sobrevive-se no
dia-a-dia. Enganamo-nos a nós e ludibriamos o mundo.
No entretanto?
No entretanto?
No entretanto, inventa-se uma vida. No entretanto, constrói-se uma
história. No entretanto, ganham-se memórias. No entretanto, respiramos fundo, levantamos
a cabeça e olhamos o mundo de frente. Olhos nos olhos. No entretanto, pensamos,
analisamos, concluímos. No entretanto, cheiramos, ouvimos, saboreamos.
Crescemos.
E no entretanto?
E no entretanto?
Vive-se...
No entretanto sorrimos por fora quando na verdade por dentro estamos simplesmente a desabar...
ResponderEliminarSem duvida minha kerida.bj
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