... apenas mudam de lugar dentro de nós.
Deixam de viver nos risos, nas partilhas, nos planos ditos em voz baixa para que ninguém o pudesse apagar... e passam a viver naquele canto silencioso onde guardamos o que foi verdadeiro.
Soltar alguém que gostamos não é falta de amor.
Deixam de viver nos risos, nas partilhas, nos planos ditos em voz baixa para que ninguém o pudesse apagar... e passam a viver naquele canto silencioso onde guardamos o que foi verdadeiro.
Soltar alguém que gostamos não é falta de amor.
É, muitas vezes, a forma mais dura de o honrar.
É perceber que o tempo não espera por indecisões, que a vida não se compadece com “talvez um dia”, e que há momentos em que continuar a segurar é, afinal, impedir ambos de respirar.
E falta o ar.
Demasiadas vezes.
Ficam sempre coisas por fazer.
Ficam sempre coisas por fazer.
Conversas que nunca chegaram a acontecer.
Abraços adiados que agora já não encontram lugar.
Ficam frases meio ditas, promessas suspensas no ar, e aquele peso estranho de sabermos que houve sentimentos grandes demais para caber no tempo que tiveram.
Mas é curioso: aquilo que chamávamos de carência, quando visto à distância, revela-se espaço.
Mas é curioso: aquilo que chamávamos de carência, quando visto à distância, revela-se espaço.
Espaço para crescer, para voltar a nós próprios, para transformar ausência em possibilidade.
Porque há vazios que não vêm para nos destruir, vêm para nos ensinar a reconstruir.
E depois há os silêncios.
E depois há os silêncios.
Esses que dizem mais do que qualquer discussão.
Silêncios carregados de tudo o que não soubemos explicar, de tudo o que preferimos engolir, de tudo o que doeu admitir.
Silêncios que, no fundo, são despedidas vestidas de calma.
Soltar alguém que se ama é aceitar que nem todas as histórias foram feitas para durar, algumas foram feitas apenas para nos transformar.
E, no fim, quando a saudade já não arde, mas apenas aquece, percebemos uma coisa simples e bonita:
há pessoas que não ficam na nossa vida…
Soltar alguém que se ama é aceitar que nem todas as histórias foram feitas para durar, algumas foram feitas apenas para nos transformar.
E, no fim, quando a saudade já não arde, mas apenas aquece, percebemos uma coisa simples e bonita:
há pessoas que não ficam na nossa vida…
mas ficam para sempre na nossa essência.

Estás numa maré de escrever como eu, perdoa-me a expressão, gosto.
ResponderEliminarEste teu jeito de abordar os sentimentos e emoções diz-me muito e a forma como terminas o texto, é para mim, o melhor exemplo disso.
Correndo o risco de, enfim, dar o tiro um bocadinho ao lado, deixo-te um texto que escrevi, faz tempo, para leres se achares por bem.
( https://fox-time.blogspot.com/2020/09/quanto-tempo-leva-quanto.html )
Abraço