Há uma parte de mim que nunca aprendeu a fingir que não viu.
Não é teimosia. Não é necessidade de ter razão. É um sentido de justiça que me habita de uma forma quase incómoda. Há coisas que simplesmente não consigo normalizar. O desrespeito. A indiferença. A falta de humanidade. A facilidade com que alguns passam por cima dos outros e seguem a vida como se nada fosse.
Sempre me disseram que eu sentia tudo demais. Talvez sinta. Mas prefiro isso a deixar de sentir o suficiente.
Não luto porque gosto de conflitos. Na verdade, canso-me deles. O que me custa é assistir ao silêncio quando alguém devia falar. É ver o esforço de quem dá tudo ser tratado como se valesse tão pouco. É perceber que há quem confunda bondade com fraqueza e dedicação com obrigação.
O meu lado justiceiro nunca foi sobre vencer discussões. Foi sempre sobre conseguir olhar ao espelho e saber que não me calei quando a minha consciência me pedia voz.
Às vezes, pago um preço alto por isso. Desiludo-me. Afasto-me. Recomeço. Mas aprendi que a paz comprada à custa daquilo em que acredito sai sempre demasiado cara.
Não quero um mundo perfeito. Quero apenas viver num onde a honestidade ainda tenha valor, onde o trabalho seja reconhecido, onde o respeito não seja um favor e onde cuidar dos outros nunca deixe de ser um ato de dignidade.
Se isso faz de mim uma pessoa difícil, aceito. Pior seria tornar-me alguém que vê uma injustiça, encolhe os ombros e segue caminho.
Há batalhas que não escolhi. Foram elas que me escolheram. E enquanto eu continuar a ser eu, haverá sempre uma parte de mim que se levanta quando alguma coisa dentro de mim sussurra: "Isto não está certo."
Não vou pedir desculpa por ser quem sou. Mas peço desculpa, porque nem sempre me ajusto no compasso das palavras. Nem sempre me ajusto no grave da minha voz. Mas no dia em que tiver que me desviar um milímetro de quem sou, já morri.
Não é teimosia. Não é necessidade de ter razão. É um sentido de justiça que me habita de uma forma quase incómoda. Há coisas que simplesmente não consigo normalizar. O desrespeito. A indiferença. A falta de humanidade. A facilidade com que alguns passam por cima dos outros e seguem a vida como se nada fosse.
Sempre me disseram que eu sentia tudo demais. Talvez sinta. Mas prefiro isso a deixar de sentir o suficiente.
Não luto porque gosto de conflitos. Na verdade, canso-me deles. O que me custa é assistir ao silêncio quando alguém devia falar. É ver o esforço de quem dá tudo ser tratado como se valesse tão pouco. É perceber que há quem confunda bondade com fraqueza e dedicação com obrigação.
O meu lado justiceiro nunca foi sobre vencer discussões. Foi sempre sobre conseguir olhar ao espelho e saber que não me calei quando a minha consciência me pedia voz.
Às vezes, pago um preço alto por isso. Desiludo-me. Afasto-me. Recomeço. Mas aprendi que a paz comprada à custa daquilo em que acredito sai sempre demasiado cara.
Não quero um mundo perfeito. Quero apenas viver num onde a honestidade ainda tenha valor, onde o trabalho seja reconhecido, onde o respeito não seja um favor e onde cuidar dos outros nunca deixe de ser um ato de dignidade.
Se isso faz de mim uma pessoa difícil, aceito. Pior seria tornar-me alguém que vê uma injustiça, encolhe os ombros e segue caminho.
Há batalhas que não escolhi. Foram elas que me escolheram. E enquanto eu continuar a ser eu, haverá sempre uma parte de mim que se levanta quando alguma coisa dentro de mim sussurra: "Isto não está certo."
Não vou pedir desculpa por ser quem sou. Mas peço desculpa, porque nem sempre me ajusto no compasso das palavras. Nem sempre me ajusto no grave da minha voz. Mas no dia em que tiver que me desviar um milímetro de quem sou, já morri.

Sem comentários:
Enviar um comentário
deixa a tua opinião...