quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Coisas minhas
Não quero
preocupar-me se o que escrevo resulta num poema ou não.
São apenas pensamentos que deixo num teclado…
Tantas são as vezes que por exemplo vou a conduzir e alguns textos vão-se formando dentro de mim. Fazem sentido nesse momento…mas quando me encontro diante do pc, já nada me dizem.
Outras vezes sem inspiração alguma, começo a escrever o que me vai na alma, e por vezes, confesso, acabo mesmo por ficar surpreendida com o que leio: “ena….fui mesmo eu que escrevi isto?”.
Invento histórias, (quem sabe se gostaria de ser a protagonista) onde tudo aquilo que não faço na realidade ali o concretizo, ou onde sou mera espectadora e assisto e aplaudo se for o caso…
Escrevo sobre fantasias que gosto e gostaria de realizar. Quem não as tem? Levante o dedo se for capaz…
Aquela de nos taparem os olhos com um pano de seda preto…e onde nos levam a tocar o céu? Nunca tiveram? Hummmm…não acredito.
Aquela de ficarmos “fechados” num elevador com um homem que nunca vimos na vida, e que (saltando os pormenores) acabamos por ter um bom momento? Também não acredito!
E tantas outras…..tantas….
É bom, é saudável falar delas….a meu ver acabamos por nos soltar.
Eu penso assim.
Gosto de escrever sem me preocupar se estou a ser ousada ou não.
Gosto de escrever sem me preocupar se estou a ser romântica demais.
Gosto de escrever, só isso.
E hoje não escrevo mais nada, estou sem inspiração!
São apenas pensamentos que deixo num teclado…
Tantas são as vezes que por exemplo vou a conduzir e alguns textos vão-se formando dentro de mim. Fazem sentido nesse momento…mas quando me encontro diante do pc, já nada me dizem.
Outras vezes sem inspiração alguma, começo a escrever o que me vai na alma, e por vezes, confesso, acabo mesmo por ficar surpreendida com o que leio: “ena….fui mesmo eu que escrevi isto?”.
Invento histórias, (quem sabe se gostaria de ser a protagonista) onde tudo aquilo que não faço na realidade ali o concretizo, ou onde sou mera espectadora e assisto e aplaudo se for o caso…
Escrevo sobre fantasias que gosto e gostaria de realizar. Quem não as tem? Levante o dedo se for capaz…
Aquela de nos taparem os olhos com um pano de seda preto…e onde nos levam a tocar o céu? Nunca tiveram? Hummmm…não acredito.
Aquela de ficarmos “fechados” num elevador com um homem que nunca vimos na vida, e que (saltando os pormenores) acabamos por ter um bom momento? Também não acredito!
E tantas outras…..tantas….
É bom, é saudável falar delas….a meu ver acabamos por nos soltar.
Eu penso assim.
Gosto de escrever sem me preocupar se estou a ser ousada ou não.
Gosto de escrever sem me preocupar se estou a ser romântica demais.
Gosto de escrever, só isso.
E hoje não escrevo mais nada, estou sem inspiração!
terça-feira, 29 de novembro de 2016
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Era assim que devia ser um beijo
... como se entregássemos a nossa alma a outra pessoa e ela nos jurasse com os lábios que ia tomar conta dela.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
A selecção jogou na terrinha...
O CR7 marcou...
A tradição manteve-se.
A equipa das quinas nunca perdeu aqui na aldeia.
Até aqui nada de novo.
A novidade para mim, foi a humildade do melhor do mundo.
Eu conto tudo...
Sábado ao fim da tarde, circulávamos pela EN 125, quando vislumbramos um autocarro cercado por batedores da GNR.
Uma de nós achou que era a selecção, eu como sou meio do contra, alertei para o facto de ser a Letónia.
Por via da dúvidas, seguimos o dito cujo até uma unidade hoteleira na Quinta do Lago.
Quando estavam a entrar no portão do hotel, deu para ver que era a nossa selecção, euforia a bordo, até que a GNR nos bloqueou a entrada.
Confesso que fiquei um pouco desiludida, afinal tínhamos andado uns quantos kms atrás deles e agora morríamos na praia...
Como não sou pessoa de desistir, sai do carro e fui cuscar os rapazes através do portão lateral pouco conhecido. (É o que dá frequentar a praia do Garrão)
Vejo-os a sair um a um, juntam-se a mim uns quantos "bifes" e gritam por Portugal... nada, fingem não escutar...
Vejo o Cristiano, sai lentamente do autocarro, de auscultadores no pescoço e sorriso aberto, olha para nós, peço uma foto, aproxima-se, continua a sorrir, pergunta-me se quero um autógrafo... hã???? quê? autógrafo? onde?? nem tinha pensado no assunto... digo que não... só uma foto... pode ser?
Claro... sorri, pega-me na mão, tá fria... a minha ou a dele? não sei...não interessa...
Tiro as fotos enquanto assina camisolas.
Ficou uma merda, eu sei, mas no momento foi o melhor que consegui.
Vinte e tal jogadores da nossa selecção, nenhum se dignou a olhar para nós...
Agora posso confessar uma coisa, nunca fui fã do CR7 até sábado à noite.
És um bacano miúdo.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Hoje o mundo ficou mais pobre... pelo menos para mim.
Há imenso tempo que não o ouvia, talvez pela melancolia das
suas músicas, talvez a minha falta de tempo, talvez para não lembrar…
O facto é que ele marcou uma época importante da minha vida.
Cantava todos os domingos no velho gira-discos da minha avó, naquele rés-do-chão
virado para um jardim decadente na periferia de Paris. Lembro-me da velha
janela castanha desgastada pelo tempo, que se abria ao fim da tarde para deixar
entrar luz em casa e até consigo vislumbrar a minha avó encostada ao parapeito
a vigiar as minhas brincadeiras na rua, enquanto sonhava ao som das músicas
dele.
Ficou marcado como uma tatuagem a primeira vez que o vi, num
réveillon no Moulin Rouge, das poucas vezes que me foi dada alforria em Paris.
Lembro-me de ter ficado de boca aberta durante mais de uma hora enquanto ele
cantou… lembro-me de ter deitado umas quantas lágrimas…lembro-me de ter sido
alvo das brincadeiras dos meus amigos por gostar dele… um velho romântico…
quando a idade nos injectava rebeldia, lembro-me de ter pensado que não podia
esquecer de contar à minha avó que o tinha visto, ali… pertinho de mim, depois
lembrei-me que não podia… a minha avó já não o ouvia aos domingos à tarde
sentada à janela do velho rés-do-chão…
Depois esqueci… a responsabilidade da vida adulta não me
deixou tempo para o voltar a ouvir com atenção. Escutava-o de tempos em tempos
no rádio, mas nada se comparava à magia do velho gira- discos da minha avó.
Hoje acordei com a notícia da sua morte.
E voltei a chorar
ao som de....
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
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