terça-feira, 11 de abril de 2017

Nunca mais o dia 11 de Abril será igual...





    Quase dois anos de saudade… é um tempo que parece não ter fim, e no    entanto é só o começo.
Quase dois anos é uma eternidade para quem achava que não conseguia passar um dia sem ela.
Desde que se foi eu não vivo, sobrevivo, tentando aceitar a realidade.
É uma saudade amarada à certeza que esta sensação nunca vai passar, é uma saudade que se quer eterna.
Mas a vida segue… impiedosa... Os dias continuam passando e o Sol teima em nascer todos dias completamente alheio à minha dor.
O tempo ajudou-me a perceber que não tenho escolha, diz-me que é preciso seguir em frente, por mais difícil que seja, obriga-me a continuar a viver. 
Só não consegue preencher o vazio, nem atenuar a dor, nem a apagar a tristeza… o tempo afinal não cura tudo.
Nunca a frase clichê (mãe não devia morrer nunca) fez tanto sentido…
Sem ela perdi o rumo, arrancaram um pedaço de mim… fiquei meio vazia…
Por estes dias, por mais que tente, a tristeza não me larga, o coração anda apertado, sinto um nó a balançar na minha garganta que ainda não decidi se engulo ou se o solto em forma de lágrimas.
Hoje seria o teu aniversário… 
E já passaram 490 dias sem ti...
 

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