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segunda-feira, 3 de março de 2014

Desafio dia 3

"Amizade"




Há dias, alguém, referindo-se a ti, disse-me: “A tua melhor amiga…”

Soou estranho. Parei uns segundos a digerir as palavras e achei que as deveria corrigir, admito. Mas não consegui. Percebi que não tinha forma de o fazer, pois provavelmente era essa a verdade. Eu é que ainda não tinha pensado nisso.

Não te chamo de melhor amiga por medo. Ou porque me leva a não ultrapassar a analogia à perda, ou porque soa a um género substituição, quando eu tenho a certeza que tu tens o teu próprio lugar. E o mereces mais do que ninguém. Tu sabes de toda a história. Tu sabes a minha história. E como se isso não chegasse pertences a ela e és a primeira em tantos parágrafos que, agora sim eu me pergunto, como poderias tu não ser A Best?

Em contrapartida, não exijo um primeiro lugar mas estarei, com certeza, na primeira fila para tudo o que te espera. E o futuro vai ser risonho pois tu não mereces menos. Se for para rir, vai ser às gargalhadas. Se for para dançar, vai ser até cair. (Se for para praticar desporto, não vai ser menos do que BTT, pois a vida exige que seja tudo em grande).  ;)
E se for para bater no fundo, pois também faz parte, nós lá estaremos de visita para mandar todos à m**** e voltar ao nosso lugar.
Se “temos a mesma escola” como tu dizes, lembra-te que eu nunca abandonarei os meus.

**Love you girl**

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014



Tenho que me desintoxicar. De todos eles ou simplesmente da sede de viver algo que não existe. Deixar de procurar, deixar de esperar, deixar de não querer estar sozinha e mentalizar-me de que é exatamente assim que estou. Mas há um medo que me aterroriza. Não é aquele tão vulgar de achar que pode dar errado, honestamente, não minto quando digo que prefiro que dê errado do que não dê em nada. Pior. Medo de no fundo saber que nenhum deles vale o esforço e ainda assim aterrorizar-me o facto de poder estar a perder por não tentar mais, por ser dura, por receio de cair no ridículo, por seguir algo que ultrapassa a racionalidade mas não chega a ser coração.
Por vezes gostava de não ter consciência. Poupava algumas lágrimas, desassossegos e nela já não caberiam todos eles.
Eles, o problema é sempre eles. E nem tão pouco posso dizer que é amor. Chamo-lhes de pendentes para não ter de me esforçar a pensar mais e talvez assim impedir-me de sentir alguma coisa. Históricas inacabadas. Porém, quando, aparentemente, não se tem nada a perder é muito fácil acreditar que é sempre melhor viver alguma coisa. Sentir-me viva mas, ao mesmo tempo, demasiadamente cansada. 
Tenho que me desintoxicar. É esta a verdade dura e crua, só não sei por onde começar. 

E agora, vou só ali fazer asneira e já volto.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014



Percebi que ainda não sei lidar com afectos sem medo dos seus limites.
No entanto, não tenho pressa, quando tiver que perder o medo
(e quem sabe ganhar outros)
eu irei perceber.
Alguém o irá merecer.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014



Numa coisa dou toda a razão, sempre coloquei demasiadas expectativas nos outros.
Não é doloroso, é triste!


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014


Gostava...
Que alguém escrevesse para mim. Sobre mim.
Ohh... como eu gostava!


Entretanto já tive um cozinheiro só para mim...
E que bem que ele desenha um coração chau chau:)




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014



Anda um moçoilo bem parecido aqui na aldeia. Sempre que saio de casa a tempo e horas lá está ele a chegar ao que suponho ser o seu trabalho. É certo que só o vejo por breves segundos, talvez por ser demasiado descarado se abrandasse muito. Mas ainda assim parece-me ser coisa para a gente se perder um bom bocado. Desconfio que seja mecânico. Ora, desde que seja inteligente, humilde e trabalhador eu cá não me oponho. Não estamos em tempo de grandes exigências e, afinal, quem não gosta que se lhe mude umas peças?! Adiante... Não sou mulher de parar o trânsito (nem por mim nem pelos outros), é certo, mas pelo menos vou continuar a encará-lo como se não houvesse amanhã. Talvez um dia ele me pergunte o nome, ou então, que raio de problema é que eu tenho. Enquanto isso vou ambicionando que o meu bólide, em vez de falecer, em plena sexta-feira,  ao sair do trabalho, me faleça a um qualquer outro dia, a chegar a casa!


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014



Envias-me uma mensagem de bom-dia, diferente todos os dias, e eu não sei o que pensar de ti. Assustas-me pela certeza que tenho de que irás estragar tudo, e a culpa é minha, eu sei! Tentas agradar-me, ignorar a atenção que não te dou, fazendo-me sentir tão ingrata. Mas não posso ser de outra maneira. Provavelmente preenches um vazio do qual não me dou conta de toda a sua proporção. Provavelmente, irei sentir alguma saudade quando um dia tudo acabar, mas ainda assim…não posso ser de outra maneira. As amizades também têm o seu perímetro, e esta jamais poderia ultrapassa-lo, caso contrário seria mais um desencontro. E eu não posso com mais um.