Do casamento dos outros, of course.
Tenho uma grande amiga que ficou
noiva. Vai casar em Setembro e está com um sorriso do tamanho da Via do
Infante. Feliz que só ela. Eu gritei quando soube, gritei muito, e a novidade
já foi devidamente festejada com brindes e abraços parvos e perguntas difíceis
e avisos ao noivo, do género “se não a tratas bem ou se voltas atrás persigo-te
até ao fim dos teus dias e vais desejar ter sido atropelado por um camião ou dizimado por abelhas assassinas”. Tudo
entre mais gritos e abraços parvos e planos para beber muito no casamento e
cantar músicas foleiras e essas coisas todas. Mas a questão que me deixou a
pensar e que motivou este texto não foi não acreditar – aposto o braço esquerdo
em como este casamento vai ser feliz (o direito é melhor não, dá-me jeito para
escrever e não ando assim tão crente no amor) – foi antes de mais o passo para
chegar a ele. Porque do meu círculo de amigas, esta já é a segunda que resolveu
pegar no assunto entre mãos e chegar-se à frente. Ou seja, ser ela a pedir o
namorado em casamento e não o contrário. Tendo em conta que só quatro das
minhas amigas já se casaram, é metade, e isso já dá uma espécie de sondagem
fidedigna o suficiente para poder afirmar que os tempos, de facto, mudaram.
Mulheres emancipadas e independentes já não são só mulheres que vivem sozinhas
e pagam contas sozinhas e dão o litro no trabalho (olha eu, olha eu), são
mulheres que não têm medo de pôr o joelhinho no chão (mentes impuras, não tirem
conclusões precipitadas) e fazer a pergunta fatídica: queres casar comigo? E
com tudo isto correr aquele risco que antigamente só os homens corriam: levar
um rotundo não. (Ou então simplesmente assegurarem-se de que ele não escapa,
que isto de homens sérios não há muitos e uma pessoa não pode esperar
eternamente.)
Tudo isto para dizer que, depois de pensar muito sobre o assunto, e esbarrar com as minhas próprias noções românticas de que espero um dia ser pedida em casamento pela pessoa que me fizer mais feliz no mundo, chego à conclusão de que não há nenhum motivo para não poder ser a mulher a pedir o seu homem em casamento, a não ser uma tradição que vai sendo cada vez mais transformada e que já não é mesmo o que era. O que interessa é o compromisso, o que se faz para honrá-lo, a sinceridade da coisa. Quem pergunta se o outro está louco o suficiente para também mergulhar de cabeça ainda é o menos.
Tudo isto para dizer que, depois de pensar muito sobre o assunto, e esbarrar com as minhas próprias noções românticas de que espero um dia ser pedida em casamento pela pessoa que me fizer mais feliz no mundo, chego à conclusão de que não há nenhum motivo para não poder ser a mulher a pedir o seu homem em casamento, a não ser uma tradição que vai sendo cada vez mais transformada e que já não é mesmo o que era. O que interessa é o compromisso, o que se faz para honrá-lo, a sinceridade da coisa. Quem pergunta se o outro está louco o suficiente para também mergulhar de cabeça ainda é o menos.
Agora está na moda, ser a mulher a pedir o homem em casamento
ResponderEliminartem o mesmo direito/dever :)
EliminarDireito têm, dever acho que não.
EliminarMas para explicar a minha posição, hoje ou amanhã vou fazer um post sobre o assunto.
Ai Lírio,
ResponderEliminarNem me fales em casamento!
É tudo maravilha quando namoramos. Depois... não sei, não.
Falo por mim.
Beijinhos
pois... cada um sabe de si. Eu cá não sei nada disso, nem sei se estou interessada em saber... loll
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