quarta-feira, 29 de março de 2017

Coisas minhas...



Fui encontrar-te apenas por descargo de consciência. Por respeitar o que fomos um dia e saber que ainda poucos te conheciam como eu. Fui por não conseguir dizer não, mesmo sabendo que não devia.
Entrei no carro e ao olhar-te pela primeira vez, em segundos, na minha cabeça,  passaram os anos em que não nos vimos.
«Abraça-me.»

Abracei-te, e por minutos lembrei-me  dos anos em que existíamos juntos.
Não me demorei muito. Falamos do essencial, do que se passava, do que te faltava, do quanto te iria faltar. Da saudade que nasce e não morre. Da incapacidade de não deixar partir. Falamos de ti.
«É melhor ir-me embora. Espero que fiques bem»
E abrindo a porta, de costas voltadas, ouço o meu nome. 
Como é estranho ouvir-te chamar o meu nome.
«Sim?»
«Estás tão bonita.»
Sabes que não sou de meias palavras.
«Devias tê-lo dito quando eu ainda acreditava. Mesmo que até fosse mentira. (suspiro) Agora é tarde demais.»
Nem tão pouco te olhei, quis que te custasse menos. 
Eu sei, dói perder a razão e outras coisas mais.
Continuei, saindo para a minha vida, deixando-te ficar na tua.
Não tenhas saudades minhas.
Jamais poderia ser de outra maneira...

2 comentários:

  1. Desabafo ... cheio de emoções. Que seja muito feliz!

    Beijos

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  2. Foste durinha...já imaginas-te que o homem podia estar arrependido?

    Um beijo!

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