quinta-feira, 13 de março de 2014



Numa tarde de chuva deste-me a mão, a tua mão… a tão aguardada mão.
Um gesto tão simples, mas tão sublime que poucas pessoas sabem o que isso significa.
O dar as mãos, o segurar as mãos, o doar-se pelas mãos…
Deste-me a mão e naquele momento não precisei de mais nada, só a tua mão na minha.
A chuva intensificava-se, a hora de ir embora aproximava-se, mas isso não importava, desfilávamos pela rua de mãos dadas, alheios a tudo e a todos, só o que importava eram as mãos entrelaçadas, enroladas… as nossas mãos.
E no meio da multidão, vi amores modernos, com gestos espalhafatosos e completamente desnecessários…
Mas eu só queria a tua mão para me sentir aconchegada, importante…
Deste-me a mão, tiveste um cuidado que poucos tiveram, foste algo que nem todos são…
Estendeste-me a mão e eu sorri. Por dentro, por fora, com os olhos.
Olhei para as pessoas que passavam por nós, e desejei que também elas tivessem alguém [como tu] que lhes segurasse a mão da maneira que seguraste a minha.
Deste-me a mão… e isso foi amor!


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