quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Porquê?





Porque me apeteceu deixar escrito o quanto estes meses nos aproximaram de uma forma que me deixa feliz.
Foi (é) o saber que estás lá, que basta falar e tantas vezes basta apenas olhar...
Nos momentos bons e maus, nas horas em que apetece deitar fogo aos papéis para ver se eles saem de cima da secretária, nos momentos em que nos partimos a rir com a nossa própria desgraça porque percebemos que eles só sairão quando os despacharmos.
Nos momentos em que o meu rosto fechado entra no gabinete e perguntas logo o que se passa...
No ombro que está sempre lá, na palavra amiga e tantas vezes tão mais adulta que a minha, confesso...
Quando dizes: mas não tens motivos para estar assim... já vais entendendo esta alma insatisfeita que eu tenho, esta mania de escrever o argumento e realizar filmes inacreditáveis.
E as gargalhas... a boa disposição no trabalho, como dizia alguém no outro dia...
A companhia, o abrires-me a porta da tua casa, da tua família, da tua vida e deixares entrar, sem pedir, sem cobrar nada em troca...
 Vou sentir falta sim...
Do chá na máquina no início da manhã, dos almoços, de "irmos ver as montras",  da paciência em ficares comigo à porta enquanto desabafo, dos jantares... das risadas à conta desta ou daquela situação que nos passam nas mãos todos os dias, de partilhar a sobremesa...
 Vou sentir falta sim...
De ti...
Pelo que és, como és e como te sinto... amiga...

1 comentário:

  1. Bonito...gostava muito de poder escrever o mesmo, mas, infelizmente não posso. És uma abençoada.

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